Postalinhos
A minha mãe, quando os netos vão de viagem (e os meus sobrinhos empreendem muitas vezes viagens longas e para sítios distantes, ou para fazerem voluntariado, ou simplesmente para se divertirem), pede-lhes que lhe mandem um postal, postal esse que habitualmente chega a Portugal depois deles, já que os correios nessas paragens (e cá também!) são bastante maus. Já pouca gente envia cartas e postais (manda dizer por SMS que chegou bem, ou telefona, e está o assunto arrumado). Mas é pena, porque um postal é uma coisa mais personalizada e há histórias de postais deliciosas. A nossa Alice Vieira, que recebe quase uma centena de cartas e postais no dia dos seus anos dos seus leitores de várias épocas, pedia aos filhos, quando eles eram pequenos e iam a qualquer lado sem ela, que lhe mandassem um postal, tal como a minha mãe. E, no Facebook, conta que traz sempre com ela um postal que lhe mandou o filho quando foi a um torneio de xadrez em Coimbra, tinha oito ou nove anos. Uma maravilha, não é?

Ahahahahah! Que delícia de postal!
ResponderEliminarMandei muitos postais e recebi muitos, quando eram utilizados!
Na verdade nunca imaginei que um dia desapareceriam, pelo que nunca os valorizei, mas lembro até que há colecionadores de postais.
Usei também e muito, os postais, para fazer trabalhos na disciplina de geografia, no liceu, coisa que muitos dos mais velhos Extraordinários se recordarão.
Tenho no meu espólio familiar postais bem antigos que foram sendo guardados pela curiosidade ou até oportunidade.
O postal, como a carta, foram obliterados pelo e-mail e pelo sms, quem é que hoje escreverá cartas? Só se for para mandar por uma garrafa… o ano passado mandei um documento de Benguela para Santarém, pelo correio… levou só 4 meses a chegar!
Saudações postais cá da Cidade Morena.
Curiosamente
Esta coisa de vez em quando finge que não nos reconhece e remete-nos para o anonimato!
EliminarRealmente é uma delícia!
ResponderEliminarMenino obediente e bem comportado.
Eu também enviava sempre postais, mas não era tão lacónica...
Nas minhas viagens comprava sempre muitos postais, depois quando chegava organizava tudo em álbuns - imagine a tralha que tenho guardada: álbuns de fotografias e álbuns de postais: uma loucura!
O que sempre estranhei foi que os postais que eu enviava aqui da nossa vizinha Espanha chegavam sempre com uma semana ou mais de atraso - e era mesmo aqui ao lado.
Eu achava que tinha sempre alguma coisa para dizer e não gostava que outros, designadamente o carteiro, a lessem. Por isso escrevia cartas, só raramente postais. Mas os que recebia adequavam-se bem à ideia de os colecionar em álbuns. Como sou pouco persistente na tarefa de colecionar tenho apenas alguns álbuns de postais, o que é pena pois constituem peças bem interessantes.
ResponderEliminarEu também não gostava que lessem o que eu escrevia nem que os postais chegassem danificados, razão porque os enviava sempre dentro de um envelope.
EliminarA maioria dos meus amigos também fazia isso, pois já sabiam que eu os queria em bom estado para a minha preciosa colecção.
Eu também adoro postais - e cartas- que até podem ser escritos ou cantados. Quem não se lembra da emblemática "Carta" dos Toranja (aquele fruto azedíssimo, avermelhado por dentro e de efeitos digestivos tão acentuados....)?
ResponderEliminarbeijos
Lembrança fabulosa. Pois sim, novas gerações têm outros dispositivos tecnológicos. E, por exemplo tenho dos meus separados em sendo o tablet para e-mail e messenger, notebook nas notas e IPhone na rede social. Quando (algum) se lhe fica indisponível, outro o sabe lá e cá, onde passa a tropa.
ResponderEliminarClaudia da Silva Tomazi
Pois claro, ele era todo (d)ela.
ResponderEliminarEu continuo a mandar muitos postais, quando viajo, agora menos para fora, mas por exposições e museus e filmes 😉
ResponderEliminarCarlos???? És tu o (António) Severino, ou um clone????
EliminarAhahah! Abraço, qualquer que sejas...
Parafraseando o blogue brasileiro da revista Bula-literatura e jornalismo cultural: "Não há declaração de amor maior do que escrever uma carta,( ou um postal, acrescentarei eu) à mão". Ainda tenho alguns postais da Suécia, de Bruxelas e da da Guiné-Bissau, sítios por onde andei e viajei.
ResponderEliminarQue maravilha de postal! Quando eu casei, iniciei um ritual que só tenho pena de ter interrompido muito cedo e nunca mais ter retomado: quando viajávamos, enviávamos sempre a nós próprios, no último dia, um postal de um dos locais visitados, onde relatávamos (brevemente porque o espaço era curto), o que mais nos agradara na viagem (mandávamos beijinhos no final e tudo…). Chegava sempre depois de nós, relíamos com prazer e guardávamos para mais tarde recordar os nossos passos “fora do ninho” – como se fosse um diário de viagens (viajado por si próprio!). Ainda tenho esses postais, mas com o nascimento dos miúdos e alguma alteração subsequente de prioridades, as viagens foram interrompidas durante demasiado tempo, e o ritual acabou por se perder… por coincidência, lembrei-me deles há pouco tempo (não me lembrava há anos!) e mostrei-os aos meus filhos adolescentes, que lhes acharam imensa graça - quem sabe, recriem o ritual quando começarem eles a viajar por si!
ResponderEliminarFilipa
Eu namorei muito por carta (e postal, de vez em quando). Eu, em Portugal, ele, na Alemanha. Não havia internet e poucos telemóveis (nenhum de nós o tinha, na altura). Restavam-nos as cartas, escritas, aliás, em inglês.
ResponderEliminarCristina Torrão