Crónica e surpresa

Hoje é dia de partilhar a crónica de domingo passado. Aí vai o link:


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-nov-2018/interior/adeus-futuro-copy-paste-10114554.html


 


Para acrescentar qualquer coisa antes de irem para fim-de-semana, descobri que hoje, no Museu de Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos, Alberto João Jardim lança o seu... preparem-se... romance! Romance? É que fiquei mesmo surpreendida. Chama-se diz «Não!» (a minúscula é do autor), e uma cinta amarela berrante avisa-nos de que se trata de «Uma ficção sobre as mudanças na sociedade portuguesa neste século XXI». Pela contracapa, as personagens são estudantes que, nos anos 1970, vieram tirar os seus cursos para o continente, onde travaram conhecimento, e que, quarenta anos depois, são homens e mulheres de sucesso, actores da política nacional, integrando ou pelo menos acompanhando de perto um novo partido regenerador que pretende alterar os poderes instalados e ganhar as eleições para governar em 2020. Enfim, não decidi ainda se vou ler.

Comentários

  1. Questono-me muitas vezes: se quem estará fora da realidade actual não serão talvez meia dúzia de "extraordinários" que ainda leem e folheiam livros? se a realidade actual não estará aí no empreendedorismo que actualmente nos visita (e acreditam que algum daqueles empreendedores pega num livro?) Portanto...(não me canso de me questionar e de me repetir) se quem estará porventura fora da realidade actual não será efectivamente a tal meia dúzia que referi?

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  2. Bom título. Vou aplicá-lo ao próprio livro.

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  3. António Luiz Pacheco9 de novembro de 2018 às 05:55

    Goste-se ou não dele, uma coisa é certa: um romance escrito pelo Dr. Alberto João Jardim, há de ser coisa no mínimo curiosa… e porque não? Acredito que seja um bom contador de histórias, sim… palpita-me que vai ser sucesso de vendas!
    Faço tenções de ler, digo já!

    Saudações alegres cá da Cidade Morena!

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    1. Dr.
      O servilismo português, brasileiro e africano não tem limites.

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  4. Ao romance do Alberto João, eu digo NÃO!!!
    E até acrescento: Jamais!
    Nem oferecido eu o leria!
    Mas acredito que vai ser um sucesso de vendas...
    Quanto à crónica do DN, excelente como sempre, fez-me ficar a pensar na quantidade de coisas que nós tínhamos de saber para passar no exame da quarta classe.
    E acho imensa piada quando agora ouço dizer que temos a "geração mais bem preparada de sempre".
    Maria

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  5. Boa tarde

    Devo dizer que continua em grande forma nas suas crónicas.

    Bom fds
    CPedro

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  6. Bom. Quanto à crónica, digo que, se o exemplo dos professores fosse esse apenas, eles ficariam muito mal na fotografia. Porque ser permissivo é dar motivos ao aluno para continuar a usar copy paste sem ser como material de consulta. Na verdade julgo o exemplo tão recambolesco que, sem querer desconfiar de Alice Vieira, que observei várias vezes em escolas e sabe na verdade conversar com os garotos, me parece facto incrível. É incrível deixar passar um copy paste errado; e mais incrível deixá-lo ler à autora (digamos que se a professora tivesse corrigido o aluno e guardasse a cópia para a apresentar como anedota a Alice Vieira...). Do que sei da escritora, julgo-a pessoa para ter ensinado à professora em causa o que ela deveria saber desde sempre e é assintomático da classe. Não conheci um professor que não se preocupasse com o copy paste dos alunos, que não exigisse a defesa oral do que escreveram e só depois classificasse. Além do que, os professores de alunos em idade de conversarem com Alice Vieira, sabem como escreve cada aluno e reconhecem o copy paste à primeira, mesmo que ele não contenha os erros do exemplo. O caso muda um pouco de figura quando são alunos universitários ou de 12º ano. Há trabalhos na net já feitos - e bem feitos - , basta mesmo fazer o copy paste. É por isso que os trabalhos são feitos em aula, normalmente com idas à biblioteca da escola para consulta e outras vezes, se possível, com a turma na biblioteca escolar. Portanto, desculpe, mas não há hoje aluno que não tenha ido à biblioteca e que não aprenda como se consulta ou faz uma citação. Suponho eu que, nessas horas, o professor orienta e acompanha o desenvolvimento dos trabalhos. Pesquisar é preciso e há que aprender a retirar o necessário e discorrer sobre ele.
    Trabalho manuscrito, Rosário?!...já foi. E bem. Que a caligrafia é coisa que não existe e qualquer professor lhe dirá que ler os gatafunhos chega a ser doloroso. Mas as bibliotecas escolares têm salas de computadores e cada aluno tem já - ou muitos têm - portátil. Não vejo por que razão há-de o aluno fazer em casa o que pode fazer em aula. Os trabalhos - de grupo ou individuais - prezam mais a qualidade que a quantidade. E se nos primeiros se "perde" mesmo certo tempo, nos seguintes o ritmo está ganho. Isto julgo eu.

    Além de só ler o que me apetece, tenho certo preconceito contra Alberto João; recuso gastar tempo com esse senhor.

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  7. Como dizia um crítico de cinema, também eu direi, Não li e não gostei.

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  8. António Luiz Pacheco9 de novembro de 2018 às 15:35

    Já sei que, pelo que vou dizer, serei fortemente atacado, mas, peguei toiros bem maiores, o que é uma escola para apeitar o que quer que seja na vida.

    Lamento sinceramente, que num local como o Horas Extraordinárias, que deve ser um local de culto pelos livros e as leituras, portanto esclarecido e de liberdade intelectual, ver postados comentários como os que li hoje.
    Que não se goste do Dr. Alberto João Jardim, aceito… também não sou particularmente seu fã nem apoiante. Agora, que se diga que não li e nem gostei, ou que não se lê o que escreve por razões ideológicas, alguém que foi democrática e maioritariamente eleito pelo povo que por ele se sentiu representado… meus caros, lamento dizer-vos que são prisioneiros da vossa intolerância e limitados pelas vossas limitações - não é pleonasmo, é mesmo assim!

    Já o disse e repito: a literatura é uma porta aberta! É liberdade, e somos tão mais livres quanto mais lemos aqueles que não pensam como nós!
    Basta de Gulags e de queimar livros que incomodam a alguns!
    Que limitado e quão pobre eu seria se não lesse Saramago e Torga porque eram
    comunistas, Aquilino porque foi carbonário, Botto e Luiz Pacheco porque eram o que eram, Mário Cláudio porque é contra a caça… Henrique Galvão porque de um e outro modo ofendeu à esquerda e à direita!
    É uma triste imagem aquela que dão, de gente pouco esclarecida, limitada e espartilhada pelas convenções, que todavia os fazem sentir cultos, esclarecidos e superiores.

    Sinceramente acho que devíamos pensar nisso!

    Podem atirar pedras, anonimamente ou assinando, à vontade. Quero eu bem saber!

    Não saúdo, cá da Cidade Morena.

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    1. Grande Pacheco! Eu nunca gostei do Saramago como pessoa, no entanto adoro os seus livros, é dos meus autores preferidos de sempre. Quando os comecei a ler (tentei lê-los na adolescência, a minha mãe já tinha uma série deles em casa, mas na altura não consegui - acabei a lê-los quase todos de enfiada algumas décadas mais tarde), já o homem me irritava solenemente, mas isso nunca me impediu de voltar regularmente aos seus livros, nem nunca interferiu na minha apreciação dos mesmos (mas claro que gosto mais de uns, que de outros). Não ter o mínimo de curiosidade pelo que escreve gente inteligente (ou apenas culta, ou diferente, ou seja qual for a qualidade) só porque não corresponde à caixinha ideológica (ou outra) onde nos enfiámos, muitas vezes por razões que a razão desconhece, é um triste preconceito, uma limitação de facto, e uma pena.
      Mas isto não quer dizer que não sejamos todos livres de ser preconceituosos e limitados! Desde que não imponhamos esses preconceitos e essas limitações aos outros, sobretudos aos mais frágeis...

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    2. E permito-me acrescentar que a maioria do Povo da Madeira se sentia mais representado pelo Alberto João (é assim que o povo o trata) do que pelo actual vaidoso e seráfico Presidente do Governo Regional.

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    3. Ahahahah!
      Cuidado… vamos levar os 3 no pelo! Dos bem-pensantes de serviço… a nova censura do politicamente correcto!

      Saudações de uma noite de Verão, cá da Cidade Morena!

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    4. Perdão:
      É os 4!
      E, no pêlo! Quem disse ao estuporado corrector que capilaridade é o mesmo que a contracção gramatical! Que coisa!

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    5. Perdão:
      Capilaridade ou pilosidade?
      Bem diz a Cristina que é um trapalhão...
      E afinal não apareceu ninguém a contrariá-lo, apenas 3 fãs a abanar a cabecinha.
      Foi por isso que não resisti a dar-lhe este presentinho. Sei que ia ficar triste se ninguém o contrariasse.
      Tenha um belo dia de S. Martinho!

      PS: Mas não vou comprar o livro do Dr. Jardim, como também não comprei os do Dr. Cavaco, nem os do Eng. Sócrates, nem sequer o do Herr Adolf Hitler.
      Prefiro outro género de Literatura - e não quero (nem espero) convencer ninguém a pensar como eu.
      O mundo ainda é um lugar interessante precisamente porque não somos todos iguais.


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    6. Tive um dia excelente, Extraordinário até!
      Não é um ou uma anónima, Maria nem Manel, quem me indispõe ou me estraga o que quer que seja, mas agradeço o seu empenho de quem não tem mais que fazer e resolveu embirrar comigo, porque lhe devo fazer qualquer comichão.
      Portanto também nisso sou útil, sirvo para que possa desopilar!

      Chega a ser curioso, concluir que até temos opiniões iguais, ahahahah!

      Fique bem, como se diz por aqui.

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    7. Está a ver? Somos duas almas gémeas.
      Só lhe falta um bocadinho de sentido de humor...
      E por falar em Maria e em Manel, hoje vi na RTP3, no programa Todas as Palavras, a nossa Maria do Rosário Pedreira e seu marido Manuel Alberto Valente numa entrevista muito interessante. Penso que mesmo aí na sua cidade morena tem maneira de ver.
      Fique bem também!

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