Mulheres
Escrevi anos a fio livros juvenis, muitos dos quais foram adaptados à televisão, mas a partir de uma certa altura fiquei um bocado farta de aventuras para adolescentes; depois disso, penso que só abri a excepção da literatura para adultos para escrever uma biografia de Amália Rodrigues chamada A Minha Primeira Amália (que, por sinal, me deu imenso gozo). Não imaginava por isso que fosse reincidir no género, mas não resisti a aceitar o convite de Filipa Casqueiro, editora da Booksmile, até porque foi ao meu lado que ela começou nos livros e hoje está aí a dar cartas e estou eu aqui a escrever para ela. Pois bem, como parece que as mulheres estão em alta no mundo inteiro, o livro que a Filipa me encomendou e é lançado hoje (e que tive o maior gosto em escrever, sobretudo por tudo o que aprendi na fase de investigação) é sobre mulheres: mulheres portuguesas e extraordinárias. Por decisão minha, preferi seleccionar apenas mulheres que já morreram, para estarem todas em igualdade de circunstâncias; mas no conjunto existem figuras históricas, cientistas, desportistas, aventureiras, políticas e muito mais, de vários séculos até à actualidade. O livro, ilustrado pela talentosíssima Elsa Martins (que apanhou lindamente as figuras sem as pôr com ar de caricaturas) está à venda desde dia 17, mas a apresentação oficial, com apresentação de Isabel Soares (ela própria filha de uma portuguesa extraordinária), ocorrerá mais logo no Colégio Moderno, em Lisboa, às 18h30. Apareçam por lá e levem as vossas crianças, rapazes e raparigas. Estão todos convidados!

Parece-me interessante!
ResponderEliminarVou espreitar assim que puder, já que ir à apresentação do livro está fora de questão... Too far away
Boa sessão!
Maria
Sem prejuízo de haver mulheres extraordinárias e que por isso merecem que se escreva sobre elas, de uma forma geral não simpatizo com a ideia. Leio às vezes textos sobre mulheres que, quando são homens os sujeitos dessas ações, não se escreve uma linha. Género não justifica descriminação.
ResponderEliminarUm livro que enaltece tantas e boas Mulheres Portuguesas..não se pode perder.
ResponderEliminarParabéns pelo trabalho.
Olá Tri,
EliminarFui espreitar o seu blog e gostei do que li.
Vou ficar cliente.
Parabéns
Maria
Muito obrigada.
EliminarJá que espreitou (e sem querer abusar) gostaria da sua opinião sobre alguns textos, quando tiver disponibilidade.
https://adizercoisas.blogs.sapo.pt/sermos-pais-dos-nossos-pais-38869
https://adizercoisas.blogs.sapo.pt/a-palmada-pedagogica-51154
Continuação de excelente trabalho.
Cara Tri, o texto sobre a palmada pedagógica chamou-me a atenção e cliquei, pois trata-se de um tema que também me é muito caro. Adorei, parabéns (e deixei lá um comentário). Como a Tri, também não sou mãe. Mas somos ambas filhas, não é verdade? Tendo a avaliar a situação por esse lado (como filha) e a criança que fui (e que levou bem mais do que duas palmadas) nem pode ouvir falar de métodos educativos que recorrem à violência e à agressividade.
Eliminar«É muito fácil bater numa criança, somos maiores, mais fortes e elas vão apanhar, chorar e obedecer» - todos os adultos deviam refletir bem sobre esta frase. É muito fácil, sim, é fácil demais... É sempre fácil bater nos mais fracos.
Deparei, há alguns meses, com o discurso proferido por Astrid Lindgren, ao receber um importante Prémio Literário alemão, nos anos 1970, um discurso contra qualquer tipo de violência na educação das crianças. Gostei tanto, que estou a planear traduzi-lo para português. Já falei com uma editora minha amiga e ela gostou da ideia. Por isso, é provável que seja publicado. A editora é pequena, o livrinho deve passar despercebido, mas eu vou passar a seguir o seu blogue e, estando o projeto concretizado, darei notícias.
Um beijinho.
Eu acredito que a violência é um problema, não a solução.
EliminarE assistimos a tantos exemplos disso mesmo por esse mundo fora, pois quando não se investe em educação investe-se em lares, instituições e prisões.
As nossas crianças merecem mais paciência, tolerância e carinho da nossa parte para que se possam formar bons seres humanos.
Ainda bem que partilha da minha opinião e obrigada pelo apoio.
Fico a aguardar novidades relativamente ao seu livro
Infelizmente, Cristina, as coisas hoje são bem mais complicadas do que em tempos passados. Hoje há outros factores desequilibradores como a agressividade colectiva dos media, da sociedade em geral, a alienação parental das novas famílias.
EliminarA experiência está já muito para lá dos nossos pais.
Que boa notícia: a Maria do Rosário Pedreira de volta à prosa ! Agora na escrita de ensaios biográficos de famosas mulheres portuguesas. Como adorei as curtas "Histórias de Mulheres" da Rosa Montero, estou certo que o livro da Rosário vai ser ainda mais interessante. Parabéns pela iniciativa ! (e que venham mais livros)
ResponderEliminarBom dia. Gostei do título e da capa. Trata-se do Bom gosto feminino em ser destaque; se lhe analisar tal importância...Faz História.
ResponderEliminarClaudia da Silva Tomazi