Somos Douro

No dia 1 começou o festival Somos Douro, que se estenderá até ao dia 17 deste mês e, dedicando-se especialmente aos jovens da região, abarca nada  mais nada menos de 19 municípios! Tem como comissária Anabela Mota Ribeiro e pretende envolver as comunidades locais nas actividades multidisciplinares que vão desenvolver-se e que, tomando como ponto de partida os binómios «ser/pertencer», «aprender/fazer», «descobrir/partilhar», contemplarão a relação dos intervenientes com o património (incluindo o Douro Vinhateiro que, não por acaso, tem o selo da UNESCO há dezasseis anos). Aproximar-se-ão lugares e estratégias, colocando um autocarro ao dispor dos interessados e fazendo com que os artistas visitantes trabalhem com os da geografia duriense (Camané, por exemplo, abriu o festival cantando com a Orquestra de Cordas de Vila Real em Lamego). Não faltarão escritores, evidentemente: depois de Pedro Mexia, Leonor Baldaque e Bernardo Pinto de Almeida (que participaram em conversas no fim-de-semana), hoje Ana Margarida de Carvalho estará em Santa Marta de Penaguião onde viverá por uma semana e fará uma oficina de escrita dirigida àqueles que gostam de escrever (mas estarão presentes muitos mais autores, entre eles o americano mais português que conheço: Richard Zimler). Até dia 17 o programa é intenso, dividindo-se por muitas áreas do conhecimento (a cientista Maria Manuel Mota, Prémio Pessoa, intervirá dia 7, e a historiadora Irene Pimentel no dia 13). Todas as actividades são gratuitas, e quem se queixa das coisas centralizadas, tem aqui uma boa oportunidade de ver que nem sempre é assim e de ir dar um pulinho ao Douro, além do mais, para encher o olho de paisagem.

Comentários

  1. Muito interessante mas difícil para quem trabalha no Porto. É mesmo no Douro profundo ou, se quiserem, no Alto Douro vinhateiro. Tive dificuldade em encontrar o programa completo. Por isso, deixo aqui o link: http://anabelamotaribeiro.pt/festival-somos-douro-1-a-17-junho-19-247118

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  2. Bom... posso estar enganado, mas, se há actividade descentralizada é justamente a literária!
    A Feira do Livro é em Lisboa? Sim, mas festivais e todo o tipo de eventos literários acontecem ao longo do ano por todo o país e creio que é caso único, seja na cultura e nas artes em geral, como na ciência, desporto, etc.
    Este festival é mais uma prova da pujança da actividade literária e muito bem, diga-se , até porque aquela região tem parido e inspirado muita obra e autor!

    Quanto a Richard Zimmler, pode ser o americano mais português que conhece, mas talvez por isso me seja uma figura antipática, exactamente porque se presume português e toma atitudes, partidos e assume posições como se o fosse. Por mim ganhava mais em ser um americano que gosta de Portugal do que um americano que se dá mal com o seu país e vem para cá pontificar sobre o nosso.
    Vai-me perdoar o desabafo de assumido barrão inculto, porém cioso das suas tradições e cultura - é meu direito.

    Saudações literárias cá da Cidade Morena!

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    1. Obrigada pela informação, mas eu vou estar em Moimenta da Beira, no dia 12 e não 13. Abraço, Maria do Rosário Pedreira.

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    2. OH! Que pena! E eu que gosto de ler os seus livros e opiniões! Julgo até que tem certo amor por Portugal e, mais que tudo, pelo Porto. Do que li, nunca me pareceu que andasse a meter o nariz onde não é chamado.
      Paciência. Não se pode agradar a toda a gente..

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    3. Completamente de acordo, Beatriz.
      Além de que o Richard Zimmler tem nacionalidade portuguesa desde 2002 e todo o direito a opinar sobre o nosso país, que agora também é o dele.
      Ainda por cima é um homem extremamente culto e inteligente e um charme de pessoa.
      O que incomoda o nosso "querido barrão inculto" é outra coisa...

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    4. Dear Anónimo, Tenho a nacionalidade portuguesa desde 2002. Aliás, tenho dupla nacionalidade. Como qualquer cidadão, tenho o direito (e, da minha perspectiva, a obrigação!) de falar de situações de injustiça. Vou continuar. E vou continuar a falar de situações de injustiça nos EUA, na França, no Brasil e em todos os outros países do mundo. Outra coisa: o meu apelido é Zimler (um só M). Quanto ao meu país de origem, se desejar saber o que penso da situação actual política, pode ir a este link: https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/convidados/interior/donald-trump-e-o-embrutecimento-da-america-5261806.html

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    5. Caro Richard Zimler,
      as minhas desculpas por ter escrito incorrectamente o seu nome - fui induzida em erro ao responder ao comentador António Luiz Pacheco que achei tão mesquinho.
      Sendo uma leitora atenta da sua obra, e tendo vários livros seus cá em casa, é imperdoável.
      Reitero, mais uma vez, a minha admiração por si, como escritor e como homem.

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    6. Tudo bem! Agradeço-lhe o apoio!
      Richard

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  3. E eu ralado! Olh'ó!!!!

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