Almas sensíveis

Portugal, primeira metade do século XX. Entre os males que assolam um país isolado e retrógrado, a tuberculose ressalta como uma das principais causas de morte. Ainda sem recursos farmacológicos para a combater, os médicos recomendam o internamento em sanatórios instalados em zonas de altitude. Na serra do Caramulo, outrora uma região pobre e agreste, cresce uma estância sofisticada. É para lá que irá o jovem Armando, uma das personagens centrais deste livro que, com a sua família, atravessará o enredo de A Febre das Almas Sensíveis, o novo romance de Isabel Rio Novo, acabadinho de sair. Mas dele faz também parte uma rapariga que investiga escritores que sofreram de tuberculose  – Soares de Passos, Júlio Dinis, António Nobre...  – e um misterioso manuscrito encontrado nas ruínas do Caramulo. Combinando o registo histórico e a toada fantástica que produziram a magia de Rio do Esquecimento, neste seu novo romance, mais uma vez finalista do Prémio LeYa, Isabel Rio Novo recupera a memória de uma doença que marcou a sociedade de uma época e o nosso imaginário romântico.


 


A Febre das Almas Sensíveis.jpg


 


 

Comentários

  1. A tuberculose parece ter sido uma doença muitas vezes associada a almas sensíveis... em particular aos escritores, mas penso que mais atribuível à má alimentação e vida boémia do que a outras razões.
    Tal como a melancolia, o spleen, os "humores" dos clássicos, cujo diagnóstico actual suponho seria, depressão.

    Parece ser uma interessante proposta esta que nos é aqui trazida!

    Saudações melancólicas cá da Cidade Morena!

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  2. O tema lembrou-me o fantástico A montanha mágica.

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    1. Ah, então foi o anónimo(a) que o leu - ou será que foi só um resumo?
      Ahahah!

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  3. O tema lembrou a fabulosa "Montanha Mágica" e capa uma obra do Munch... Podia ser pior!

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  4. Gostei que tenha sugerido um livro, acho que o devia fazer mais vezes.
    Henrique Cheira

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  5. Para "enriquecer" a trama pensei que entrasse também o acervo de grandes obras de pintura que o médico foi adquirindo até constituir um museu.

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  6. O nosso imaginário romântico...tem tão pouco romantismo a tuberculose ainda incurável e arrastando seus grilhões de contágio. Marcou e enlutou famílias, desfez noivados, levou de filhos a avós. E contudo deu frutos, carregou livros intemporais, como A Montanha Mágica. Mas também levou várias belíssimas promessas como Cesário Verde, Nobre e outros.
    Pode que O romance de Isabel Rio Novo seja um livro intemporal. Oxalá.

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    1. Talvez o imaginário romântico venha do nome do jovem Armando.
      Será que também haverá uma jovem Margarida?
      Impossível não nos lembrar-mos do romance do Dumas ou do par Fonteyn e Nureyev a dançar...

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    2. Obrigada pelo reparo, mas confesso que esperava mais de si.
      Eu vi, depois de ler, mas pareceu-me irrelevante estar a emendar...
      Bom carnaval!

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