No Porto com Gisberta

Sobre Gisberta, a transexual brasileira assassinada por um grupo de adolescentes institucionalizados há uma dúzia de anos na cidade do Porto, escreveu e compôs Pedro Abrunhosa uma bonita balada que depois foi também cantada por Maria Bethânia. Fizeram-se, além disso, documentários. Escreveram-se artigos. Irá estrear (em Novembro, no Teatro Sá da Bandeira no Porto e, em Dezembro, no Tivoli em Lisboa) uma peça escrita por Luís Lobianco do colectivo Porta dos Fundos que teve um enorme sucesso no Brasil. Enfim, a tragédia pelos vistos gerou arte e é também disso que falaremos hoje à tarde na Invicta, mais precisamente no Café do Rivoli, quando fizermos o lançamento do mais recente romance de Afonso Reis Cabral, Pão de Açúcar, que explora sob a forma de ficção as causas e os efeitos deste acontecimento tanto em relação aos criminosos como à vítima. Fugindo um pouco ao modelo tradicional das sessões de apresentação de livros, celebra-se a saída deste com uma conversa em que participarão o autor e Pedro Abrunhosa e que será moderada pelo jornalista Valdemar Cruz, do semanário Expresso. Apareça!


 


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Comentários

  1. Já li!!!!!!
    Li-o no fim de semana e de uma assentada, não é livro para se ir lendo ou perdemo-nos.
    Gostei e acho que é uma revelação, olhando ao autor, porque de facto revela uma sensibilidade social e humana muito para lá do que seria de esperar. Depois transmite-o muito bem e acredito que pode melhorar e ir bem mais longe.
    Creio que vem ocupar um espaço vazio, de humanidade, dos deserdados... a Cristina Pais abriu essa porta (mas não admira pela sua experiência e maturidade), idem o Hugo Mezena também surpreendente, o João Rebocho há já algum tempo... mas ficou sempre esse espaço, a que o Afonso RC regressa e espero permaneça nele, e cresça dentro dele.

    Alguém leu, de Urbano Tavares Rodrigues - Casa de correcção? É altura talvez de olhar para este clássico e mestre da literatura.

    Saudações cá do Bairro Ribatejano

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    1. António Luiz Pacheco9 de outubro de 2018 às 04:03

      Mau, mas isto agora confinou-me ao detestável anonimato????

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  2. Estou muito, muito curiosa com este livro que já encomendei. Não apenas pelo tema em si, que é, de facto, algo que me interessa muito, mas também pelo escritor. Tenho o Afonfo sob mira, pois não é muito normal um jovem desta idade conseguir ver muito para além do "visível" e isso é intetessante de acompanhar enquanto leitora.

    Boa sorte para logo.
    Carla Pais[

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    1. António Luiz Pacheco9 de outubro de 2018 às 04:30

      Bolas... chamei Cristina à Carla, que parvoíce! Queria referir-me ao Mea Culpa obviamente, mil desculpas!!!!!

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