Pensamento emocional
«O dia não corre melhor se, antes de sairmos de casa, alguém nos disser umas palavras simpáticas?» Era assim que começava uma pequenina coluna do jornal Público a propósito de um encontro sobre «pensamento emocional» e a importância de trabalhar as emoções com os alunos, especialmente se oriundos de meios desfavorecidos e violentos, antes de tentar o evidentemente difícil sucesso escolar. Os professores de algumas escolas reuniram-se para trocarem ideias sobre a matéria, e uma das intervenientes – professora num agrupamento em TEIP (ou seja, Território Educativo de Intervenção Prioritária – as coisas que eu aprendo) – explica que trabalha com pessoas excepcionais e que numa escola problemática o campeão de kickboxing, filho de uma cigana e de um negro, Miguel Reis, dá aulas à miudagem e ensina a trabalhar as emoções de forma física (provavelmente, a libertar a agressividade desportivamente, e não em cima do colega do lado). Não conheço os resultados práticos deste trabalho, mas parece-me que, se as pessoas estiverem de facto mais contentes consigo mesmas, terão mais sucesso, na escola e no trabalho. Não devia era ser preciso debater isto, mas, enfim, sabemos como os problemas de indisciplina se têm multiplicado nas escolas e, por isso, não deve ser fácil aos professores e auxiliares educativos andarem a fazer elogios a alunos que, provavelmente, preferiam ver pelas costas. Mesmo assim, é bom termos isto sempre presente: uma palavrinha simpática para o outro todos os dias vai fazer dele uma pessoa melhor. E de nós também.
Concordo em absoluto. E o contrário também é válido, uma resposta antipática, "umas trombas de palmo e meio" no atendimento de uma loja, uma buzinadela sem razão no meio do trânsito conseguem, por vezes, estragar o meu dia.
ResponderEliminarVamos ser todos mais simpáticos, ok?
:-)
Certamente lidar com emoção tem lá sua(s) prerrogativa(s). Interessante que justamente, acolher o bom humor de outro(s) é para pouca gente e, se nem falha a memória o cito na contradição um dos melhores no mau humor (inclusive arrebatou o nobel) Ernest Hemingway "O velho e o mar"; a ficção de um só fôlego expõe adversidades e nem são páril à Santiago. Bem, se o são a você, fazem parte deste ilustre quesito humano que vos flutua conquistar ou 'essa tal' densidade no equilíbrio se lhe preza liberdade e ternura. Claro , brio.
ResponderEliminarCláudia da Silva Tomazi
Todos sabemos e sentimos isso.:)
ResponderEliminarNas formações em liderança e motivação, e já vão mais de 25 anos, isso era básico para quem aprendia a "ser chefe"! Aliás é pedagogia e é psicológico, até há ditados populares que o expressam:
ResponderEliminar- Não é com vinagre que se apanham moscas!
- Com papas e bolos se enganam os tolos!
- Quem agradece migalha, convida a que lhe dêem bocado...
Etc.
Saudações animadoras cá da Cidade Morena!
A simpatia e a cordialidade são excelentes lubrificantes sociais. Com eles, as peças que somos da máquina de que fazemos parte, funcionam melhor. Contudo, por questões de disputa territorial, de partilha de bens e riquezas materiais, tendemos a cultivar a animosidade: daí o agregarmos-nos em clubes, religiões e partidos políticos...
ResponderEliminarConcordo. Se bem que certa vez li numa entrevista algo que me impressionou: dizia o entrevistado(a)que a pior coisa que podiam dizer dele(a) seria que era simpático(a). E aduzia que a simpatia é a qualidade que ninguém quer ter e atribuí-la a alguém significa que não tem nada que se note e saliente.. Ainda hoje não compreendo tal pensamento.
ResponderEliminarPor acaso até concordo. Às vezes, a simpatia é só cinismo.
EliminarTudo tem o seu "às vezes", mas, por tê-lo, não deixa de ser o que é.
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