Crónica e regresso
Sim, a Feira de Guadalajara correu muito bem, pelo menos até eu regressar, pois ficou ainda muita gente por lá a dar um ar da sua graça. Gostei particularmente de ir falar a uma escola de futuros chefs – a gastronomia está a dar cartas em todo o mundo e os meninos de 14 anos já sabem cozinhar – que fizeram montes de perguntas sobre poesia e comentários bem interessantes. Um dia destes faço o balanço da participação portuguesa, hoje ainda estou a ambientar-me e a recuperar do jet lag.
Aí vai a crónica que costumo mandar à sexta:
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/25-nov-2018/interior/adeus-futuro-revelacoes-10222216.html
Amanhã falo-vos do que ando a ler, igualmente com um dia de atraso. No fim desta semana, juro, tudo se comporá.
O que é que andarão a ler os 10.500 habitantes das 25 Freguesias de Montalegre ? Consta que 3 montalegrenses, andam a ler "A fórmula de Deus", do José Rodrigues dos Santos, o que já não é nada mau.
ResponderEliminarFrancisco Laranjeira
https://www.facebook.com/francisco.laranjeira.796
https://franciscolaranjeira.blogs.sapo.pt/?utm_source=posts&utm_content=1543775192192
Em relação à crónica, podemos dizer que se vivem tempos em que facilmente se compra "gato por lebre", também na literatura...
ResponderEliminarDeve ser por isso que se vê à venda tanto "lixo literário" nas livrarias...
(ao nível das editoras... claro)
ResponderEliminarBoa recuperação…
ResponderEliminarEntretanto… nunca percebi muito bem o que é o jet lag, ou sou-lhe imune!
Viajei e viajo muitas vezes entre continentes e atravesso muitos fusos horários, sem me sentir afectado… lembro-me de fazer Lisboa-Paris-Joanhesburgo-Maputo de uma assentada e no dia seguinte estar a mergulhar e a pescar… o mesmo se repetiu muitas outras vezes, por exemplo com o trajecto Lisboa-Madrid-Santiago do Chile-Iquique, etc. Fosse por razões haliêuticas ou de trabalho, com visitas a fazendas, feiras, etc. nunca me senti afectado!
Saudações viajadas cá da Cidade Morena!
Pois ainda bem que a Rosário gostou da viagem a Guadalajara, mas é ainda melhor para nós porque regressou. É bom saber que os adolescentes que serão futuros chefs se interessam por poesia. Que a dita, parece-me, não escolhe profissões nem selecciona por categorias. O amor à poesia é intrínseco; tal como a filosofia, existe em todo o homem, mas em alguns o parto não acontece e permanece incluso.
ResponderEliminarGostei da crónica. Também me lembrou esse momento de descoberta, a ver emergir, como por magia, o objecto fotografado - ainda que namorar àquela luz vermelha e fantasmagórica não me pareça grande coisa; eram lugares apertados e ainda se entornavam os líquidos e tal.
Tem razão, as fotos de hoje - as tratadas em fotoshop - são como filmes de Hollywood, é tudo tão perfeito em termos de imagem que falta alguma coisa e perde o carácter de realidade. O sui generis de cada um é o conjunto do que o estrutura.
É curioso notarmos que a culinária está e aparece muitas vezes ligada à literatura, poesia e prosa, e que muitos escritores ou literatos têm sido gourmets ou até cozinheiros… a literatura está cheia de casos assim!
EliminarCumprimentos cá da Cidade Morena