Aproveitamento

Dantes, as pessoas eram mais aproveitadinhas: do resto da carne assada do jantar faziam fatias recheadas com picado ou croquetes para o dia seguinte. Deixem-me fazer algo parecido. Não sei se deram conta (tenho quase a certeza de que não), mas no domingo passado comecei a colaborar como cronista do Diário de Notícias. É uma crónica semanal que me sai do pêlo, como se costuma dizer, sobretudo com tanta coisa que eu já tenho para fazer (este blogue é uma delas). Por isso, tomei a decisão de, às sextas, em vez de publicar aqui um post novinho em folha, vir pôr o link da crónica que saiu no domingo imediatamente anterior. Não vai ter que ver sempre com livros ou edição; não será sempre um assunto novo para os Extraordinários que me acompanham há já oito anos; incluirá recordações da minha infância e preocupações relativamente aos tempos que se avizinham. Chama-se Adeus, futuro e terá um subtítulo que, esse, sim, mudará todas as semanas. Quem não a quiser ler tem bom remédio. E, como amanhã é dia de descanso, começo já hoje a «linkar». Até segunda!


 


https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/maria-do-rosario-pedreira/interior/poesia-e-cifroes-9929251.html


 

Comentários

  1. Bom dia, cá da pérola do Atlântico!
    Nem sempre a acompanho, porém, parabéns e as maiores felicidades, Maria do Rosário!

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  2. Bom dia

    Cara MRP,

    Só recentemente acompanho o seu blog de forma assídua, pelo que, se se repetir nas crónicas, eu não darei pela "reciclagem".

    De resto, acho que isso acontece com todos nós. E também com escritores, músicos, pintores, outras profissões em geral.

    Quanto aos "croquetes" que hoje linkou, tenho de confessar o seguinte: eu próprio tenho uma relação difícil com a poesia. Já tentei Sophia, O'Neill, Pessoa. Na sua terminologia, sou uma nódoa. Nada a fazer, excepto talvez acompanhar a leitura com álcool, para apurar os sentidos, não sei.

    Quanto à sua pragmática plateia juvenil, orientada por valores mais venais, assenta-lhe bem o "Adeus, futuro".

    Ainda assim, tenhamos esperança... Temos essa obrigação.

    Cordialmente
    CPedro

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  3. Sim, o tom geral já era conhecido dos Extraordinários mas estão lá aspectos novos que dá gosto ler. Muito obrigado.

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  4. Acho uma excelente ideia!
    A Rosário ganha um tempo extra e nós alargamos os nossos horizontes: é o casamento perfeito
    Gostei muito desta primeira crónica. Só podia, como grande leitora de poesia desde sempre.
    Maria

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  5. António Luiz Pacheco4 de outubro de 2018 às 03:04

    Nem leio o Diário de Notícias (apesar de ter lá amigos…) nem em Benguela ele aparece!
    Portanto, acho Extraordinária a sua proposta e fico a aguardar… já sabe é que leva com os meus comentários na mesma!

    Bom fim de semana prolongado para todos, são os meus votos cá do Bairro Ribatejano!

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  6. Excelente ideia.
    Obrigado pela parte que me toca.
    Realmente dantes as pessoas eram mais aproveitadinhas, agora até dói quando, por exemplo, nas pastelarias ou restaurantes,vejo os pratos quase cheios com os restos a "irem para trás", uma falta de princípios, uma grande falta de educação e, sobretudo, uma grande falta de respeito pelos outros, o que actualmente é uma marca de água (basta ver como as pessoas se portam ao volante-diz-me como conduzes dir-te-ei quem és).
    --Ó Maria não me diga que também tem a ver com Velhos do Restelo?--

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    1. Não, tem a ver com velhos rabugentos, sempre a reclamar de tudo e de todos
      Você deve ser um poço de virtudes...
      Maria

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    2. Ó Maria só assim poderemos ter um mundo melhor!

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    3. Assim como?
      Sempre a criticar os outros?
      Não me parece.
      Além de que essa história de melhorar o mundo é uma utopia - o mundo já não tem cura possível, penso eu de que... basta ver as notícias.
      Maria

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    4. Não podemos ficar amorfos e fazer de conta que não vemos quando as coisas não nos parecem correctas. E não conformarmo-nos com o que nos parece incorrecto, e eu acredito sempre que as coisas poderão melhorar se fizemos por isso, claro que é mais cómodo (e politicamente correcto) fazer de conta que não se vê -eu não consigo-.

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    5. Essa do politicamente correcto já cansa...é um dos nossos defeitos: pegamos na expressão da moda e nunca mais a largamos.
      Sabe uma coisa?
      Todos os dias tento não magoar nem prejudicar ninguém.
      É a minha contribuição para o tal mundo melhor
      E agora desejo-lhe um excelente fds prolongado!
      Maria

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  7. Respostas
    1. Ora aqui temos outro que nunca está satisfeito
      Presumo que o blog dele seja de uma riqueza inexcedível... [(6)
      Maria

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  8. A crónica podia ser anónima que não dificilmente assumiria que era sua!
    São necessárias sensibilidade e maturidade para se apreciar a poesia (salvo os casos em que há esse estímulo precoce, por parte da família) .
    Infelizmente para mim a descoberta foi mais tardia, e eu tenho pena de não ter apanhado uma MRP para me abrir os olhos mais cedo.

    Bom fim de semana!

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  9. António Luiz Pacheco4 de outubro de 2018 às 11:19

    Só agora me apercebi - eu volto ao HE pelo menos no final do dia, a ler o que se comentou entretanto - de que já havia iniciado a sua actividade comentadeira!

    Ingenuidade a do professor que a convidou… ou não conhece os próprios alunos! É que poesia, hoje, é uma coisa diferente daquela que era no seu tempo e com que se criou… os próprios poetas se encarregaram de matar a poesia quando passaram a escrever coisas sem nexo, ideias e imagens, esparsas e muitas vezes só apreciadas por quem sob o efeito de fortes doses de LSD ou de uns charros, absurdas, ou então de quem quer aparentar "cultura" e que pertence a uma elite intelectual, prestando-se a fingir que percebem e que apreciam!
    O mesmo que matou o teatro alíás, pois o deixaram na mão de alucinados completamente obcecados pela "mensagem" e pelo "conteúdo" que só eles entendem e que compõem ou escrevem e representam para eles mesmos.

    Portanto é natural que a actual geração escolar não leia, não perceba e não esteja sensibilizada, porque o que conta é ter aquele iphone que saiu ontem.

    Saudações muito pouco poéticas cá do Bairro Ribatejano, onde a poesia ainda é assim:

    Ó luar da mêia-noiti,
    ilumia cá pr'a báxo!
    Qu'ê purdi o mê amori,
    e'às'curas n'a no ácho!

    (escrito em barrão genuíno, como dizia a Guilhermina Madeira Azinheira, nossa caseira antiga)

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  10. Só apareci aqui já de madrugada, neste começo de sexta..

    Já tinha lido a crónica da Rosário, com os meninos e a "pasta" (o real amarga cada vez mais).

    Pensei que tinha sido escrita apenas por um dia (até a liguei ao "Fólio"). Ainda bem que terá continuidade. :)

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