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As livrarias independentes vão à falência porque a maioria dos leitores, não nos iludamos, prefere comprar online ou nas grandes cadeias. Mas são frequentemente esses leitores que lá não vão que choram publicamente o fecho das lojas (com os cinemas de bairro aconteceu o mesmo). Vem isto, embora não pareça, a propósito de um artigo assinado por Felisbela Lopes, professora universitária e comentadora, no Jornal de Notícias sobre a impossibilidade de encontrar à venda um bom livro para crianças (ou mais). Ora, se existe área ou faixa etária em que o desenvolvimento editorial é notório nos últimos anos é justamente a literatura infanto-juvenil, com títulos e editoras premiados internacionalmente em festivais e uma produção com uma qualidade incrível, seja em termos de texto, seja em termos de ilustração, em que muitos nomes se destacam (Catarina Sobral, Madalena Matoso, Paulo Galindro, André Letria, o meu querido João Fazenda, tantos, mas tantos). A especialista Ana Margarida Ramos, da Universidade de Aveiro, já disse com todas as letras que os portugueses são todos treinadores de bancada e agora também especialistas em literatura infantil e que, quando os comentadores falam do que não sabem, as mais das vezes só revelam a própria ignorância. É isso aí, mas apetece-me acrescentar que, em vez de hipermercados, talvez as pessoas que procuram bons livros infantis devessem frequentar livrarias a sério em vez de fazer comentários parvos.
Concordo.
ResponderEliminarNunca houve por aí tanta gente a falar do que não sabe...
(a televisão é a maior culpada, dá a mão e o palco aos muitos idiotas que pensam que somos todos estúpidos...)
Sobre este assunto, ver os artigos de Pacheco Pereira e António Guerreiro no Público.
ResponderEliminarEste é mais um "dilema do prisioneiro" colocado pelos tempos modernos de globalização e neoliberalismo.
Compraremos cada vez mais (livros e não só) a grandes corporações, seremos cada vez mais iguais, quais galinhas de aviário.
Piu, piu
Sim, atualmente só compro através dos sites das editoras ou da Wook, sei o que quero e o que procuro e sinto um especial prazer em receber as minhas encomendas no serviço...
ResponderEliminarSim, fico triste sempre que encerra uma livraria.
E partilho da sua opinião quando refere que nunca como agora se escreveu tanto e tão bem para crianças e jovens.
Saudações cá da Pérola do Atlântico, onde decorre mais um Festival Literário, o oitavo, para onde me transfiro, após a hora de expediente.
E não sentiria um extraordinário prazer ao entrar numa livraria (não falo de Fnacs), onde tem livreiros que lhe sugerem autores de que nunca ouviu falar e com quem poderia ter uma conversinha sobre literatura?
EliminarOnde poderia passear enquanto os livros lhe passam ao vivo pelos olhos? Onde pode bater os olhos num livro que lhe agrade e que até àquele momento lhe fosse desconhecido, ou até que achasse não estar traduzido?
Procura o que quer e recebe em casa. Portanto, está sempre a ler os mesmos...
Talvez um dia queira escolher livros e não tenha escolha porque os donos dos armazéns, que se dizem livrarias, já fizeram a escolha por si.
Se quer comprar pela internet, compre ao menos directamente às editoras!
No site da Relógio d'Água, por cada 10 euros (10! ao contrário dos 17 da Wook) gastos, os portes são grátis e tem sempre direito aos 10% de desconto praticados em qualquer lado.
A Antígona estará até ao fim do mês com promoções de 35%.
A Cotovia, idem.
Grandes promoções da Wook que enganam não são para mim, na semana passada diziam que tudo o que fosse gasto seria devolvido em cartão. Sim, mas ao lermos as letras pequeninas é que se percebia não ser verdade. Por cada 100 euros gastos é preciso gastar mais 200 para usufruirmos dos 100. Não brinquem, damos-lhes o poder todo e ainda temos a lata de nos queixarmos.
Mas estarei a ler bem:
Eliminar-"Sim, actualmente só compro através dos sites...
Sim, fico triste sempre que encerra uma livraria..."-
Que tristeza de cabecinha!!!
Ao nível da pobre comentadora Felisbela Lopes, abaixo do muitissimo fraquinho, não diz nada de nada...
Cara Maria do Rosário,
EliminarEu escrevi "só compro através dos sites das editoras ou da Wook", e que editoras? Relógio d'Água e Tinta da China, este mês pretendo adquirir 2 livros da Cavalo de Ferro, porém esta não vende on line, nesses casos socorro-me da Wook. No mês passado comprei 3 livros na RA.
Não ando atrás de promoções. Concentro-me em poupar para comprar 2/3 livros por mês. A título de curiosidade, pró mês faço anos e pretendo adquirir 3 livros na Tinta-de-China, lá são mais caros, porém a encadernação e o papel são magnificos, tenho que poupar mais.
Vou recolhendo informação sobre o que comprar através do JL, da revista Ler, de queridos amigos escritores e até de si. Já adquiri o último livro do João Pinto Coelho, o meu marido já leu, gostou. Irei lê-lo oportunamente.
Gosto de organizar planos de leitura, estou a terminar a leitura de Húmus, de Raul Brandão, da RA, quando terminar irei entregar-me à leitura de Vitorino Nemésio, Mau Tempo no canal, uma edição de bolso, adquirida na feira do Livro de Lisboa de 2016.
Sou assinante da Visão, do JL, da Ler e da Granta.
Sinto-me bem acompanhada e nunca senti necessidade para perguntar a ninguém o que ler.
A Tinta da China tem loja online.
EliminarA Cavalo de Ferro desde que se tornou uma chancela da 20I20 deixou de ter.
No entanto: "Sinto-me bem acompanhada e nunca senti necessidade para perguntar a ninguém o que ler." E acha que alguns dos que aí escrevem não puxam a brasa à sua sardinha? Ainda bem que não precisa de conselhos de quem ama livros em vez de amar o negócio.
Caro A. Seve,
EliminarA minha "cabecinha" é a de alguém que jamais iria proferir comentários como os seus. É a de alguém que gosta tanto de palavras como gosta de números. Que por causa deles passou meses sem puder comprar 1 livro. É a de alguém a quem a literatura salvou de enlouquecer.
É a de alguém que sempre pensou pela própria cabeça e que fica triste sempre que um negócio fecha.
É que me pareceu uma enorme contradição - comprar on-linne e depois lamentar que as livrarias fechem.
EliminarCaros amigos,
EliminarOnde se lê "Cara Maria do Rosário", deve ler-se "Caro Anónimo".
Continua a falhar no mais importante. Ana não basta ficar triste, é preciso comprar.
EliminarSuper interessante o post. Creio ser a urgência de acção no dia à dia ou a prática de apreciações, as pessoas se percebem expressar se concordam ou não e simplesmente o vão às máximas. Diversos assuntos por vezes, tantos superficiais ou mesmo fora de moda, são acasionais se lhe enxergam um palmo à frente o nariz. O Brasil labuta este "clamor" diariamente; televisivo e nem só. Redes sociais oferecem estupidez com toda classe. Certamente chorar o leite derramado, faz ter lá sua razão em termo de público. Bem o sabe-se que acaba sempre onde começa a educação.
ResponderEliminarCláudia da Silva Tomazi
Pode, por favor, reescrever o seu comentário? Para que se perceba, minimamente, o que pretende dizer. É que, para além de enfermar de múltiplos erros (p. ex. não se escreve "dia à dia" mas "dia a dia", ou se diz "chorar o leite derramado" mas "chorar sobre o leite derramado"), todo o texto é de tal forma obtuso, que se lhe não entende patavina.
EliminarAprecio vossa educação. Mas, comete algo incapaz e até vintage; demode, cafona e sem graça.Certamente nos entendemos, nem sou melhor nisso ou àquilo .
EliminarConcordo. Mas a Felisbela Lopes é especialista em comentários disparatados.
ResponderEliminarBoa quinta-feira a todos.
A Baobá (livraria no muy chique e caro! bairro Campo de Ourique) é excelente com livros e actividades infanto-juvenis.
ResponderEliminarNão sabia e interessou-me. Obrigada.
EliminarDifícil as livrarias independentes sobreviver quando as grandes superfícies (ex. Fnac) oferecem 10% e por vezes 20% em todos os livros, incluindo novidades...e, além disso, as editoras estão praticamente todas disponíveis...
ResponderEliminarE se as livrarias independentes apostassem mais em "fundo de catálogo", coisa que as grandes superfícies não têm?
Completamente de acordo. Não compro livros online!
ResponderEliminarTenho saudades dos cinemas de bairro e até dos cinemas ambulantes que eu cheguei a ver com 7/8 anos. Por vezes apareciam lá na minha aldeia do Ribatejo.
ResponderEliminar.
* Se te amar for pecado ... Então sou um Pecador * (https://brincandocomaspalavrass.blogspot.pt/)
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Cumprimentos poéticos
É mesmo isso! Aquele texto da Felisbela vai ser dissecado pelos meus alunos no final do semestre. Vão ter de desmontar aquela argumentação, com base em evidência que resultam das aprendizagens das aulas. Obrigada pela referência. É uma honra aparecer no Horas Extraordinárias. Abraço,
ResponderEliminarAna Margarida Ramos
Ora aí está! Felicito-a pela iniciativa, que boa idéia ... enfim, não por ou para contestar a citada comentadora, mas porque isso me parece realmente levar para a sala de aulas aquilo que se passa na rua: intervenção!
EliminarSaudações sinceras cá da Cidade Morena!
Procuro "Mãe coragem e seus filhos" de Bertold Brecht na FNAC:
ResponderEliminarDá isto: https://www.fnac.pt/Mae-Coragem-Paulo-Sousa-Costa/a797664#
Boa noite.
ResponderEliminarFinalmente um comentário da Maria do Rosário Pedreira em que posso dizer.
Assino por baixo
Bravo! (Na impossibilidade do itálico, ler com sotaque francês, que em português lembra-me sempre o esfregão). É precisamente o que penso. E é preciso dizer estas verdades. Sem tabus.
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