Flybraries

Conhece a palavra «flybraries»? Calculo que não, mas, na prática, quer dizer «bibliotecas a bordo de aviões». A ideia foi da easyJet, uma companhia aérea que pretende promover a literacia e incentivar a leitura e vai fazê-lo sobretudo no âmbito dos mais pequeninos, transportando clássicos da literatura infantil (17 500 exemplares em sete línguas, incluindo o português) em 300 aviões (livros como Alice no País das Maravilhas ou O Livro da Selva constam desta flybrary). O director de marketing da easyJet para Espanha e Portugal explica que esta iniciativa tem que ver com o facto de o desempenho na leitura dos alunos do 4º ano ter piorado muito entre 2011 e 2016 (já escrevi aqui sobre o assunto) e de esta campanha combinar de certa forma entretenimento e pedagogia: «Queremos que voar seja uma experiência enriquecedora, divertida e memorável, não apenas para os adultos, mas também para as crianças, e consideramos que colocá-las em contacto directo com alguns dos maiores clássicos da literatura infantil será uma experiência enriquecedora em todos os aspectos.» Esperemos que sim, que algum livro torne mesmo a viagem memorável e faça a criança querer ler mais. De todos os modos, há mais aliciantes e, para as crianças entre 6 e 12 anos, em viagens no espaço Europeu, a campanha inclui um concurso no qual meninos e meninas escreverão pequenas histórias completando a frase «Eu olhei pela janela e vi…» e, com sorte, poderão ganhar viagens para toda a família. A história vencedora será ilustrada e publicada na revista que viajará em todos os aviões da easyJet. Tiro o chapéu. Quem poderia pedir mais a uma companhia aérea?

Comentários

  1. I don´t belive in marketing.
    CP

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    1. Pois é pena, meu/minha caro/a anónimo/a, que não acredite. Tal como tudo o resto neste mundo, há o bom, o sofrível e o mau. E, nesta louvável iniciativa da Easyjet, que, estou certo, será em breve seguida por outras companhias de navegação aérea e, quem sabe, até terrestres, o marketing esteve no seu melhor.
      Cumprimentos do
      Fernão de Quintanilha

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    2. Se pertence à easyJet, os meus parabéns!
      Pena não pertencer à RTP.
      Hoje na rtp-1, a seguir ao almoço, temos 3 horas de ciclismo e a seguir ao jantar 3 horas de hóquei, seguidas de 3 horas de tortura de animais na arena - tudo em directo, pois claro, que os portugueses merecem.
      No último mês tivemos direito a 3000 horas de futebol, entre directos, antevisões, análises e análises às análises.
      E programas sobre livros?
      Livros?
      O que é isso?
      Os portugueses não merecem, eles nem gostam de ler...

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    3. Muito bem! Apoiado, ó ilustre comentador anónimo!

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  2. Também tiro o chapéu e faço uma vénia!

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  3. António Luiz Pacheco20 de julho de 2018 às 01:23

    É de louvar tudo o que seja divulgar a leitura, seja em que circunstâncias for!
    Independentemente de ter ou não sucesso… mas pelo menos os livros estarão lá, nem que seja pelo ar!

    As companhias já têm ao dispor , livros de pintar… umas historinhas certamente que não são de desprezar, desde que os pais sejam a isso sensíveis, pois bem sabemos que o stress das crianças a bordo de aviões, é grande!

    Votos de um bom fim de semana cá desde a Cidade Morena, em tempo de cacimbo!

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  4. Mas que ideia brilhante! A copiar por outras companhias aéreas!

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  5. Esta situação poderá (?) resultar para algumas crianças, admito...

    Adultos-quem gosta de ler nunca sai de casa sem um livro!



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    1. Não seja tão peremptório ASeve!
      Eu nunca saio de casa com um livro e não duvide do meu amor pelos livros nem das minhas capacidades de leitura.
      Saio essencialmente para ir às compras e sou eu que vou a conduzir. Se vou tomar um café prefiro ler um jornal ou uma revista.
      Ler um livro, agora que estou reformada, tem de ser no sossego do lar.
      Resumindo: convém sempre não generalizar.
      Boas leituras e bom fim de semana!

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  6. Sim! Muito interessante e proveitoso! Louvável! Acho é que têm de ter critérios e avaliações de livros - neste caso, o livro infantil - muito bem definidos. Não considero o livro Alice no País das Maravilhas, por exemplo, um livro para pequeninos...

    Cristina Carvalho

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  7. Esqueci-me de assinar : Cristina Carvalho

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  8. Boa ideia, também lhe tiro o chapéu. Mas, dado o número de crianças que voam, face às que o não fazem ou fazem muito pouco, talvez seja preciso recorrer a outros meios de persuasão se queremos que comecem a ler.
    E no entanto, há anos que Eça de Queirós saiu dos programas escolares. E já ouvi concordâncias acérrimas, que aos 16 anos não há mente capaz de ler 400 páginas, e tal e tal....

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  9. Ótima ideia, precisamos incentivar a leitura de bons livros.

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  10. Mesmo que seja uma iniciativa só para as crianças que voam, não deixa de ser uma iniciativa fantástica!!!

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