Premiado

Às  vezes nem sabemos bem dizer porque simpatizamos com determinado jornalista – e não só pelo que escreve, mas pela pessoa de carne e osso. Conheço mal Nuno Pacheco – e creio ter-me cruzado com ele ao vivo pela primeira vez nas exéquias de Eduardo Prado Coelho; depois disso, sobretudo em concertos de fado – e poucos. Mas leio sempre o que escreve – e não só normalmente concordo com as suas escolhas, como gosto de o ver aguerridamente ocupar o vazio deixado por Vasco Graça Moura na polémica sobre o Acordo Ortográfico. Ora, diz-me a Sociedade Portuguesa de Autores na sua newsletter que decidiu atribuir o seu Prémio de Jornalismo Cultural este ano a Nuno Pacheco, jornalista do Público desde a fundação e que há anos escreve sobre música portuguesa e brasileira, acompanhando o nascimento de novos talentos e os talentos já instalados. Este prémio foi entregue pela primeira vez no ano passado ao director da Antena 2, João Almeida. Parabéns, Nuno Pacheco. Gosto de saber que foi premiado.

Comentários

  1. Gosto imenso do que escreve o Nuno Pacheco. Além do mais adoro musica brasileira sobretudo Tom Jobim e sou contra o acordo ortográfico. parabéns Pacheco.

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  2. Confesso que nunca li nada do referido Nuno Pacheco... mas, sendo Pacheco só pode escrever coisas como devem "de" ser ... eheheh!
    Parabéns portanto ao jornalista e que não esmoreça na luta contra o malfadado acordo "otográfrico" !

    Saudações cá da Cidade Morena

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  3. "...Vem cá Luiza, dá-me tua mão
    o teu desejo é sempre meu desejo
    vem, exorciza... Dá-me tua boca
    e a rosa louca no raio de sol em teus cabelos..."

    Amo o maestro, Tom! Exibir Boa música o merece. Um beijo Aldina Lovely too.


    Cláudia da Silva Tomazi

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    1. Vou te contar
      Os olhos já não podem ver
      Coisas que só o coração pode entender
      Fundamemtal é mesmo o amor
      É impossível ser feliz sozinho.

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  4. Gosto daquilo que o Nuno Pacheco escreve no "Público", desde que não seja ao serviço da sua obsessiva campanha anti-AO. É nobre ele defender esta causa quixotesca, mas convém não exagerar: quando se perdeu há muito tempo é também nobre saber aceitar a derrota e não insistir na repetição do jogo. Muito interessante é a última crónica do Nuno Pacheco sobre a Germana Tânger, cuja aventurosa vida eu desconhecia, e cuja sublime voz e dicção poética me é oferecida de quando em vez pela antena 2; e falou ele ainda sobre um invulgar homem do Fado (António Pelarigo) cuja existência e obra me era totalmente desconhecida. Tendo o mesmo Prémio de Jornalismo Cultural sido já atribuído ao João Almeida (merecidíssimo), presumo que o Luís Caetano já terá arrecadado este e outros prémios culturais em passados anos. A propósito de antena 2, ainda se lembram que houve um primeiro-ministro, depois presidente da CE, que queria acabar com a antena 2 para poupar dinheiro ao OE ? E o homem até era considerado um político culto...

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    1. Se me lembro. E lembra-se de um ministro que acabou com o "Acontece" do Carlos Pinto Coelho? Até disse que o programa era tão caro e tinha tão pouca audiência que mais valia oferecer uma viagem à volta do mundo a cada pessoa que o via - nunca cheguei a recber o meu voucher :(.
      O Luís Caetano também desapareceu do "Todas as Palavras" da rtp-3, que ficou reduzido a 20 minutos, e que desaparece sempre que há algum importante jogo de futebol...

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    2. Tem toda a razão: os exemplos de desinteresse e desistência da televisão pública pela literatura são múltiplos. Eu só espero que não me roubem a antena 2 porque quanto à televisão, pública ou não, já pouco a vejo.

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  5. Parabéns a todos aqueles que defendem a Língua Portuguesa, não apenas dentro ou fora dos acordos, mas sobretudo no dia-a-dia, onde se vêem os maiores atentados à sua forma e textura.
    Parabéns ao jornalista, em particular, que não conheço mas que reconheço nos elogios da Autora do Blogue.

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    1. Concordo e ainda bem que falou nisso. Parabéns a todos os que insistem e defendem a língua portuguesa no quotidiano. Agora e sempre:).

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  6. Embora o não conheça, concordo com o jornalista Nuno Pacheco quanto à tomada de posição sobre o AO e a língua portuguesa em geral, entidade emérita que muito prezo e a quem só por desconhecimento ou distracção desaponto. Mea culpa. Parece ter sido um prémio bem atribuído. E o reconhecimento do trabalho desenvolvido e do valor pessoal faz bem ao ego. O espelho dá jeito e por vezes falta.
    BFS

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