Crónica e boas festas

Hoje é dia de partilhar a minha mais recente crónica do Diário de Notícias e, assim, aí vai o link:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/16-dez-2018/interior/natureza-morta-10318220.html


Aproveito para desejar a todos um excelente Natal com muitos livrinhos e, claro, um ano de 2019 tranquilo, com saúde e muitas alegrias. Eu vou fazer umas mini-férias, pois tenho parte da família longe de Lisboa, e por isso só regressarei aqui ao blogue no próximo dia 2 de Janeiro. Divirtam-se e não se empanturrem. E leiam, por favor. Até para o ano.

Comentários

  1. Muito obrigada, Maria do Rosário, Festas e Férias Felizes para si e toda a família
    Se a Rosário soubesse como é especial e importante para algumas pessoas que a lêem e admiram aqui deste lado: uma Mulher com M grande, de muita sabedoria e sensibilidade, e simples, como só os grandes seres humanos que habitam este "pale blue dot" sabem ser.
    God (and Buda, Alá, Manitu, etc.) bless you!
    Hoje fico unknown...
    🎄🎄

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    1. Oh, obrigada. Isso é que é um belo presente de Natal. Mas que seria de mim sem os leitores? Todos somos alguém para alguém. Um feliz Natal.

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  2. Boas Festas, Rosário, extensivas a todos os Extraordinários, claro. :)

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  3. Gostei muito da crónica, mas confesso que fiquei com "inveja" de duas coisas que nunca fiz: pedalar pelos bosques e perseguir pirilampos.
    Nunca aprendi a andar de bicicleta.
    Só conheci pirilampos, já com vinte e muitos anos, numa noite de Verão em que fui ver um concerto ao Jardim Botânico (o do Príncipe Real).
    Íamos a descer em direcção ao lago quando comecei a ver dezenas, centenas, milhares (?) de luzinhas a dançar, e eu sem perceber nada... era a única pateta que nunca tinha visto um pirilampo "aceso", digamos assim.
    Foi uma noite mágica, absolutamente inesquecível.
    Nunca mais vi as danças do pirilampos...
    Há pouco tempo recordei essa noite ao ver "O Túmulo dos Pirilampos", um belíssimo mas muito triste filme do Isao Takahata.
    Festas Felizes para todos os Extraordinários !
    Ah e bom Solstício para hoje
    Maria

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  4. 1) Retribuo as Boas-Festas, aliás extensivas a TODOS os Extraordinários, sem excepção, incluindo os que sejam agnósticos ou professem outras crenças ou religiões, pois no fundo é desejar-lhes o bem e a paz! Isso é que interessa!
    Eu gosto de pensar que quando for presente ao Criador (seja ele qual for) certamente não me vai perguntar em que Igreja eu rezava e sim se tentei ser boa-pessoa... se não quiser saber isso, pois não é Deus coisíssima nenhuma e que vá para o Diabo, pois eu certamente estarei melhor no Inferno onde vão estar as pessoas como eu e as que me interessam!

    2) Gostei uma vez mais de ler o seu "adeus futuro", e como estamos num blog de leituras, não há dúvidas que a clivagem entre o Mundo Rural e o Urbano, é cada vez mais acentuada e mais profundo o fosso, quando deveria ser ao contrário… passei a minha adolescência e juventude numa Oeiras (onde fiz o liceu) ainda algo rural, que me permitiu manter as minhas raízes e cultura barroa ao mesmo tempo que obtinha uma outra cultura mais mundana ou se quiserem urbana. Foi-me útil, foi-me sempre muitíssimo útil e quando fui estudar ciências agrárias para a Universidade de Évora., os meus colegas mais castiços e profundos, cientes dessa minha condição de dividido chamavam-me por ironia e com acutilância inteligente, "o lavrador de Oeiras".

    Ao longo da vida senti-me sempre rural, um barrão, e tive a oportunidade de reforçar esse sentimento, e de cultivar essa postura.
    Portanto entendo perfeitamente quem seja urbano, o que é de facto enriquecedor da nossa condição humana, pois a diversidade é mesmo a maior maravilha da criação.
    Assim, como "A cidade e as serras", que será sempre actual… até o salmão!!!!

    Boas Festas, portanto, são os meus votos cá desde o Bairro Ribatejano.


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  5. Também há jovens que creem que o esparguete é um vegetal se planta e, depois de crescer e secar, se corta e colhe, ficando pronto a cozinhar.
    Festas felizes para todos os Extraordinários, com boas leituras, claro.

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  6. Eu também vivi sempre na cidade, mas ia de férias à aldeia transmontana que ninguém conhecia, nem mesmo em Gaia/Porto (perguntavam-me aonde eu tinha ido, eu respondia: "fui ao Lombo"; "foste aonde???"), e onde, até meados dos anos 1970, raramente entrava um carro. Por isso, à nossa chegada, um grupo de rapazes, que inevitavelmente se encontrava a brincar no início da aldeia, largava tudo para vir a correr atrás do nosso. Nem sequer havia tratores, mas desengane-se quem pensa que se vivia lá num sossego bucólico! A chiadeira dos carros de bois, que atravessavam a aldeia ainda de madrugada e ao fim da tarde, atinge decibéis inimagináveis para quem nunca a ouviu. De resto, era uma algazarra de gente e animais, durante todo o dia, com pessoas a conversar a altos berros na rua cheia de cães, galinhas e patos, estes últimos a depenicar a água choca acumulada entre os paralelos cobertos pela bosta que nos sujava os sapatos citadinos. E à noite custava a adormecer, com os cães a ladrar, os burros a zurrar e as pessoas que continuavam aos berros na rua.
    A minha avó falava numa pronúncia transmontana (do nordeste, pouca gente conhece, ou conheceu, porque já ninguém fala assim) tão cerrada, que eu só a comecei a perceber com seis ou sete anos. Em casa dela não havia água canalizada, nem frigorífico. A situação só se modificou quando eu tinha doze anos, altura em que até foi construída uma casa de banho, com lavatório, sanita sem tampa e um chuveiro (aleluia!) que saía do teto e deitava a água para o chão de cimento, sem azulejos. Escusado será dizer que o duche era frio.
    A porta da casa da minha avó estava aberta todo o dia, por vezes, mesmo escancarada, e qualquer pessoa que por lá passasse podia entrar (embora entrasse também muita mosca). Era como se toda a aldeia fosse uma família, o que aliás era verdade. Bastava recuar o bastante no tempo para constatar um qualquer parentesco com um dos habitantes. Não obstante, a minha avó olhava-me surpreendida, quando eu lhe dizia: «Ó avó, aqui no Lombo são todos nossos primos».
    Ir à aldeia-natal do meu pai era como entrar num outro mundo. Aliás, assim intitulei um texto ("Um Outro Mundo"), com o qual participei numa antologia transmontana e onde contei parte das minhas experiências. Foi daí que copiei muito do que escrevi aqui, espero que me perdoem a ousadia.

    Boas Festas!

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    1. Perdoar a ousadia, Cristina?
      Por mim, só tenho a agradecer ter partilhado essas memórias de infância connosco.
      Fröhliche Weihnachten!

      Beijinho para si e para a Lucy e (já agora que é Natal) também para o marido alemão.
      E isto é que é uma ousadia
      Maria

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    2. Muito obrigada, Maria.
      E pode enviar beijinhos ao Horst sempre que quiser, ora essa! Ele já é meio português, ainda por cima, com costela transmontana
      Fröhliche Weihnachten! Ou, já agora, Frohe Weihnachten!
      (as duas versões são corretas, isto, à laia de informação, a quem interessar)
      Beijinho

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  7. Obrigada pelo conselho, vou tentar não me empanturrar. Muito obrigada também pelos votos de Bom Natal e Ano Excelente.
    Eu cá desejo para si, para além de um também Excelente Natal, um Ano Novo pleno de surpresas muito boas e com novas crónicas cheias de verve e com temas e novidades interessantes para nós, seus leitores.

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  8. Independentemente da exemplar publicação, que elogio, A administração do blogue - em baixo - deseja que neste Natal caia - ou fortaleça - no coração da administração deste bonito espaço, a LUZ DIVINA, em forma de Saúde, Paz, Amor e ... Poesia.
    .
    *** Brincando com as palavras *** (https://brincandocomaspalavrass.blogspot.pt/)
    .
    FELIZ NATAL ...EM PAZ E AMOR.

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  9. e a Eliete? O que achou? pergunto porque sei que não foi a Leya que editou mas estou surpresa por estar esgotado na Bertrand do saldanha. para um romance português é obra. Bom ano.

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