Ouvir os mestres

Anabela Mota Ribeiro anuncia-se de novo imparável; e promete para 2018 continuar a coordenar as sessões Ler no Chiado, uma nova leva de emissões do programa Curso de Cultura Geral na RTP 2 e ainda, um domingo por mês, no CCB, o ciclo (Quase) Toda Uma Vida, que nos traz os mais sábios de todos, os mais velhos. No domingo, estará, de resto, a conversar com o historiador António Borges Coelho, um homem nascido em Trás-os-Montes que admiro muito (esteve preso seis anos no Forte de Peniche no tempo do fascismo) e que, depois de uma longa carreira universitária (era professor na Faculdade de Letras de Lisboa quando eu lá andava e foi até professor de um dos meus irmãos), decidiu começar a escrever uma História de Portugal – e sozinho! – aos 80 anos, mais coisa menos coisa, que está a sair com a chancela da Caminho  e da qual já estão disponíveis seis volumes (caramba!). Portanto, se puder ir ouvir este grande senhor, a conversa promete e de certeza que aprende muita coisa.

Comentários

  1. Estes dois sim, adorava poder ir ouvi-los.
    Aliás, a Anabela Mota Ribeiro tem o toque de Midas: tudo o que faz vira ouro.
    Bom saber que o Curso de Cultura Geral vai voltar.

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  2. António Luiz Pacheco12 de janeiro de 2018 às 02:38

    Sempre pensei que escrever (mais uma...) história de Portugal, fosse trabalho aí para uma vida inteira ou perto disso... a menos que se trate de uma história de Portugal sobre um dado período ou tema.
    Agora uma história desde o início parece-me coisa para muito fôlego - sem duvidar do saber da pessoa em questão - mas então se tivermos em conta que para ser completa deve incluir também o período antes da fundação da nacionalidade, aliás que me parece escasso em informação pois tenho sobretudo obras avulsas sobre esse período, pelo qual nutro grande curiosidade, em particular o período antes dos romanos e depois o dos reis visigodos, além de invejar a sua coragem só lhe desejo longa vida para levar até ao fim a sua empresa!

    Saudações Kaluandas!

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  3. António Luiz Pacheco12 de janeiro de 2018 às 02:41

    Na minha ignorância assumida, creio não estar errado se disser que um historiador escreve sobre história e pode fazê-lo apenas sobre um tema, assunto, período, certo? Para ser historiador não tem que escrever TODA a história?
    Daí a minha admiração pelo acometimento deste notável que pelo que percebi está a escrever uma história completa!

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  4. Dois transmontanos! Muito bom.

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    1. Plenamende de acordo, pese embora o que disse o outro... E a Anabela é linda (nada desdentada), culta e inteligente.

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  5. Diz-se assim: Seguro morreu de velho. Nem gregos ou troianos, somente espartanos elevaram a categoria disciplinar à risca e, historicamente se fizeram acontecer nos levantes estratégicos (tecnicamente) em prol de civilizar. As aspirações individuais através da "fragmentação" de estudos históricos, além de emuldurar ou balizar feitos e conquistas, simbolizam a consistência enquanto manancial literário. Assim o é memória e, se o foi vertente em transbordar acontecimentos 'enquanto memória' reserva-se ou preserva-se o sabor de fonte; eis o casca grossa da história o Mestre. Excelente Rosário!


    Cláudia da Silva Tomazi

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  6. Curso de Cultura Geral está de volta...se fôr igual ao anterior desde já o podem embrulhar porque foi o maior pastel que surgiu nos últimos tempos sobre tão precioso tema e que conseguiu certamente afastar de imediato qualquer candidato a leitor.
    Vi nele apenas um programa elitista destinado certamente a pouca mais de meia dúzia de pessoas. Uma grande chatice.
    Obviamente que, mais uma vez, estou a falar por mim e apenas por mim e apenas pelo meu gosto.
    E, na minha opinião, bem precisávamos de um bom programa de Cultura Geral onde coubessem não apenas os Mitroglus...

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    1. Engraçado, a mim todos os programas me fizeram ir pesquisar qualquer coisa: um livro, uma pintura, um museu.
      Mas isso deve ser porque sou muito ignorante e me contento com pouco...
      Para quem sabe tudo os programas devem ser uma maçada.

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  7. Pronunciei-me desfavoravelmente ao Curso de Cultura Geral na RTP2 porque tinha um figurino anti-televisivo. No ambiente agora anunciado parece tentador, hei de frequentá-lo.

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  8. Tenho muita pena de não o ouvir. Mas tem desde já a minha sincera admiração no sentido do espanto e de ser uma pessoa que admiro.

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