Crónica e convite

Hoje é dia de partilhar a crónica, e desta vez tem que ver com acasos (ou não) que, bem vistas as coisas, se podem tornar desagradáveis. Aqui fica o link:


 


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/09-fev-2019/interior/algoritmo-e-mulheres-nuas-10546818.html


 


E, para que não se esqueçam, deixo também o convite para segunda-feira. Trata-se de uma conversa à roda do romance vencedor do Prémio LeYa, Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior, na qual participam, além do autor, Ana Sousa Dias e Mirna Queiroz. Apareçam!


 


convite torto arado_ (2).jpg


 

Comentários

  1. Excelente crónica ! A pergunta final dá mesmo que pensar.

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  2. Bom dia. Enquanto... o hábito faz o monge, a moda o trama.

    Cláudia da Silva Tomazi

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  3. Bom dia com alegria

    Sobre a crónica oferece-me dizer o seguinte: o tamanho da nossa pegada digital é, ou pode ser, em boa medida, definida por nós.

    Um exemplo, o navegador de internet que utilizo, não guarda histórico nem cookies dos sites que visito.

    Como em tudo na vida, tem vantagens e desvantagens.

    Exemplo de vantagem: quando o jornal online que leio me diz "Chegou ao limite de páginas que pode consultar", eu desligo e volto a ligar o navegador (Mozilla Firefox, passe a publicidade), entro no site do jornal e continuo a ler. O meu acto fez o contador de páginas voltar a zero. Ou seja, fintei o algoritmo do jornal.

    Desvantagens: tenho na minha janela do portátil anúncios de soutiens, Volvos, produtos para fazer aumentar aquilo com que a natureza me dotou, robots de cozinha, promoções de supermercados, etc. Ou seja, como o dito algoritmo não tem referenciais, atira-me com tudo.

    No cômputo global, prefiro o anonimato ao "Big brother is watching you" que, invariavelmente, no futuro, me vai tentar vender qualquer bem ou serviço.

    Bom fds
    CPedro

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  4. A minha mãe quase se tornou modista. Quando acabou a primária, o irmão mais velho andava no liceu e, à altura, os meus avós não tinham capacidade financeira para ter os dois filhos a estudar. A minha mãe lá foi com 10/11 anos ajudar uma modista conhecida (sem ganhar dinheiro, claro). Esteve lá três ou quatro anos. Entretanto a irmã mais nova acabou a primária, numa altura em que a situação financeira dos meus avós melhorou, e as duas meninas foram enviadas para um colégio, em parte, por não haver outra alternativa para a minha mãe que, com 14 anos, não era aceite no ensino oficial (para o 1º ano do liceu, atual 5º). Enfim, ainda se tornou professora do ensino primário ;-)

    Cá em casa não compramos quase nada online, é raríssimo. E limitamo-nos a alguns aparelhos elétricos (batedeira, barbeador, etc.) e (alguns) livros. Roupa e sapatos, nunca! Tenho sempre de experimentar, antes de comprar.

    Penso que os adultos responsáveis pela educação de crianças devem ter o cuidado de não usarem o computador que elas também usam para pornografia. Ou então, depois de o fazer, apagar o histórico. Já seria uma grande ajuda.

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  5. MODISTAS E ALFAIATES!

    Tema muito mais interessante que o das compras on-line, coisa que não faço… pedi ao meu sobrinho-espanhol que me comprasse uma vez uma bateria para a máquina fotográfica e foi a minha única experiência - aliás correu mal, pois a bateria (devia ter desconfiado do preço muito baixo) por mais que a carregasse nunca ficava nem com metade da carga da original!

    A "nossa" modista ia lá a casa tratar das roupas nas ocasiões do ano que eram mais ou menos certas, uma delas em Setembro antes do começo das aulas, para os bibes e pôr ao tamanho as roupas que iam passando de uns para outros. Era a Maria do João da Rosa (nome do pai dela). Tínhamos uma máquina Singer (que ainda existe) e ela trabalhava lá em casa o tempo necessário, comendo com o demais pessoal. O sr. António alfaiate era o equivalente, mas não ia a casa, nem o sr. Joaquim , onde se ia tirar as medidas e escolher o tecido para fatos e calças, ou casacos.
    Os tecidos e demais artigos, eram comprados em duas ou três casas especializadas que havia em Santarém, o "Cabralão" e uma outra de que não me recordo o nome do dono que sempre atendia ao balcão, de onde meu avô que era muito distraído, saiu uma vez brandindo pela rua fora, o metro em vez da bengala!
    Eu gostava muito era de ver forrar botões!!!!

    Belas memórias… adeus passado, porque me parece que futuramente não haverá passado!



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  6. Entre o "algoritmo" e o alfaiate, prefiro "algum ritmo" do costureiro. Por outro lado, entre os biscoitos (cookies) e os alfaiates (tailors), prefiro os primeiros. Isto é uma questão de semântica e de tradução que àquela esta conduz.
    Os computadores pessoais facilitam a nossa memória: decoram por nós. Gravação de IP's, que este e outros blogs fazem, guarda dos dados que se preenchem para se comentar sem que se passe por anónimo, o diabo a quatro cantos do mundo.
    Navegar na net é deixar rasto e sujeitar-se às ondas publicitárias que se agarram e entram sem que mesmo se escondam quando se carrega no "X". Destes intrometidos, já todos deram conta, pois são mais conhecidos que cão ruivo. Tal como as silvas, não há coisas que melhor peguem, que estas. E bem se lhe adivinha a ávida função.
    Não nos podemos queixar, se usamos; se não queremos que a vizinhança nos veja nus, não mantenhamos as persianas abertas.
    E tenham um bom fim-de-semana.

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    Respostas
    1. Cookies e tudo o resto se pode apagar, usando a função do browser: "limpar histórico".
      De vez em quando, faço isso. E lá tenho de preencher de novo os formulários dos comentários (rima, mas não faz mal, é só um comentário).

      Bom fim-de-semana!

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    2. Uma cacofonia Cristina!
      Essa eu sei! Ahahahah!
      Bom fim de semana, para vós … ainda com frio, aposto! Aqui está um calor húmido terríevel, não pelo calor pois 30 graus para nós são rosas, mas a humidade é que dá cabo de um cristão! Vai chover bué!

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    3. Olhe… são aqui 22 horas, chove de tal maneira, que, quem não esteja habituado pensará que é um furacão, aí nem se imagina a violência das chuvas aqui! E, as trovoadas então, nem se descrevem … chuvas destas dão assim 60 mortos ou coisa parecida, das enxurradas que se formam pelas águas selvagens que vêm lá do interland!

      A luz já foi, estou a usar a net móvel!

      O pior vai ser a noite, vou pôr uma toalha sobre o lençol e dormir em cima.

      Saudações tropicais!

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    4. Quando troveja e chove, deve ler-se Edgar Allan Poe, sobretudo à luz de uma vela. Pode ser "O Gato Preto" ou outro conto qualquer.
      Para mais sensações, um qualquer do Stephen King, se for apreciador do género.
      Boa noite tropical.

      Saudações do planalto,em noite calma, à espera dos 26 graus de temperatura que nos esperam no domingo.

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  7. Gosto um imenso de Ana Sousa Dias. Mas na segunda tenho um compromisso inadiável.

    É uma crónica que nos leva para trás com muita graça. Também me lembro desse tempo de peças de tecido desdobradas no balcão e nós a apreciarmos o padrão, a sentirmos a textura, a combinarmos linhas e fechos. De modistas, francamente, nunca gostei, era detestável estar ali quase nua numa casa estranha, alfinetes a picarem-me por todo o lado e a obrigação de estar direita. Depois, via-me no espelho e não encontrava graça alguma, até me arrependia do tecido e do resto.
    O pronto a vestir de início não me simplificou a vida, só quando surgiram os Porfírios consegui algumas peças à medida. Hoje, um dos meus passatempos é experimentar roupa em loja. Sinto-me realizada, há sempre o meu número. Além disso, põe-me no lugar, obriga-me a olhar para o espelho. Há um lado de mim que se satisfaz depois de uma hora a escolher peças e a prová-las. Enquanto possa, vou resistir às encomendas via net, hei-de continuar a entrar no pronto a vestir e levar para o provador uma catrefada de peças. Que me servem.

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