Ler ou ouvir
O semanário Expresso lançou recentemente uma colecção de livros com inéditos de autores que, na maioria, podemos considerar a geração mais nova mas já «confirmada» da literatura portuguesa (e depois há também alguns craques a fazer-lhes companhia). Cada livro tem dois «contos», e já foram publicados os pares Afonso Cruz/João Tordo e Clara Ferreira Alves/Bruno Vieira Amaral, a estes seguindo-se as duplas Patrícia Reis/Maria Teresa Horta, Afonso Reis Cabral/Isabela Figueiredo, Nuno Camarneiro/Isabel Rio Novo e, por fim, Nuno Júdice/Matilde Campilho. São absolutamente gratuitos para quem comprar o jornal e muito manuseáveis, o ideal para quando esperamos pela consulta do dentista ou só temos um restinho de noite (o meu caso) depois de jantarmos, lavarmos a loiça e irmos espreitar o Facebook (cada vez menos interessante) ou acabarmos uma coisa que deixámos a meio na véspera. O mais original é podermos igualmente ouvir estes contos contados por vozes bonitas (Rita Redshoes ou Bento Rodrigues): na capa de cada exemplar existe um código e basta ir à página do Expresso, inscrever esse código e seguir as instruções. (Pode levar-se a tábua de engomar para perto do computador, se for preciso.) É uma boa forma de ficarmos com uma panorâmica do que se anda a escrever em 2018. Boas leituras!
Estes novos não me interessam nada. Acho que não vêm trazer nada de novo. A pólvora já foi descoberta há muito.Dou-os à biblioteca da universidade sénior. Por hora bastam-me os clássicos: Camões, Pessoa, Herberto Hélder ou Camilo, Eça e Aquilino. Da estranja ando à procura de Carlo Emilio Gadda (O Conhecimento da Dor), do Joseph Roth (A Marcha de Radetzki) ou Pietro Citati ( A Morte da Mariposa).
ResponderEliminarDe tantas "horas" com os clássicos tresleu o "por ora"... Ou então foi de homenagem ao blog
EliminarBoa sorte com o Gadda, Joseph Roth ou o Citati. Muito famosos como clássicos, muito famosos pela profundidade da sua escrita, mas para mim quase ilegíveis (o único que escapa, mas só às vezes, é o Joseph Roth). O paradigma destes famosos clássicos ilegíveis é o Ulisses de Joyce. Nota adicional: autores ilegíveis só para um leitor comum como eu; aceito que sejam literariamente supremos para os especialistas mas, com pena minha, lá não consigo chegar. Viva Hemingway !
EliminarTem razão. Foi um "lapsus calami", mas escusa de se armar em mestre escola...
EliminarQuanto aos autores muito bem. O problema é o Expresso: já foi.
ResponderEliminarSeria interessante que os jornais portugueses se obrigassem a uma pequena quota de espaço consagrada à publicação de curtos originais literários: contos, crónicas, poemas. Um quarto de página em todos os números do jornal.
ResponderEliminarJá fui leitor atento do Expresso por muitos anos, mas a certa altura achei que deixou de ser uma referência e começou a publicar muita "coisinha" ou artigos em que não me revia minimamente, pelo que deixei de o comprar e de o ler. No entanto, honra lhe seja feita, também publicou muita coisa interessante, colecções e obras várias! Gostava particularmente dos seus cadernos e da revista!
ResponderEliminarSaudações expressas cá da Cidade Morena
Gosto de ler autores novos que não são estreantes. Para saber como escrevem, sobre que pensam nos seus romances.Reconheço que os cultivo de menos. E mesmo dos clássicos faltam-me bastantes. Vou lendo, já que não posso ler tudo e nem desejo, que deixava a tarefa incompleta e pouco vivia.
ResponderEliminarQuando trabalho na mesma sala costumo usar as colunas no portátil para ouvir programas de rádio. Talvez ouvir ler livros seja interessante e para quem é cego ou tem dificuldades de leitura, ajuda; mas há pormenores que se perdem, a forma como as frases alinham no texto, a grafia das palavras....
Clara Ferreira Alves e Nuno Júdice...?
ResponderEliminarEu sei quem um homem não é um vaso, o ecletismo é coisa boas, há que ter horizontes abertos, etc e tal
Mas é mais forte que eu, é um arrepio físico.
O anonimato também me arrepia :)
EliminarO anonimato pode ser frio, mas não é hipócrita.
EliminarEscritores craques? Que mau gosto. os infelizes dos leitores são o quê? Adeptos desta pimbalhada criada pelas editoras?
ResponderEliminarApoiado! Sou o anónimo do 1º post!
EliminarO primeiro (e único) post é o da Rosário, o resto são comentários...
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