Livre-se
Acredito que quase todos os Extraordinários tenham problemas de espaço em casa no que toca à arrumação dos livros e, mesmo fazendo das tripas coração, se tenham de livrar de alguns de vez em quando, sob o risco de a casa vir abaixo… (Não estou a brincar: tenho um amigo que teve de alugar uma «box» numa arrecadação porque o senhorio lhe explicou que a casa não suportava o peso das estantes e havia perigo real de derrocada). Eu, nos últimos anos, já me libertei de bastantes livros – títulos repetidos (mesmo em edições diferentes ou de línguas diferentes), temas em que sei que não vou pegar, alguns textos que li e/ou publiquei mas não me parece que venha a revisitar. Ora, uma das plataformas que venceram em 2017 o Orçamento Participativo, e começarão agora a sua actividade, chama-se justamente LIVRAR e permite aos interessados livrarem-se dos livros que têm lá em casa e (já) não lhes interessam e trocá-los por outros (de que outros leitores se livraram pelas mesmas razões ou, por exemplo, porque herdaram dos pais e avós bibliotecas a que não sabem o que hão-de fazer). A troca faz-se no site da plataforma e é gratuita, bastando a cada pessoa registar-se para dar e receber, e o mesmo acontece com as bibliotecas que vejam interesse em renovar os seus stocks e que têm, aliás, preferência sobre os leitores individuais nos primeiros quinze dias. Assim, se tem livros para pôr à porta de casa ou no caixote do papel e cartão para reciclagem, reconsidere. Pode fazer alguém feliz e ganhar, ainda por cima, umas leituras em troca.
Eu peguei numa série de livros e distribui-os aqui pelo local de trabalho, já o fiz o ano passado e tomando-lhe o gosto tornei a fazer este ano. Apenas com o intuito de me deixar feliz a MIM por partilhar um gosto que tenho.
ResponderEliminarTrabalho numa confeção e tendo em conta os gostos e preferências de quem recebe e os meus gostos, as colegas lá chegam a novas leituras. Há sempre agradáveis surpresas.
Suzana
Sou uma admiradora deste blog, o qual sigo e leio atentamente. Aprendo todos os dias com a sua autora e com a riqueza dos comentários. Hoje, esta frase deixou-me confusa: "...uma das plataformas que venceram em 2017 o Orçamento Participativo, e começarão agora a sua actividade..." Está correcta? Existe consonância entre sujeito e predicado? Qual é o sujeito da frase? É "uma" ou "plataformas"? Parece-me que deveria ser: "que venceu" e "começará agora"... Ou será que estou errada?
ResponderEliminarCara Maria Emília, eu própria fazia esse erro quando um senhor mais sábio me chamou a atenção: é «uma das que venceram», e é «a que venceu». De todos os modos, quando tiver dúvidas desta natureza, vá ao Ciberdúvidas, eles são especialistas e esclarecem tudo, além de explicarem muito bem porquê. Obrigada pelas suas palavras generosas.
EliminarMais uma notícia muito interessante, esta!
ResponderEliminarNo que toca tanto à troca de livros quanto a podermos livrar-nos (ahahah! a palavra adequa-se inteiramente!) dos que não queiramos ou possamos ter.
Felizmente sou ainda um privilegiado (o que agradeço e assumo, nestas e outras coisas, perdoem-me a franqueza e eventual vaidade) nesta questão de espaço!
Tenho uma casa com espaço para todos os livros que ainda venha a ter! E venham eles!
Além dos que já existiam e herdei de avós e pais, dos que compro eu mesmo, ainda vou recebendo livros de amigos e conhecidos que sabendo que tenho espaço e gosto de livros, me vão dando aqueles de que se livram e até por falecimento de parentes!
É uma sorte a minha!
Desculpem lá por alguma invejazinha, que aliás eu perdôo… eheheh!
Felizes leituras é o que desejo a todos os Extraordinários, cá desde o Bairro Ribatejano!
Boa notícia, excelente iniciativa.
ResponderEliminarJá doei alguns à biblioteca da Academia Sénior da Portela e já resgatei alguns do lixo, de uma alma pouco leitora. De resto tenho problemas de espaço em Lisboa pelo que sou criterioso na aquisição de mais, enquanto na Beira Alta e Ribatejo, estão os restantes, mas não são muitos, mas os essenciais .
ResponderEliminarRosário, esse teu amigo deve viver num casebre ou numa ruína, coitado
ResponderEliminarOra aqui está uma medida salutar. Liberta espaço e em simultâneo adquire novos livros (lá se vai o espaço).
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