Obra de peso

No Dia do Autor falei-vos da entrega do Prémio José  Mariano Gago pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) a uma obra de divulgação científica. Tenho especial predilecção por esta área de edição talvez porque foi numa editora que se dedicava sobretudo a este género que comecei a minha carreira editorial e foi também por causa disso que conheci Mariano Gago. O júri do prémio era constituído este ano pelos professores Elvira Fortunato, Miguel Lopes  e Rui Vieira Nery, e a obra que quiseram distinguir é coisa de peso: trata-se de Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa e tem nada mais nada menos do que 30 volumes! Os seus coordenadores são Carlos Fiolhais e José Eduardo Franco, duas sumidades do nosso país, e o projecto teve o apoio da Biblioteca Nacional e da Fundação Calouste Gulbenkian e foi publicado «sob a égide» (as palavras são da SPA) da Universidade de Coimbra e da Universidade Aberta. Os 30 volumes agora premiados incluem obras significativas de uma série de disciplinas, desde a medicina, a física ou a química ao direito, à arquitectura e até à música. Trabalho monumental que merece o nosso aplauso e, naturalmente, honrará a memória de Mariano Gago.

Comentários

  1. Já ouvi na rádio depoimentos sobre o assunto e pareceu-me grandioso.
    Próximas no tempo, esta edição, as obras de António Vieira e de Pedro Nunes é... obra.

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  2. António Luiz Pacheco24 de maio de 2018 às 03:22

    Parece ser uma obra daquelas enciclopédicas!
    E, muito importante como testemunho e compilação do que se fez na cultura portuguesa.
    A Fundação CG tem um notável historial em apoiar coisas assim.

    Saudações enciclopédicas cá da Cidade Morena, também em ambiente de festival literário!

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  3. Bom.dia. Àquele grande e plácido lago; conhecimento.


    Cláudia da Silva Tomazi

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    1. António Luiz Pacheco24 de maio de 2018 às 15:49

      Estimada (íssima), como eu gosto de si, confesso, não é assédio e nem motivo para ofensas!
      Saudações cá deste lado do Atlântico e do Paralelo 12!

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  4. Há prémios merecidos, como os há imerecidos. Este é um dos primeiros. Mas neste dia - se a notícia que acabei de ler for verdadeira - mereceríamos que termine o Jornal de Letras?
    Seria mais uma machadada a acrescentar a este país corrupto, ignaro, onde parece sempre vencer a obscuridade e a mediocridade.
    Talvez seja tempo de rumar a outras paragens.

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    1. António Luiz Pacheco24 de maio de 2018 às 15:56

      Ai Pedro... como me dói o seu comentário... e dói porque justamente verdadeiro: "corrupto, ignaro, onde parece sempre vencer a obscuridade e a mediocridade".
      Porra! Já agora acrescente-se a nossa boçalidade.
      Gosto desse país e da sua gente, sim a boçal que diz porra... e ignara, reconheço porque eu mesmo o sou (grande coisa, faço parte do todo, olha a porra!) Mas somos governados por gente que não diz "porra" mas é venal, medíocre, obscurantista.
      Será por isso que me sinto tão bem aqui?
      Um grande abraço para si, um caso raro de esclarecimento!

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    2. Obrigado, António. Grande abraço. E que continue a ser feliz nessa terra que sabe sorrir, abraçar com o sol, com espaço para todos. Levado para fora de portas por este país que expulsa, esconde, exila os seus melhores. Um país esquizofrénico, desestruturado, paradoxal, sem respeito pelo seu próprio passado e futuro. Reconhecido no passado por tantos homens das artes, letras, ciências, na pequenez de alguns, mestres na captura do seu presente e futuro.

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  5. É questionável que a memória de José Mariano Gago (que eu também conheci pessoalmente) tenha sido devidamente honrada pela atribuição de um prémio com o seu nome a uma obra - «acordizada», note-se - que tem entre os seus co-autores um dos membros do júri daquele. É de duvidar, pois, que os «aplausos» sejam merecidos.

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