Folio

Começou ontem mais uma edição do Folio, o festival literário mais famoso do Outono, que decorrerá na Vila Literária de Óbidos até ao próximo dia 7 de Outubro e cujo tema é desta feita Ócio. Negócio. A Invenção do Futuro. Como de costume, o festival contará com a presença de variadíssimos autores estrangeiros, como Alan Hollinghurst, Claudia Piñeiro, Cynan Jones, Felipe Benítez Reyes, Gregório Duvivier... e também de muitíssimos portugueses que ali estarão em mesas-redondas e lançamentos de livros (Afonso Reis Cabral, Nuno Camarneiro e João Pinto Coelho, por exemplo, só para puxar a brasa à minha sardinha e pôr o comentador anónimo a reclamar). As exposições não faltarão (ilustração, fotografia, cerâmica...), nem os concertos, que desta vez englobam desde a música clássica (com um recital por Ana Paula Russo) ao fado (Ricardo Ribeiro e Fábia Rebordão) e à pop (Mafalda Veiga e Samuel Úria, por exemplo). Serão comemorados os 20 anos da entrega do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago e vai haver homenagens justíssimas a Eduardo Lourenço e Ribeiro Teles. Organizaram-se boas oficinas de escrita e de matemática, entre muitas outras actividades pensadas para todas as idades. O programa é extenso e pode ser consultado na Internet. Apareça por lá.

Comentários

  1. Programa aliciante, sem dúvida, e numa vila que é uma beleza.
    Claro que o outro dirá "Oh, são sempre os mesmos", but who cares anyway?
    Todos para Óbidos, já!
    Maria

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  2. Mas que grande variedade! Chamar-lhe-ia Feira de Cultura.

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  3. E certamente vai estar à pinha nem que seja para comer um malacueco (livros?que cena é essa, meu?), sim porque, como dizia um amigo meu, actualmente em Portugal TUDO é acontecimento e qualquer Zé Cabra, Tony Carreira, Michael Carreira (teria mesmo de ser Michael, Miguel era foleiro) esgota, ainda no passado fim de semana assisti a uma corrida de carrinhos de esferas que até foi notícia na RTP1; um concerto marcado para Junho do ano que vem com um qualquer cenoura da estranja já está esgotado e as pitas/universitárias/caloiras todas aos saltos com o bilhete na mão (estiveram 10 horas na bicha) e preparam-de para chegar ao concerto 2 dias antes para serem as primeiras a entrar, mas o aluguer mensal do quarto é muito caro...e as propinas ainda mais caras.
    Já estamos ao nível dos países mais desenvolvidos (USA, etc.) e o resto é conversa.

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    1. O ASeve está a ficar um autêntico "Velho do Restelo".
      Então já não se lembra da histeria das meninas dos anos 60 com os Beatles?
      Deixe lá a malta nova divertir-se e gastar o dinheiro dos papás.
      E afinal quem é esse tal Zé Cabra de quem está sempre a falar?
      Maria

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  4. MRP e a sua quota de sardinhas – mas um dia as brasas extinguir-se-ão.

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    1. (afinal ele sempre veio... enigmático e quase ameaçador, talvez porque ainda está muito calor para "queimadas" e "churrascos")

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    2. Podia lá faltar!
      É mais forte do que ele...
      Maria

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  5. Beatles-são mais antigos do que a minha avó e nunca vieram ao MEO Arena nem ao Coliseu dos Recreios, mas também não iria vê-los porque não gosto.

    Zé Cabra - disco d'oiro e acontecimento 2001 em Portugal ("deixei tudo por ela" um dos seus grandes êxitos, creio que terá vendido mais de 40.000 discos, só em Portugal -vale a pena ouvir-). Note-se que talvez Zé Cabra nunca tivesse investido muito para ter tal êxito, foram os portugueses que o escolheram!
    Velho do Restelo? Conflito de Gerações? Simplesmente a minha opinião que, admito, não será
    politicamente correcta, como seria de bom tom.

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    1. Todas as opiniões são válidas, ASeve. É para isso que vimos aqui, para ler e trocar opiniões.
      O que eu pretendi dizer foi que em todas as gerações os jovens se entusiasmam com actores, cantores, etc. e os mais velhos costumam esquecer que também já foram assim.
      Ou o ASeve não era assim também, não tinha ídolos?
      Maria

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  6. Bom dia. Gosto deste otimismo português em consagrar feitos. E, pelo que... Sim ou não, os gostos e atributos se lhe servem as vestes. De que importa a estação sem a presença que se lhe faça companheira, saudade. Mira, veste-se-lhe a outonal freguesia e no espanto à verdade seu legado o cumpre.



    Cláudia da Silva Tomazi

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