Pobres provérbios

Aqui há tempos alguém me disse que antigamente as pessoas tomavam conta dos animais e que hoje são eles que tomam conta das pessoas. De algumas, pelo menos, que até dizem que quanto mais conhecem as pessoas mais gostam de animais. Por mais que entenda que os animais merecem o nosso maior respeito, há limites (já dizia a minha avó, tudo quanto é demais é erro). Na semana passada, com a história da flatulência carbónica das vacas, os animais estiveram em todas as primeiras páginas dos jornais durante vários dias, e com razão, porque a produção de carne animal consome um quarto da água do planeta. Por outro lado, já deito PAN pelos cabelos com suas ideias estapafúrdias, como a reivindicação de horário de trabalho para os cavalos que puxam as charrettes dos turistas em Sintra... E, como se isso não bastasse, agora é o seu braço activo, a PETA, que quer alterar os provérbios portugueses, não vão os bichinhos ofender-se com certas tiradas ditas pelos humanos. Haja paciência: a proposta é alterar expressões como «pegar o touro pelos cornos» por «pegar a flor pelos espinhos», como se o touro falasse línguas e tivesse um curso de semântica... Além disso, não podemos levar tudo à letra, e no provérbio o touro é apenas um símbolo de outra coisa, não o animal propriamente dito. Senão, vejamos: como li num comentário do Facebook, PAN também é uma onomatopeia para tiros, não seria então melhor o partido dos animais mudar de nome antes de ser acusado de promover o uso das armas e a violência?

Comentários

  1. Antes de mais nada, nem há solenidade proverbial e sim, franqueza. Esta queda de braço entre ascensão animal versus baixa estima humana, por vezes favorece ou não o motor em inúmeras questões e se lhe, das justificativas (de ir) e já, longe vai o andor reconhecidamente de crueldades e as lembrando por exemplo do circo em Espanha, percorreram o mundo; gorilas no continente africano e cachorros na China. No Brasil, couro de jacaré se lhe tem por ilegal e o comércio clandestino com aves exóticas mantidas em cativeiro e a demanda de maus tratos, faz com que autoridades se lhe apertem o cerco para conter o contrabando, inclusive de pítons.

    Cláudia da Silva Tomazi

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  2. Bom dia

    Aqui há tempos alguém me disse que a maior prova de que existe vida inteligente no Universo é que ainda ninguém veio colonizar o planeta Terra.

    Quanto à PETA (também se presta a interpetações literais) e ao PAN, tenho para mim que quando o ser humano respeitar de forma genuína e integral o seu semelhante, eles serão descartáveis. Resta saber se isso alguma vez irá acontecer...

    Cordialmente
    CPedro

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    1. Está a sugerir que os animais são nossos semelhantes?

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    2. Pelo contrário.

      Estava a sugerir que se o ser humano se interessasse genuinamente pelos outros seres humanos (e pela condição miserável de muitos deles) não ficaria muito espaço político para o PAN e quejandos.

      Utopias...

      Que grande sarapatel por causa dos bichos!!!

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  3. "Eles nem as pensam"...

    Devem ter no partido um "circulo de idiotas" que inventa e testa todas estas coisas estranhas nas redes sociais, onde quase tudo é permitido.

    E muito mais importante (para eles claro), é a esperança legítima em multiplicar os votos e os "tachos". :)

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  4. Direitos dos animais! Os animais não têm direitos, como não têm deveres. Não os discutem em assembleia para estabelecer Os que valem. Os humanos atribuem direitos aos animais, isso sim.

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  5. Oportuno comentário e post este, porque se trata acima de tudo o mais, de cercear a liberdade de expressão e por conseguinte da nossa amada escrita, pois estes talibãs do animalmente correcto (ou deve passar a dizer-se anibem em vez de animal?) sendo os modernos Torquemadas vão tentar impor o seu pensar e sentir, limitando-nos ao que eles achem bem!
    Ter ideologias é uma coisa, é de respeitar, de conviver desde que não se nos imponham e impeçam de termos as nossas, coisa que hoje está num limiar perigosíssimo!
    Porém, se essas ideologias assentam em princípios errados ou manipulados, há que as recusar… há que as colocar onde pertencem, que é ao nível das seitas e das minorias folclóricas, que disso não passam, não se lhes podendo dar nem destaque nem força nenhuma, nem mesmo a da tolerância porque elas grimpam, e tomam assento em franjas da sociedade que deviam se mais responsáveis e esclarecidas em vez de presumirem modernidade e sofisticação, pseudo-requinte, a todo o custo!

    Já agora, a PETA é uma organização internacional classificada pelo FBI como terrorista, e o PAN é que bebeu dela e das esdrúxulas ideias do veganismo, não o contrário! O PAN tem o seu "braço armado" dito IRA, que será uma cópia dos vizinhos Ecologistas en Acción.

    Para finalizar: é falso que as vacas sejam promotoras de consumo excessivo de água e produtoras de CO2 em excesso! Isso, dito por ecologistas de apartamento, urbanos que produzem muitíssimo mais CO2 e consomem muitíssima água nas cidades e zonas industriais, no comércio, transportes, e em todas as suas comodidades é mera falta de esclarecimento ou hipocrisia (por parte dos políticos). O papel das vacas é fundamental, sempre foi e sempre fizeram parte do sistema Terra! Hoje há mais vacas? Há… mas também há muitíssimo menos grande herbívoros selvagens! As vacas ocuparam o lugar daqueles, como é lógico e sabido, mas não interessa que se divulgue.
    O que não faz parte do sistema Terra, são os blocos de apartamentos e os centros comerciais climatizados, as fábricas, os centros logísticos frigoríficos, as estradas alcatroadas, os veículos… convinha pensar nisso antes de apontar o dedo às vacas!

    Saudações política e ecologicamente incorrectas cá da Cidade Morena - onde a água falta amiúde, assim como a energia!

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    1. Gostei e achei importante o seu contributo com a sua opinião e conhecimento.
      Obrigada por partilhar

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  6. Boa tarde.
    Ó Alzirinho: Hoje, o menú é pobre... "Pobres provérbios" (conversa da treta), nada apelativo - Pxxxt'a claro Chico, qu'a gente, hoje, aqui não se governa, não se aprende nada. - Bora lá Zirinho, p'rá Tasquinha do Zé Povinho (ao Carregal), que hoje é dia de "tripas à moda do Porto"- Melhores dias virão ó Chico. - Bora lá, meu, que se faz tarde. fl

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    1. Boa noite.
      Sim. A "necessidade" obriga "ao engenho", quando as causas porque lutamos, são nobres. A dialogar, também se combate a iliteracia. Por um Portugal melhor. Cumprts. fl

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  7. Na verdade, a PETA nada disse sobre alterar os provérbios portugueses. A PETA lançou, sim, uma campanha internacional sobre os provérbios em língua inglesa. Talvez porque Ricardo Araújo Pereira se lembrou de falar da questão e imaginar as possíveis alterações para os provérbios portugueses no último Governo Sombra, a imprensa portuguesa decidiu dar relevo à questão e ir perguntar a opinião do deputado do PAN (que, aliás, disse que era uma boa iniciativa e que o próprio partido tem vindo a atentar à linguagem que usa nas suas comunicações mas que não iria lançar uma campanha semelhante em Portugal).
    Acha-se ou não esta e outras campanhas da PETA ridículas, é importante não transmitir informações erradas.

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    1. Também agradeço o esclarecimento, pois, a viver no estrangeiro, nem sempre sei bem o que se passa em Portugal. Andando pelo facebook, até se fica com a ideia de que o PAN tivesse lançado alguma proposta de legislação, a fim de proibir certos provérbios. Enfim...

      Cara Maria do Rosário, não penso que a intenção de quem defende estas ideias seja evitar que os bichinhos se ofendam com «certas tiradas ditas pelos humanos», até porque o touro realmente não fala línguas nem tem um curso de semântica. A intenção será tentar amenizar a agressividade e o desprezo dos humanos em relação aos outros animais. Claro que é discutível se esse objetivo poderá ser alcançado ao evitarem-se certos provérbios...

      Na verdade, há bastante tempo que deixei de usar expressões desse género, que, desde a infância, nunca me deixaram confortável e que resolvi mesmo banir vai para 15 a 20 anos. Assim como também já não acho piada a outras como «a mulher quer-se pequenina como a sardinha», ou «Deus nos livre da mula que faz "him" e da mulher que sabe latim», ou «mulher honrada não tem ouvidos nem olhos», ou ainda «com afagos, a mula e a mulher fazem o que o homem quer». Não estou a comparar as mulheres aos outros animais (ao contrário desta última criação da chamada "voz do povo"), são apenas exemplos de expressões marcadas por uma certa maneira de ser que, felizmente, em muitas partes do mundo, já vai sendo superada.

      Mas será legítimo perguntar: o facto de me recusar a usar certos provérbios deixa-me mais pobre em termos de linguagem? Não creio. As línguas são sistemas dinâmicos, que constantemente se transformam. Para uma expressão que desaparece, há duas ou três que se criam. Aliás, o bom escritor conhece-se (também) pela sua capacidade de criar novas metáforas e imagens, não se limitando a papaguear as já existentes.

      Já agora, afirmo que também não acho piada à alternativa «pegar a flor pelos espinhos».

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    2. Tenho que discordar, claro… porque a perda dos provérbios é obviamente uma perda da nossa identidade cultural e um empobrecimento linguístico!
      Não falo para os "bons escritores" , claro, falo para as pessoas comuns que dizem "na mesma como a lesma" ou "há muitas maneiras de esfolar um gato", sem que sejam lesmas nem andem a esfolar pequenos felinos domésticos!

      No fundo, trata-se de bom senso e de esclarecimento, coisa que os animalistas manifestamente não possuem, como se deduz facilmente daquilo que foi postado pela Nossa Extraordinária Anfitriã. Por acaso baralhou um bocadinho as coisas, sim, mas isso é porque ela ainda é Humana, como muitos de nós felizmente, que o continuaremos a ser quando esta moda da animalidade passar!

      Saudações humanistas cá da Cidade Morena!

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    3. PS: Na minha terra diz-se que a mulher é como a sardinha, da mais pequenina! Porque do mal, o menos… ahahahah!
      Já sei, é machista, mas tem piada, isso tem!

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    4. Totalmente de acordo, Cristina. Há muito que deixei de dizer certas expressões. Uma delas foi a da cantiga do atirei o pau ao gato. Talvez por contágio com a minha filha,que a aprendeu no infantário, modificada. E já lá vão uns bons 14 / 15 anos. Já não faz sentido. Tão simples como isso.

      ana b.

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  8. A confusão que para aqui vai... A PETA é uma organização internacional criada nos anos 80, o PAN um partido português criado em 2000 e tal. Como é que pode ser o braço activo do PAN? Refere-se ao IRA? Que grande confusão mesmo... Mesmo que seja só para criticar, acho que deve ir às fontes originais, informar-se e não repetir aquilo que lhe chegou provavelmente já bem digerido e adulterado por Facebooks e afins.
    Paula

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    1. Não sou advogado da Nossa Extraordinária Anfitriã, que aliás eu mesmo corrigi no meu comentário, que creio não terá lido… mas, faço-lhe notar que ela não "criticou" e sim comentou!
      É diferente, penso eu … afinal, como também já disse é meramente uma prova de que ela, é humana… só os não-humanos é que supostamente não erram, e o maior erro consiste em acreditar que sim, que não erram, mas porque criadas pela humanidade erram obviamente.
      Só Deus não erra, apesar de haver um livro (estamos num blog de literatura) justamente chamado o Erro de Deus… faça as ilações.

      Saudações humanas e quiçá erróneas, cá da Cidade Morena , sem energia - sim, eu tenho o privilégio de ter um gerador de 35 KWA a gasóleo … o que me permite manter ligado ao Mundo e ainda apoiar os vizinhos de um e outro lado, um casal de velhotes com os netos e uma família numerosa, normalmente as senhoras depois trazem-me um bolo ou outro mimo, é ainda a humanidade!
      Os bichinhos fazem o mesmo? Hum… tenho dúvidas...

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  9. Caríssima Maria do Rosário, não vejo em que medida estabelecer um limite de horas para os cavalos laborarem seja estapafúrdio. Confesso que nunca tinha pensado no assunto, mas realmente passar 14 ou 15 horas a passear pessoas, sempre preso a uma charrete, ao sol e à chuva, é capaz de não ser muito agradável. Concordo totalmente que se estabeleçam limites. Ainda bem que há o PAN para pensar nestas coisas. :)
    Um abraço
    ana b.

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    1. Minha Cara Ana: Já percebi que não sabe muito do maneio animal!
      Nenhum animal trabalha ininterruptamente 14 ou 15 horas, porque os condutores também não, há leis laborais e sindicais muito espartanas, sabia?
      Os donos dos animais não os usam senão dentro dos limites das suas capacidades, ou os esgotariam, matariam ou tornavam rapidamente inúteis.
      Parem de passar atestados de estupidez aos outros, e de acreditar no que dizem as mentiras e argumentos tendenciosos.
      Acha que se o dono de animais de trabalho os usar até à exaustão, sem descanso, alimento, tratar da sua sanidade e até bem-estar, não vai ter o prejuízo que isso acarreta? Isto para nem falar da idéia absurda que quem cria ou utiliza animais o faz por sadismo!
      Quando terá fim a estupidez de tais análises e considerações? Sim estupidez, leu bem!

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    2. Você é tão desagradável. Não sabe trocar impressões sem ofender. É a prova provada que não são as leituras que fazem as boas pessoas. Passe bem.

      ana b.

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    3. Não , não passo e nem posso passar bem!
      Porquê? Sim por causa da estupidez destas afirmações e opiniões, desculpe se a palavra +e forte, mas é verdadeira e tem de ser dita e compreendida!
      Repare: Ficou ofendida porque disse ser estúpida a afirmação de que os cavalos trabalham 14 ou 15 horas… trabalham? E as pessoas que os conduzem? Não há leis laborais? Há uma sequência de clientes que obriguem a esse esforço?
      Ah… mas eu vejo os cavalinhos ali, à espera… pois, e sabe por acaso que os cavalos descansam assim, parados e em pé? Claro que não sabe… imagina que eles para descansar têm de ir para a caminha… porque é assim que você descansa, só que, você não é cavalo! Note bem.
      Sou desagradável? Ai sou? Então insultam-me repetidamente e chamam-me toda a casta de insultos e aleivosias, e eu é que sou desagradável? Sou má pessoa? Porque lhe digo que essa história dos cavalos é uma estupidez de ignorantes?

      Sabe , é a revolta da gente do campo, de nós agricultores e criadores de animais que desde há séculos vos alimentamos e sustentamos, avós urbanos que dependem do que produzimos e criamos, mas que repetidamente nos desprezam e insultam, que nos julgam sádicos, más-pessoas, sei lá!

      O que seria de vós urbanos, sem nós, os maus, os que fazemos oq eu vocês não osabem nem querem , nem são capazes?

      Se tivesse de criar os animais de que se alimenta e cultivar o seu pão, de fazer farinha e cozê-lo, como fazem os agricultores de subsistência mas não os consumidores, acha que ia ter tempo para ler, desfrutar, passear, ir de férias… ou ia ter a vida dos nossos avós a mourejar de Sol a Sol, sem tempo para estas tolices?
      Não percebe quando lhe digo que é estupidez pensar assim?
      Se não percebe não vale mesmo a pena… fique bem, mas quando for comprar a alface e eventualmente o bife de frango ou hamburger de soja, pense em quem produziu o seu alimento.

      Ora agora!

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    4. Olá ana b.

      Só lhe venho dar um beijinho de solidariedade e lamentar que a tenham tratado assim.
      Foi o reparo da Rosário que me fez voltar aqui (ontem não comentei).
      Não sei o que se bebe à noite lá em Angola, mas deve ser coisa bem forte...
      Desculpe, Rosário, mas tenho de dizer a este animal (e os animais que me desculpem) que ele nunca me alimentou coisa nenhuma, eu é que o alimentei ao comprar os produtos que ele vende.
      Como lamento as pessoas que trabalham com e para este ser tão mesquinho... especialmente os mais indefesos.
      Maria

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    5. Ilustre Maria: Perdeu mais uma e belíssima oportunidade de se manter calada… mas tinha que vir protagonizar, de vir policiar e de caminho agredir quem não lhe cabe nos cânones!

      Deve-me muito sim, tudo o que come!
      Sem mim e outros "animais" como eu que nos alimentaríamos a nós mesmos, pessoas como você ou passavam a ser animais iguais a nós e a ter de cultivar, sem tempo para o dilentatismo, ou então morriam à fome.
      Convinha pensar nisso.






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    6. Protagonizar, eu???
      Não sou eu que escrevo comentários com kms de comprimento, nem preciso de vir aqui dizer graçolas e vender livros...
      Gosto de ler as sugestões da Rosário e de trocar ideias com pessoas educadas (que as há, e muitas, por aqui).
      E repito: não lhe devo nem a ponta de um "corno", já que tanto gosta de touros 🐃🐃🐃
      E pode retorquir à vontade que não terá resposta.
      Maria

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    7. Comentários grandes, denotam grande coração e inteligência… acontecem quando e porque temos coisas para contar, vidas cheias, que estamos de bem com o Mundo e com os outros, que somos generosos na partilha.

      Fim.

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    8. 😆😂🤣😅😂🤣

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    9. Um beijinho de solidariedade também meu, ana.

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    10. Senhor Pacheco, quanto ao horário laboral mudam-se os condutores mas mantêm-se os cavalos. Além disso, não consta que os animais tenham sindicatos.

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    11. Senhor anónimo:
      E os cavalos por acaso puxam as charretes durante 14 horas ininterruptamente? Ou fazem-no ao longo desse período de 14 horas, por períodos e quantas vezes por dia?
      Acha mesmo que os donos, e os condutores não os deixam descansar?
      Ignora que os cavalos descansam em pé? Assim dormem… e que portanto enquanto parados descansam?
      Pensa que os cavalos no estado selvagem vão olhando para o relógio e fazem paragens para o almoço, descanso, etc? Não … quando estão cansados (o que demora muito a
      acontecer) páram e descansam.

      Sabe quanto custa um cavalo? Acredita que quem viva desse negócio das charretes não os mantenha em boas condições, quer pelo valor do animal quer pelo valor do seu trabalho de que depende o dono/condutor?

      Quando me refiro a "estupidez", o que ofendeu muita gente que não pode nem consegue enfrentar qualquer contrariedade, que vive em redomas, refiro-me à má e errada análise do problema, que é óbvio e daí peço que não façam de nós (campónios) estúpidos, pois bem sabemos e melhor do que os urbanitas pseudo-amantes dos animais, que os animais precisam de ser alimentados, descanso e até tratamento para se manterem em boas condições e darem o seu melhor… como as pessoas aliás.

      Os animais não têm sindicato, claro, em compensação têm os seus donos/condutores/tratadores que zelam por eles e os cuidam muitas vezes melhor do que a si mesmos. Porque dependem deles, ao contrário dos inteligentíssimos humanos que tratam mal quem os alimenta.

      Espero não ter sido agressivo nem mal-educado consigo!
      Não costumo responder a anónimos, mas faço esta excepção porque me parece importante esclarecer o que é de facto "estúpido" (a análise da questão dos cavalos de charrete) e como é que as pessoas impressionáveis vão nessas cantigas promovidas por ignorantes mal-intencionados.

      Cumprimentos cá de Benguela, onde estou a beber um chá gelado, bastante forte aliás, da marca Five Roses (black Ceylan tea), com uma rodela de laranja - para que conste!

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    12. Olá Cristina.
      Como está a sua Lucy (in the sky with diamonds)?
      Espero que esteja bem, e que continue a dar-lhe muitas alegrias.
      Há animais muito mais inteligentes do que alguns exemplares do Homo Sapiens (que de Sapiens não têm nada, ficaram-se pelo Homo).
      Embora presunção não lhes falte...
      Beijinho para as duas .
      Maria

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    13. Olá, Maria!
      A Lucy está bem, muito obrigada. Recuperou de uma situação muito complicada, no verão passado, e tornou a recuperar de um pequeno AVC, acontecido há uma semana. Ainda hoje estive na veterinária, que ficou muito contente com ela e até lhe pôde dar as vacinas da praxe.
      Fez 15 anos em Outubro, mas parece que tem mais vidas do que um gato

      Cá para nós, ela gosta tanto de estar connosco, que se recusa a deixar-nos

      Muito obrigada pelo seu cuidado!
      Beijinhos.

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  10. O PAN podia mudar o nome para PIM, PAM, PUM que era um suplemento infanto-juvenil do defunto jornal O SÉCULO:

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  11. Atenta a trapalhada acima, não resisto a intervir aqui com o "provérbio" que, diz-me a experiência familiar, talvez seja o que melhor se adapta: -- "Casa onde não há cão, todos ladram mas ninguém tem razão".

    Béu béu a todos.
    Joaquim

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  12. Respostas
    1. ... pois, talvez.
      Aliás, lá diz o velho ditado: "O cão morre pela boca".
      Ainda assim, atenção à advertência de Maria do Rosário: "não podemos levar tudo à letra".
      Quer dizer: se calhar ficava melhor "O cão morde pela boca"..
      Ou seja: onde eu vos saudei com "béu béu", talvez fosse politicamente mais correcto ter ladrado "Au! Au!" -- "não vão os bichinhos ofender-se com certas tiradas ditas pelos humanos", como também nos adverte M.Rosário.

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    2. O cão também morre pela boca? Então não são só os peixes... também as pessoas...

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  13. Luís Miguel Sequeira3 de abril de 2021 às 13:17

    Vim aqui à procura das origens de alguns provérbios portugueses e deparei-me, em vez disso, com um complexo debate sobre os direitos dos animais :-) (e o direito das pessoas dizerem mal dos animais... e das pessoas!)

    Queria só deixar um pequeno reparo, três anos mais tarde: as vacas não emitem CO2, ou melhor, não é o pouco CO2 que emitem que faz alguma diferença (também os humanos expiram CO2, e não me parece que hajam propostas para aniquilar a espécie humana para salvar o planeta). Não, o problema é que as vacas emitem *metano* (CH4), que também é um gás com efeito de estufa — mas que funciona de forma muito diferente.

    O CO2 libertado na atmosfera a partir de combustíveis fósseis acumula-se na atmosfera, e só se desfaz ao fim de séculos; é por isso que é depois difícil de o «retirar» da atmosfera a uma velocidade suficientemente grande para reduzir o aquecimento global. O metano, por sua vez, desfaz-se ao fim de 12 anos apenas — um ciclo muito curto — e é criado naturalmente a partir de reacções químicas entre a água (que existe sob a forma de vapor na atmosfera) e o CO2; da mesma forma, pode ser «partido» em água e CO2, dissipando-se. Ora isto significa que o ciclo do metano está em equilíbrio, com um «desfazamento» de 12 anos, bem entendido, mas tal não é muito «grave» em circunstâncias normais.

    Voltando às vacas, o que isto significa é que, se tivermos mil vacas a gerar metano *adicional*, de facto este metano vai funcionar como gás de efeito de estufa, à medida que se acumula, e até tem efeitos mais perniciosos do que o CO2. Mas ao fim de doze anos, o gás metano gerado pelas vacas é dissipado pelos ciclos naturais. Significa isto que essas mil vacas, a partir daí, podem continuar a gerar metano, que não vão contribuir para um aumento *constante* do metano na atmosfera: todo o metano produzido é dissipado ao fim de doze anos, pelo que o sistema está em equilíbrio. Portanto, as pobres vacas não têm «culpa» de estarem a contribuir para o aquecimento global — felizmente para elas (e para os seus donos e aqueles que gostam de bifes da vazia...), a Natureza encarrega-se de «reciclar» o metano produzido de forma natural, sem ser preciso «dar uma ajudinha».

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    Respostas
    1. Luís Miguel Sequeira3 de abril de 2021 às 13:17

      Então porque é que grupos ecologistas se preocupam tanto com as vacas? Não é só por serem entusiastas do vegetarianismo ou do veganismo; não é só pelo seu «amor aos animais». É que o problema não está nas mil vacas. O problema está em que, à medida que a população da Terra se torna menos pobre, investe o dinheiro que tem em comida, e começa a consumir carne; isto significa, pois, que precisamos de mais vacas. Ora neste modelo, se tivermos mil vacas durante doze anos, então atingimos o tal equilíbrio; mas se ao fim dos doze anos, acrescentamos mais mil vacas às primeiras mil, então, sim, a quantidade de metano vai aumentar de novo... durante mais doze anos! Ou seja: se a quantidade de vacas existentes no nosso planeta duplicar de doze em doze anos, então temos realmente um problema grave (na verdade, é ainda pior do que isso, porque para estarmos a alimentar tantas vacas, também temos de cortar mais florestas, ou, pior, queimá-las, o que só vai lançar *também* mais CO2, ficando a «faltar» árvores para o reabsorver...). O papel dos ecologistas não é, pois, impedir que as pessoas comam vacas. É tentar limitar o número de vacas que são acrescentadas às manadas todos os anos. Se conseguirmos manter o número de vacas constante, não têm qualquer efeito sobre o efeito de estufa.

      Há aqui no entanto uma coincidência feliz. Se conseguíssemos *reduzir* as emissões de metano, então o que aconteceria era que, para manter o ciclo em equilíbrio, o CO2 presente na atmosfera (o tal que resiste durante séculos e séculos) recombinar-se-ia com a água para produzir metano «em falta» no sistema. Ora isto significa que, efectivamente, seria possível *reduzir* a quantidade de CO2 na atmosfera, logo, produzindo um arrefecimento global! Uma forma para conseguir isto é, justamente, ter menos vacas — ou, de forma mais realista, dar-lhes um suplemento alimentar que as faça emitir menos metano (que já existe no mercado, e não é muito caro, mas, claro está, isto para ter algum efeito mensurável, precisaria de ser aplicado à escala global — não é impossível, é só difícil). Ou seja, reduzindo as emissões de metano das vacas, diminuímos o efeito de estufa. Isto, para os cientistas menos «fanáticos», é uma boa notícia, pois permite-nos «comprar tempo» nesta «guerra» contra o aquecimento global. Não quer dizer que possamos continuar a queimar combustíveis fósseis como se nada se passasse. Quer dizer que ganhamos mais uns anos (ou mais umas décadas) para tentar resolver o problema da produção energética sem recurso a combustíveis fósseis (o que ainda não está inteiramente resolvido do ponto de vista tecnológico, mas «está quase»), apenas dando rações especiais às vacas.

      Mas porque toda esta explicação é muito complicada de explicar ao comum dos mortais, é mais fácil fazer slogans «deixem de comer bifes e salvem o planeta!» — porque isso é uma mensagem muito mais simples de perceber (mesmo que não se saiba porquê).

      Aliás, suponho que mesmo a maioria dos ambientalistas que por aí andam não faz a menor ideia de como funciona o ciclo de metano. Felizmente para eles, é uma coisa que tem comparativamente pouco impacto — mesmo que haja um aumento de vacas para assegurar o aumento da procura de carne a nível mundial — e basta, pois, focarem-se na eliminação de combustíveis fósseis.

      As vacas, no fundo, vão dar-nos uma «ajudinha» quando, a nível mundial, termos finalmente chegado a um acordo para a redução das emissões: mesmo que já seja tecnicamente tarde demais para evitar o aquecimento do planeta, podemos usar o «truque» das vacas alimentadas com ração especial para «atrasar» o aquecimento global, até que tenhamos tecnologia mais eficiente para retirar CO2 directamente da atmosfera (coisa que já existe, é cara, também gasta imensa energia, mas que ainda é muito pouco eficiente).

      Leitura recomendada: https://clear.ucdavis.edu/explainers/why-methane-cattle-warms-climate-differently-co2-fossil-fuels

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