Pequena grande obra
Não sei se sabem, mas o escritor francês Olivier Rolin, autor de muitos romances já traduzidos para português (e falei aqui no blogue de alguns deles), está em Portugal a fazer uma residência literária, encontrando-se hospedado num hotel em Cascais a escrever um livro; e, de vez em quando, vai dar umas aulas e umas entrevistas, janta com editores e autores, dá o seu testemunho literário em universidades e outras sessões. Curiosamente, na mesma altura em que está por cá, sai na Miniatura (uma colecção de «grandes obras em pequenos volumes» da editora Livros do Brasil) um dos seus títulos de que mais gostei: Porto-Sudão. Trata-se de um curto romance que faz todo o sentido reeditar em 2018, passados que estão 50 anos sobre o Maio de 68, porque a revolução estudantil é uma peça importantíssima neste livro; é nela que dois rapazes, que partilham sonhos de um mundo melhor, se conhecem e tornam amigos, separando-se depois e seguindo caminhos muito diferentes (um aburguesado, o outro auto-exilado na cidade de Porto-Sudão, à beira do Mar Vermelho). Vinte cinco anos depois dessa separação, o que está longe recebe a notícia do suicídio do outro e volta a Paris para saber porquê. E mais não digo. Leiam, leiam, que vale muito a pena.
Port-Sudan é um belíssimo romance, sim! Não me recordava do nome do autor, mas fui verificar (o gúguel tem vantagens…), dele li também Vera Cruz e O caçador de leões (este é fabuloso!!!!).
ResponderEliminarNota: sou dos que defendem que Portugal no seu todo e na sua diversidade geográfica e cultural, tem condições excelentes para acolher escritores e pintores nestes seus retiros criativos… se calhar músicos também.
Luz, côr, clima, tranquilidade, gastronomia, bem-receber, segurança, folclore, história, paisagem, acessibilidades… temos tudo e de tudo!
Saudações criativas cá da Cidade Morena!
Ó Paxeco Caçador de Leões?
EliminarSL
Tás ralado? És do Sporting?
EliminarAhahahah!
Grande abraço!
Por Paixão!
EliminarMuito bom, aliás como os outros que o ALP refere.
ResponderEliminarAcrescento mais dois, daqueles pequeninos da ASA:
- O meu chapéu cinzento
- Paisagens Originais, que fala da infância de 5 escritores: Hemingway, Nabokov, Borges, Michaux e Kawabata - muito interessante.
Maria
Nesta nova (excelente) colecção Miniatura- grande livro de Truman Capote "A HARPA DE ERVAS".
EliminarBem haja ! Nesta maratona, (literalmente) estacionada em ares de Cascais ou se lha o valha ar fresca.
ResponderEliminarClaudia da Silva Tomazi
Não li este escritor mas o resumo do livro apetece.
ResponderEliminarE estes exílios de escrita também são sugestivos. Imagino que nem todos os escritores tenham possibilidade para tanto e se quedem domésticos a imaginar outros mundos.
Olivier Rolin estará em Viseu no próximo sábado, 8 de dezembro às 17h00, para participar no "Festival Literário Tinto no Branco". Estarão ainda presentes nesta iniciativa Joanne Harris, Mia Couto, Germano Almeida, Francisco José Viegas, Pedro Abrunhosa, Filipa Melo, António Pedro Vasconcelos entre outros. Será um excelente programa de fim de semana para, junto à lareira, as conversas sobre literatura, gastronomia, cinema, com muita música e um bom copo de vinho do dão animarem os participantes.
ResponderEliminarViseu, a melhor cidade para viver, na rota dos festivais literários...
Que interessante proposta, e interessantes convidados… além de que sou um grande apreciador dos vinhos do Dão, e então se for com uma vitela de Lafões, uma bacalhauzada e um queijo da Serra … fico aqui a roer-me de inveja!
EliminarVou atrever-me a dizer ainda, que temos das melhores condições para esses festivais e encontros, houvera investimento nisso a nível internacional para deslocar para Portugal esses eventos que teriam grande sucesso e trariam tanta coisa e gente, boa!
A arte liga muito bem com a nossa paisagem, gastronomia e bem-receber, repito!
Um abraço para a Beira-Alta, cá da Cidade Morena!
Se
Que cartaz!
EliminarInteressantíssimo, certamente.
Já há algum tempo que mora cá por casa o "Porto-Sudão", tempo para o ler é que não há...
ResponderEliminarPerdão, não tem havido.
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