Leituras

Ando com mil coisas para fazer, entre pessoais e profissionais; e, claro, o blog vai sofrer com isso nos próximos dias... É que comecei o ano com o que aparentemente é um surto reumático nas mãos (a idade a dar sinais?) e, além de escrever se tornar mais penoso, há que fazer análises e ir mostrar as manápulas ao médico, o que tira tempo e vontade. Por isso, hoje digo-vos apenas que me ofereceram quatro belos livros este Natal, esperando que desse lado, se quiserem, façam o mesmo. Foram: Uma História Antiga, romance de Jonathan Littell (que já antes escrevera o muito bem-sucedido As Benevolentes); Eliete, de Dulce Maria Cardoso (que é, segundo as críticas que li nos jornais, um primeiro volume de uma história maior); Berta Isla, de um dos maiores autores espanhóis vivos, Javier Marías; e Tantas Palavras, que inclui (maravilha abolsuta) todas as letras de Chico Buarque! Mas ainda não li nenhum dos quatro e, assim, não posso comentar. No entanto, estas foram prendas belíssimas e até raras, porque a mim as pessoas quase nunca oferecem livros, pensando se calhar que os arranjo mais baratos ou de graça, o que não é verdade.

Comentários

  1. Hummm...podem ser artroses nas mãos, digo eu que não entendo dessas coisas. Seja o que for, as mãos fazem muita falta, e as dores, falta nenhuma. Melhorinhas. E um bom ano 2019 para a Rosário e demais gente que lhe quer bem. Bom ano também para todos os que frequentam esta janela de livros.
    Recebi a Poesia de Eugénio de Andrade e que já tinha em volumes dispersos, mas me deu uma alegria só. O último livro de Lobo Antunes de que nem sei o título por adiar o tempo de o abrir, tão lindo me chegou o embrulho feito numa livraria de província (podendo, lia-o embrulhado). Os Diários de Virgínia Woolf que já tenho e vou trocar. Anaconda, de Horácio Quiroga, autor que desconheço.
    Bom Dia.

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    1. Bom dia, Bea!
      Bela prenda, essa do Eugénio de Andrade.
      Eu tenho a poesia completa (numa edição da Fundação) autografada por ele em 2002. Como deve calcular, foi um dia inesquecível, até porque ele estava muito bem disposto nesse dia.
      Nós tínhamos estado na casa onde ele nasceu (perto do Fundão) e depois seguimos para o Porto, e ele comoveu-se muito com isso: foi lindo!
      O Eugénio também adorava gatos, sabia?
      Boas leituras, Bea!

      Maria

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    2. António Luiz Pacheco3 de janeiro de 2019 às 06:51

      Por coincidência, estou a ler a referida "Anaconda", e, a gostar.
      Conhecia Quiroga de ouvir falar nele mas nunca havia lido nada deste autor. Parece ter sido uma espécie de percursor ou iniciador de uma vertente do romance latino-americano de que gosto muito, pelo seu realismo e por nos levar até às selvas e rios e suas gentes.
      Suponho que não agradará a todos, mas ele escreve muito bem sem dúvida!
      Estimo que possa gostar.

      Votos de um Bom Ano!

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    3. Vi Eugénio de Andrade apenas uma vez na Feira do Livro e nem coragem tive para lhe pedir um autógrafo. A um dos meus filhos foi oferecido o livro de poemas que o poeta dedicou ao afilhado e que foi autografado nessa mesma feira; mas nada tive a ver. Em tempos, o garoto ofereceu-mo; agora que tomou gosto à leitura, veio pelo que é seu. Ainda bem.
      Lendo a prosa e os poemas de Eugénio construí a minha/sua imagem. Talvez seja bom não o ter conhecido de outra forma. Mas acredito que, para um devoto, a visão do divino seja coisa que se não pode esquecer.
      As duas gostamos de Eugénio de Andrade, está visto:).

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    4. Obrigada pelos votos que aproveito para retribuir. Pelo título, este livro não será bem a minha praia. Mas os títulos nada dizem, só sugerem e são por vezes enganadores. É ler para saber.

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    5. No tempo em que eu estava em Lisboa e ia à Feira do Livro ainda não havia essa moda dos escritores estarem "na esplanada" à espera de leitores.
      Aliás, as primeiras feiras eram na Av. da Liberdade e não no Parque Eduardo VII.
      Mas este encontro na Fundação (na Foz do Douro) foi programado e ia pessoal de Penamacor, Fundão e Castelo Branco.
      Era suposto estarmos lá cerca de 30m (ele já estava bastante debilitado), mas por nós irmos daqui da terra dele, foi ficando a ler-nos poemas, a falar da casa onde nasceu, a falar de gatos (fui eu que puxei o tema) e acabámos por ficar lá quase 3 horas.
      E se tenho essa Antologia da Fundação (que já não estava à venda, mas apenas reservada para ofertas a vips) foi graças aos gatos - a directora da Fundação confidenciou-me que o Eugénio disse "se é para a senhora dos gatos, pode vender uma".
      Por isso, e porque eu adorava (e adoro) o Eugénio, foi mesmo inesquecível.

      Maria

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  2. Quatro belas prendas, Maria do Rosário!
    A quinta prenda (a da mãe natureza) é que era dispensável... mas já que chegou, há que tratar dela.
    Nunca consegui ler As Benevolentes: aquelas quase mil páginas de letrinha minúscula impediram-me de o comprar, embora quisesse. É que, para além dos ossinhos doerem, a visão está a ficar cada vez pior.
    Mas sejamos optimistas, eu sou mais velha do que a Rosário e ainda consigo vir aqui (e a outros blogs) largar umas "larachas" .
    Os livros da Dulce e do Chico são muito bons, e o do Marías também deve ser (ainda não li).
    Feliz 2019!

    Maria

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    1. "AS BENEVOLENTES" - com muito, muito custo ainda consegui ler umas cinquenta/sessenta páginas mas achei-o absolutamente "ilegível" (isto na altura da sua inicial publicação) e nunca compreendi o seu êxito.
      Mas como isto da leitura tem ciclos...talvez agora...

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  3. São quatro belas prendas si senhora. Eu comecei a ler Vidas Escritas do Javier Marías, O Mayor de Casterbridge de Thomas Hardy e a Fotobiografia de Miguel Torga de Clara Rocha, mas ainda não acabei a Casa Sombria do Dickens, Bela do Senhor de Albert Cohen e O Enigma da Chagada do Naipaul. O FB tem-me retirado algum tempo de leitura mas ver se não preciso de detox digital.

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    1. As suas escolhas também me parecem muito boas, a Fotobiografia do Torga é excelente.
      Do Thomas Hardy apenas li o "Tess of the d'Urbervilles" e o "Far from the Madding Crowd" - e não é snobismo, é mesmo porque os li em inglês, há mais de mil anos, quando morava em Lisboa e andava no British Council.
      Estes livros originaram dois excelentes filmes, do Polanski e do Schlesinger, respectivamente.
      Acho que já existem remakes, mas nunca os vi.
      Bela do Senhor: nunca li mas ainda ontem a Inês Pedrosa falou nele, na Antena 1.
      Feliz 2019, com muitas e boas leituras!

      Maria

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    2. Estou à espera que saia a tradução de Tess na Relógio de Água. Tenho alguma dificuldade em ler inglês no original.

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    3. "Tess of the d'Urbervilles" do Polanski será dos poucos filmes que nada fica a dever ao livro; e o livro é uma maravilha!

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  4. Correcção: sim senhora e vamos ver. Não são as mãos por enquanto mas a visão já falha apesar da operação à catarata .

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  5. Bom ano para todos os Extraordinários. Também recebi de presente quatro livros no Natal. Talvez 4 seja número mágico, e não 7. Já comecei a ler a Rua Katalin, de Magda Szabó influenciado pelo excelentíssimo A Porta que li há anos. Tinha passado a quadra em nova incursão aos "antigos" lendo Camilo (Vinte Horas de Liteira).

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    1. Também aproveitei para ler de Camilo, um dos clássicos favorito, O Romance de Um Homem Rico. É sempre boa escolha com Eça, Torga e Aquilino a quadratura perfeita.

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  6. Pois a mim afiançando-me que o caminho próximo futuro vai ser no sentido da intervenção na polis calhou-me as "21 lições para o século XXI" de Yuval N. Harari. E leio um livro que me passou do mestre Vitorino Nemésio, as "Quatro Prisões Debaixo de Armas".

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    1. António Luiz Pacheco3 de janeiro de 2019 às 06:56

      Quatro prisões debaixo de armas… um título curioso de outros tempos e outras condições, que provocava um certo orgulho a quem disso se vangloriava, no excelente livro de quem nos deixou bons retratos dos Açores !

      Abraço e Bom Ano!

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  7. Estou a ler "Três Filhas de Eva", de Elif Shafak.

    É uma boa abordagem sobre a vida na Turquia e arredores...

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  8. António Luiz Pacheco3 de janeiro de 2019 às 05:12

    Ora vivam todos os Extraordinários, a quem envio aqui do Bairro Ribatejano, os mais sinceros e melhores votos de um Extraordinário ano de 2019, sobretudo preenchido com muitas e boas leituras ou escritas, ou mesmo ambas!
    É aquilo em que comungamos e nos trás aqui a este espaço de luz.

    Pela minha parte já dei início a esse desígnio, e, cá me vou desforrando como posso, pois que apesar de ter trazido comigo o trabalho de um grande projecto estructurante, transversal, para a produção de frangos, e, outro para um matadouro regional, que me têm feito andar em reuniões e consultas, também tenho tido uma época fértil tanto em leituras como de andar em volta de livros, que ofereci e me ofereceram!
    Nesta altura, as longas noites à lareira propiciam serenas leituras, o que até perto do final do mês ainda vou aproveitar.

    Assim, quando cheguei tinha cá à minha espera, e logo os papei, dois livros enviados por outros tantos amigos, da sua própria autoria:

    1- “Frederic Dumas – fils de Poseydon”, de Franck Machu. Uma biografia compilada por este, que já publicara entre outros, acerca de Cousteau e agora sobre o mais discreto ou menos conhecido dos “mosqueteiros do mar”, mas que foi uma personagem com história de vida e percurso interessantíssimos. Profusamente ilustrado com fotografias, é uma epopeia e um hino, inspirador. Confesso que o admiro e me identifico mais com ele do que ao próprio Cousteau, e agora garantidamente! Merci Franck!
    2- “Uma vida para o mar”, do meu colega pescador submarino brasileiro Alexandre Yamaguchi, também instructor de mergulho-livre. Quem sabe a Cláudia o conhece?

    Paralelamente, por razões profissionais – sou um privilegiado que tenho de ler bastante por motivos de trabalho – o interessantíssimo: “Agricultura e desenvolvimento em África” de João Mosca. Imperdível a quem se interesse pelo tema, pois lá como cá a sociedade depende sempre e muito da agricultura e dos agricultores, a quem alguns de nós outros se esforçam por ajudar a desenvolver, camponeses como eu que tive a dita de me formar em ambiente mais favorável e agora tento usar, com essa finalidade, junto da minha gente, camponeses e pescadores.
    Aliando ainda o trabalho à informação e ao que gosto, li o excelente: “Vidas e vozes do mar e do peixe”, de Mª Manuel Valagão, Nídia Braz, Vasco Cécio.

    Entretanto nas várias incursões às livrarias para comprar presentes, o que me deu para acumular pontos na Bertrand, fui tropeçar num livro tão inesperado quanto estranho, mas muitíssimo bom e sobretudo surpreendente, o qual li de uma assentada:
    - “Dias sem fim”, de Sebastien Barry!
    Vale a pena falar deste, em particular!

    (segue)

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    1. António Luiz Pacheco3 de janeiro de 2019 às 05:14

      O autor, um irlandês que suponho heterossexual pois tem mulher e filhos (e já se vai
      perceber o porquê deste aparte), compõe um romance baseado na saga dos irlandeses nos EUA, uma espécie de Western em que relata a vida e aventuras de dois rapazitos que se fazem adultos, no exército americano, ao longo das guerras índias e depois na guerra civil, voltando novamente aos índios. Muitíssimo bem fundamentado, escreve com uma verve que nos arrasta se bem que possa ser considerado pesado porque usa um estilo que diria de filigrana da palavra, pela forma como descreve paisagens e sensações, mas muito bem. Claro que colocar uma linguagem tão rica e sofisticada em dois soldados rústicos e algo embrutecidos pela guerra e os maus momentos é pouco credível, mas deleita a quem leia e acho que é isso que conta. Aliás os irlandeses têm alma de poetas. O mais surpreendente, que de início pode parecer chocar, mas nem por isso porque se desenrola de forma discreta e acaba por se encaixar no contexto de uma forma muito inteligente, é que vamos ser levados ao facto de os dois protagonistas serem amantes, revelando-nos acerca deste tema da homossexualidade, detalhes do folclore das cidades mineiras que nos é desconhecido e é assim que suponho que acaba tudo por se encaixar, pelo menos para mim! É um belíssimo romance, como já disse, surpreendente pelo invulgar e até inesperado do tipo de relacionamento, num tema como este. Aconselho.

      Entretanto ando a ler, oferta de minha mulher que deve ter falado com o Pedro Sande… “Winston Churchill - uma vida”, de Sir Martin Gilbert. Interessantíssimo, um dos maiores vultos e talvez o maior estadista do século XX. Também a não perder, para quem como eu, goste de ler biografias.

      Por isso mesmo e porque gosto de ler biografias, lamento ainda não ter conseguido encontrar a Saga de Selma Lagerlöf, da minha querida amiga Cristina Carvalho, esgotadíssimo, pelo menos nas livrarias onde fui… faltou-me a FNAC, mas ainda não tive coragem para entrar na selva do Colombo ou outro grande centro! Graças a Deus safei-me aqui por Santarém, na Bertrand, a livraria Costa e a Leya, sem ter de mergulhar nas multidões.

      Também estou a aguardar o extraordinário “Contos do Portugal profundo e uma história brasileira”, com a maior das curiosidades.

      “Genesis”, de Sebastião Salgado, oferta do meu sobrinho Adolfo e da Antónia Rosa, um livro mais de “ver” do que de ler, mas igualmente extraordinário, foi outro!

      (segue)

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    2. António Luiz Pacheco3 de janeiro de 2019 às 05:15

      Para fechar um ciclo latino-americano, elegi um livro nem por isso novo mas que nunca li e no qual tive a dita de tropeçar: “Anaconda”, de Horácio Quiroga. Faltava-me ler este, sobre o qual é opinião generalizada ter sido com quem se começou muita coisa e abriram novos caminhos na literatura daquela região, a qual eu tanto aprecio. Talvez tenha começado pelo meio, não sei, mas nas leituras é assim, podemos andar para trás e para a frente no tempo e de forma intemporal, com a certeza e surpresa de irmos descobrindo sempre autores e obras! Comecei mesmo no 1º dia do novo ano, e ainda bem porque é excelente e um bom começo de ano!

      Depois deste e porque sendo pequeno está quase lido, logo verei o que se perfila, mas ando a olhar entre outros para o Fawlkner, de quem me ofereceram a trilogia “A mansão”, “A aldeia”, “A cidade”, outro autor que muito aprecio. Por outro lado, apetece-me revisitar o meu velho amigo Eça, e, umas quantas páginas d’ “Os Maias”, “A ilustre casa de Ramires” e d’ “A cidade e as serras”, irão ser folheadas e lidas.

      O tempo vai bom e sereno, tenho lenha com fartura – os amigos do alheio fizeram o favor de me aliviar da bateria velha do velhíssimo tractor, coisa que resolvi e já tratei com os Japões de cortar e trazer para debaixo de telha um sobreiro que caiu no temporal do Outono. Também o Pingo Doce tem uma boa reserva de Earl Grey, e a frasqueira está abastecida porque também me presentearam com algo mais do que alimento para o espírito, eheheh! Daqueles de 10, 12, 15 anos tanto da Irlanda quanto da Escócia… Também fui tratar de rever os óculos de ler… portanto, estou aí para o que der e vier!

      Renovo os votos de um Extraordinário 2019, cá desde o Bairro Ribatejano e para onde quer que se encontrem!

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    3. António Luiz Pacheco3 de janeiro de 2019 às 05:16

      PS: As melhoras à Nossa Extraordinária Anfitriã, da parte de quem sofre de artrites reumáticas que nesta época e com o frio se tornam incomodativamente dolorosas!

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    4. Trás?, António Luiz Pacheco???

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    5. "É aquilo em que comungamos e nos trás aqui a este espaço de luz."
      Não confunda, Senhor erudito, o advérbio "trás", com "traz" do verbo trazer!!!

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    6. Ó Paxeco, do Sebastian Barry li um excelente livro "Os escritos Secretos", achei-o magnífico e só não o aconselho porque, a experiência diz-me, isto de aconselhar livros é muito subjectivo (o que é bom para mim pode não ser para ti e vice versa). Mas "Os escritos secretos" faz parte da lista dos 100 livros que mais gostei.
      Bom ano para todos!

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  9. Boa tarde e bom ano!

    Deixo aqui a lista dos livros que não recebi pelo Natal, pois à semelhança da nossa anfitriã, não me fazem esse tipo de oferendas:

    "Ecologia" de Joana Bértholo (culpa da leitura da revista do Expresso e de JMS)
    "O jogo de olhares" e "O archote no ouvido", de Elias Canetti
    "Os sonâmbulos" de Hermann Broch

    Cara MRP, deixo à sua consideração trocar a sua maleita das mãos por um simples síndrome do osso trígono.

    V.Exª poderia escrever à vontade e eu voltaria a correr. Que tal?

    Despeço-me reiterando os votos de bom ano
    CPedro

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  10. Desde meados de 2018 que ando a fazer um tratamento psico-não-sei-quê a ver se recupero as capacidades de concentração e memória.
    É que – a idade não perdoa… -- deixei de praticar a rotina de ler, e outras, como a de escrever, e tal.
    Parece absurdo, mas a medicação que ando a tomar, em vez de diminuir, acentua o estado lassidão, prolonga as horas de sono, etc.
    Ainda assim, mantenho a rotina de andar sempre com um livro à mão, para aquelas ocasiões em que é preciso estar um tempo, às vezes prolongado, à espera de ser atendido – mas depois pego no livro e não consigo concentrar-me no que estou a ler, distraio-me, tento reler o que li nas páginas anteriores… e desisto.

    Hoje lá fui a mais uma consulta ao Dr Psico-Não-Sei-Quê.
    Em homenagem às gatas que temos aqui em casa, levei comigo o livro de James Bowen intitulado “O que aprendi com Bob”.
    Bob é um gato.
    Talvez por isso, na sala de espera do consultório li, até chegar a minha vez, nada menos que 40 e tal páginas!!
    O Dr Psico-Não-Sei-Quê receitou-me, pois, uma nova medicação, mais branda -- e também me ordenou que insistisse na leitura.
    Ah! pois é, Senhor Doutor! Custe o que custar, pelo menos esta história do Bob vou ler até ao fim. Depois se verá.
    Encerro aqui este comentário, pois que tenho ali as gatas ansiosas à minha espera para dormir uma soneca antes de jantar.

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    1. António Luiz Pacheco3 de janeiro de 2019 às 10:26

      Um grande abraço Caro Amigo!
      Que a leitura lhe volte a dar prazer em vez de ser uma luta, é o meu sincero voto para 2019.
      E, convenhamos que para uma gostosa sesta um par de gatas é bem melhor do que os sapos!

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    2. Caro Joaquim Jordão
      Desejo-lhe uma rápida recuperação para que nos possa presentear com textos sobre gatos e sapos, como já o fez um dia e que nunca esqueci.
      Isabel

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  11. Extraordinário Anónimo das 11:53,
    É curioso, no prefácio à edição das Vinte Horas de Liteira que utilizei Hélia Correia inseriu uma declaração do próprio Camilo na qual considera que o Romance de um Homem Rico é a sua melhor obra. Ai está o destino da minha próxima incursão.

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  12. Estou no inicio de Berta Isla,desejo-lhe as suas melhoras e um óptimo Ano Novo.

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  13. Estou a gostar destes "CONTOS ARGENTINOS" o n°.17 da interessante Colecção "A Biblioteca de Babel", que, de vez em quando, a Editorial Presença edita.

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