Neo-realismo para crianças
Se os que estão desse lado tiverem a minha idade (ou forem mais velhos) lembram-se seguramente da imagem que hoje ilustra o post – e que foi a capa de um livro absolutamente icónico de Maria Rosa Colaço, escritora premiada e muito amada pelas crianças, intitulado A Criança e a Vida, que coligia frases e pensamentos de crianças sobre os mais diversos assuntos e provava como, por vezes, elas já nascem com a literatura e a poesia no sangue. O Museu do Neo-Realismo organiza um colóquio que começa hoje sobre a Literatura Neo-Realista para a Infância em que, participam, entre muitos outros, José António Gomes e Ana Margarida Ramos, professores e especialistas na matéria, e se falará de muita gente além de Maria Rosa Colaço e do seu livro: obras e escritores inesquecíveis, como As Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira, ou a produção literária infanto-juvenil de Ilse Losa, Sidónio Muralha, Matilde Rosa Araújo, etc… Alice Vieira relembrará Mário Castrim (seu marido e um impiedoso crítico televisivo) e serão apresentados livros infantis de Álvaro Cunhal.
P.S. Vou de férias amanhã e por isso só voltará a haver blogue no dia 26!

vou pedir na Biblioteca o da Matilde Araújo ; não me recorda se já o li; e então boas fériasssssss
ResponderEliminarBom dia.
ResponderEliminarBoas Férias e Bom Regresso.
As aventuras de João-sem-medo! Ahahahah! Por acaso, recordo esse nome ... eu ainda tenho alguns livros (colectâneas de contos sobretudo) de histórias para a infância, do tempo de minha mãe (nascida em 1936) , do meu e minhas irmãs e dos meus dois sobrinhos mais-velhos. A minha sobrinha-neta Laurinha, que vive em Madrid e já tem 14 anos, gosta de ler!
ResponderEliminarÉ boa notícia!
Boas férias!
Pela minha parte, dia 26 à noite já estarei a voar para Angola ...
Que maravilha! Guardo o meu exemplar com muito carinho.
ResponderEliminarNo início dos anos 70, a Itau editou posters, então em moda e enfeite obrigatório nos nossos quartos de jovens enamoradas, com um texto de um dos meninos, retirado desse livro: '' O Amor é um Pássaro Verde Num Campo Azul no Alto da Madrugada''.
Conheci, era criança, no Torrão do Alentejo, a Maria Rosa Colaço. Lembro-me de uma certa aura mágica, já nem sei explicar! Senti-me importante por aos 10 anos conhecer alguém assim, como ela era: uma professora encantada ! ( lembro a dificuldade da profissão nos anos 50-60, como ela explica no prefácio: '' Companheira do sol e das raízes, cheguei à grande cidade. Numa mão levava o diploma, na outra o medo. A escola que me deram (...) era um velho primeiro andar de uma rua suja de sal, pregões e humidade. Os rapazes que me deram, também não tinham nada de comum com esses meninos de bata branca, (...) que as mãezinhas nos entregam como se fossem porcelana. (...) Eram quarenta e cinco e faltavam carteiras (...) mesmo quando os sentei três a três (...)'' ).
Há dela um conto, entre outras obras, maravilhoso, ''Gaivota''. É também encantador.
Passando e desejando uma férias felizes.
ResponderEliminar.
* Criança brincando ... em interno lamento. * (https://brincandocomaspalavrass.blogspot.pt/)
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Cumprimentos poéticos.
Maria Rosa Colaço tirou o curso de Magistério Primário em Évora e fez a letra do hino da então Escola de Magistério. Era figura muito querida por aquelas paragens. Já tive dois desses livros que li e reli para mim só e para quem me quis ouvir; os empréstimos do primeiro levaram à compra do segundo.
ResponderEliminarO ensino primário, foi por muito tempo igual ao que Maria Rosa conta. Mesmo bastante depois da sua experiência. Mas era em simultâneo tão gratificante que tenho pena de quem não viveu a experiência de dar mundo a quem o não tem. É beleza que sacia.
Boas férias:). E volte.
o ensino primário foi, por muito tempo, idêntico ao que Maria Rosa conta.
EliminarPor qualquer estranha razão, Rosário, só consegui ler este período: «...coligia frases e pensamentos de crianças sobre os mais diversos assuntos e provava como, por vezes, elas já nascem com a literatura e a poesia no sangue.» Sabe? Sou como as crianças: de leitura selectiva. E amo as aventuras de João Sem - Medo. É um privilégio (ou um dom ou talento, como dizem os cristãos, para quem estes têm origem divina) que muitos críticos não têm e invejam. Por isso são críticos e escritores medianos e não grandes escritores.
ResponderEliminarOra então boas férias e regresse falando-nos de neo-realismo para adultos, se faz favor.
Um beijinho.