Um dia para quem cria
Hoje, não sei se já sabiam, é Dia do Autor – e a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) vai premiar, a partir das 18h, um monte de autores, começando por celebrar os 50 anos de carreira de Fernando Tordo. Como a SPA faz também hoje 93 aninhos, a festa é a sério e terá o Presidente da Assembleia da República a presidir à entrega do Prémio de Consagração a Pacheco Pereira (autor de livros, artigos e boas ideias). Lerá a mensagem do Dia do Autor o cineasta e autor de livros e resenhas António-Pedro Vasconcelos e será entregue o Prémio José Mariano Gago a um autor de livros científicos. Lançar-se-á uma antologia de poesia lusófona e ainda um CD de homenagem a Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, com dez canções originais. Como se não bastasse, também será conhecido o destinatário do Grande Prémio de Teatro Português e haverá condecorações para Fernando Rosas, Artur Anselmo, Maria Antónia Palla, Carlos Tê, Tino Costa, a Fundação Champalimaud, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, o Museu do Aljube, a Associação dos Deficientes das Forças Armadas e a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES). Os prémios Pró-Autor irão para o radialista António Miguel, Mário Assis Ferreira, a Feira do Livro de Lisboa e a Monstra. Por fim, o presidente do organismo, José Jorge Letria, falará da importância a nível nacional e internacional da SPA, agora que foi eleita para a vice-presidência do Grupo Europeu de Sociedades de Autores e Compositores, com sede em Bruxelas. Bom dia aos autores e a mim também!
Dizia Natália Correia num poema: «Temos fantasmas tão educados/Que adormecemos no seu ombro/Somos vazios, despovoados/De personagens do assombro». Neste dia, para quem cria, venho lembrar a SPA cobrar cento e cinquenta euros para um autor ser associado.
ResponderEliminarDito isto faço minhas as palavras de Raquel Varela sobre uma figura que nos deixou recentemente como António Arnaut: «... mas reconheço que não sucumbiu à corrupção e a transformar a vida política numa central de negócios - acredito que Arnaut fez parte desse património que deixa em legado uma outra moralidade na vida pública.»
EliminarE o que é que eles fazem ao dinheiro assim amealhado? Gostava de saber!
EliminarÉ como a APEL a pedir voluntários para a Feira do Livro de Lisboa.
EliminarTeria piada caso não fosse ridículo e vergonhoso.
Que valha a pena... é o que desejo aos premiados e aos premiantes!
ResponderEliminarSer autor não é pêra-doce...
Saudações cá da Cidade Morena!
Vivam todos aqueles que produzem sonhos e beleza.
ResponderEliminarBom dia.
Parabéns a todos os autores de Portugal. Aos premiados e aos muitos outros. A sua criatividade enche as horas livres e sisudas de muitos de nós. Alguns ficarão para a posteridade, outros nem tanto. A paciência de alinhar palavras é nuns e noutros uma constante, mas só alguns as enfiam de forma única.
ResponderEliminarConcordo, António Arnaut é uma pessoa íntegra a dar como exemplo aos vindouros.