Livros para grandes e pequenos
Muita gente estranhou que, no mês passado, ao escolher alguns dos livros portugueses que considero importantes saídos já neste século, tivesse seleccionado um infantil e outro juvenil. O primeiro era O Meu Avô, de Catarina Sobral, uma preciosidade de que tive conhecimento por mero acaso (num blogue de livros lidos em voz alta, da responsabilidade de Rita Pimenta, do jornal Público); é maravilhoso, não só porque retrata admiravelmente e com muito humor a vida de um reformado português que sabe aproveitar o tempo livre, mas também porque tem ilustrações que piscam o olho à grande arte, como a cena do piquenique, que é nada mais nada menos do que um remake do Déjeuner sur l’herbe, de Renoir. Ao juvenil, Irmão Lobo, de Carla Maia de Almeida e António Jorge Gonçalves, já aqui dediquei um post inteirinho e continuarei a recomendá-lo a toda a gente, adultos incluídos, pois é uma jóia rara, que fala de coisas muito sérias, como a derrocada de uma família por causa do desemprego. E, aproveitando o balanço, quero dizer que, se tem crianças na família – ou a quem oferecer presentes de Natal –, está por aí mais um livro que vale muito a pena. Ganhou o Prémio Lusofonia Matilde Rosa Araújo e chama-se Julião, o Melro-Poeta. Ora, há duas boas razões para o recomendar: a primeira é que a sua autora, Sofia Fraga, trabalhou comigo e é minha amiga (risos) e gostei muito da sua estreia na literatura (A Tartaruga Celeste e o Menino Que Chorava Música, de que já aqui falei); a segunda é que este livro está cheiinho de poemas do tal melro Julião, que tem tudo para ser o vencedor de um concurso de poesia, e é muito bom que haja livros que fomentem a leitura de poesia (está bem, sou parte interessada, e daí?). E agora já sabem: toca a comprar livros aos miúdos em vez de telemóveis, tablets e outras tralhas do tipo.
P. S. Mais logo, pelas 21h30, Nuno Camarneiro estará na biblioteca da Figueira da Foz para falar do seu último romance, O Fogo Será a Tua Casa. Se estiver por perto, apareça.
O ladrão do negro melro…
ResponderEliminarPoesia popular, julgo que de António Aleixo, conhecem o resto da quadra?
Eheheheh!
Mas sim, o melro assobiador e mariola pode muito bem ser poeta… embora ache que o rouxinol tenha mais essa tendência, quem sabe…
Saudações passarinheiras cá da Cidade Morena, terra dos seripipis - que me dão cabo das flores do maracujá!
o ladrão do negro melro / toda a noite assobiou / ao chegar à meia-noite / bateu asas e voou :)). Não tenho a certeza, mas estava convencida que fazia parte do Cancioneiro Popular, também sabiamente trabalhada pelo iluminado Sr. Fernando Lopes Graça. Agora o grande poema ao Melro, para mim, está na obra de Guerra Junqueiro "A velhice do Padre Eterno", um poema lindissimo, que toda a minha infância me acompanhou, porque o meu Pai o dizia - sempre a meu pedido - poema muito longo que me deixava quieta e embevecida durante uns bons 15 minutos ou mais... Que minutos extraordinários!!!
EliminarObrigada Extraordinário António Luis Pacheco por este bocadinho de recordação boa.
Bom regresso e boa estadia :)
Ana
Pegando o gancho a saudade se lhe faz, infante a mensagem: estar-se-ía o Pequeno Príncipe, Antoine Saint-Exupéry dos melhores de sempre...
ResponderEliminarClaudia da Silva Tomazi
Sim!
EliminarMas o mais curioso, no meu caso particular, é que eu gostei d' O Principezinho só depois de o ler segunda vez, já adulto, quando resolvi lê-lo de novo, motivado pela leitura de "Vol de nuit". Anos depois li também Terra dos homens, desse Extraordinário autor!
Saudações cá deste lado do Atlântico!
Entre outras coisas também ofereço livros, mas a criança da família não entende o português. As famílias estão a ficar sem crianças, a população envelhece. Portanto, os dois livros que a Rosário recomenda talvez um dia os compre para uso pessoal, que foi também assim que li os de Sophia de Mello Breyner Andresen e gosto imenso deles.
ResponderEliminar. Ao meu amor .
ResponderEliminarSe eu fosse um escritor
especializado em romances,
talvez pudesse compor
uma declaração com nuances.
Se eu fosse um cantor
e pudesse cantar agora,
faria uma serenata de amor
até ao romper d'aurora.
Se eu fosse ao menos poeta,
pedia ao Cupido uma seta
p'ra mandar ao meu amor.
Dado que eu nada sou,
deixo-me estar como estou
e envio-lhe uma flôr.
fl
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Francisco Laranjeira
https://www.facebook.com/francisco.laranjeira.796
https://franciscolaranjeira.blogs.sapo.pt/?utm_source=posts&utm_content=1543775192192
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quem envia uma flor não se deixa estar como está:).
EliminarBom Dia! É sexta!
Boa tarde.
EliminarEm termos de "amor platónico", convém ao apaixonado, apresentar postura "de carneiro mal morto", na esperança de que a mulher amada se desfaça em lágrimas. O apaixonado, serve-se de um(a) intermediário(a) para entregar um objecto à amada, escreve mensagens em eucalipetos, atira-se abaixo de um passeio (de 15 cms de altura). Quanto ao "estar como está": convém hibernar e ter fé na sua "estrelinha". Saudações bloguisticas. fl
hummmm...o senhor sabe imenso de platonismo amoroso:). Eu calipeto, tu calipetas, ele calipeta.
EliminarBoa tarde.
EliminarDom ou Dª.Bea (conforme o caso): Os meus parabéns pela sua entrada fulgurante, em sena, que aplaudo e agradeço. O motivo porq lhe respondo é também para o/a informar de que estou a comentar (aqui neste blog) no post "O QUE ANDO A LER". Gostaria que fosse lá, dar uma vista de olhos nos meus comentários. Não é para concordar ou discordar, (isso é de somenos importância) mas, sim, saber se têm algo a acrescentar, perguntas a fazer sobre as propostas que apresento e, se se revê nelas. Nota: a colocação de poemas aqui, são uma uma espécie de "provocações" em formato "mensagens por fumos", para "avisar a malta". Cumprts. fl
Boa tarde.
EliminarAprendi com o mestre Gil Vicente. Cumprts. fl
Boa tarde.
EliminarAprendi com o mestre Gil Vicente. Cumprts. fl
mas se eu nem falei de Sena...
EliminarBoa noite.
EliminarDom ou Dª.Bea (conforme o caso): Sentiu-se desconfortável com alguma "virgula", "aspas", "ponto de admiração", "exclamação", etc. que eu tenha escrito, anteriormente, e lhe causou algum desconforto ? Em caso afirmativo, queira informar-me, na "volta do correio", que eu apresentarei as minhas desculpas. Saudações Bloguisticas. fl
Boa noite.
ResponderEliminar"Hábitos de Leitura: Portugal na cauda da Europa"
https://jpn.up.pt/2004/04/23/habitos-de-leitura-portugal-na-cauda-da-europa/
fl
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