Mulheres em alta
As mulheres estão em alta. Há mais mulheres licenciadas todos os anos em Portugal e mais mulheres do que homens nas universidades portuguesas. Nos EUA, as mulheres resolveram queixar-se dos homens e tramaram muitos deles para o resto da vida. No Reino Unido, as mulheres escritoras dominam o Top de vendas. A principal responsável é a TV, por causa das séries baseadas nos livros de Margaret Atwood, The Handmaid’s Tale e Alias Grace; mas, nos restantes oito lugares do Top 10, só existe um homem, Murakami. Fazem parte da lista A Serpente do Essex, de Sarah Perry, dois livros (um romance e uma colectânea de poemas) de Helen Dunmore (o facto de ter morrido recentemente não deve ser estranho ao aumento da procura, é um clássico); a eterna Elena Ferrante, Naomi Alderman (que ganhou o prémio de ficção escrita por mulheres com The Power) e ainda Ali Smith, Zadie Smith, Maggie O’Farrell e Arundhati Roy. Nem o Prémio Nobel entregue em Outubro a Kazuo Ishiguro ajudou o sexo masculino desta vez… Talvez tenha começado uma era das mulheres. Nunca se sabe.
P.S. Porque já tinha avisado, os comentários que considerei ofensivos e disparatados foram eliminados. Perdoem-me os que comentaram esses comentários e que também desapareceram, mas não fazia sentido deixá-los.
Se não estou em erro foi o Diderot quem dizia " que há muito mais choupanas do que palácios, logo é mais provável o génio brotar duma choupana do que dum palácio..." Se existem mais mulheres do que homens em todas as actividades humanas, logo é mais provável, matematicamente falando, que o génio literário, (ou outro) brote dum cérebro feminino do que dum macho. Lógica da batata, não!?
ResponderEliminarQue tonteria. As mulheres sempre tiveram - e continuam a ter - outros deveres que as afastavam da escrita. Isso é mais que sabido. A sua "lógica" é perfeitamente descabida. Basta ler "Um quarto só para si" da Virginia Woolf
EliminarBom dia. Ser mulher virou sinónimo de Outubro rosa! Combater violência, combater injustiça e combater desigualdades nos tornou cheias de ânimo; gosto de uma boa causa. Atualmente o registo à galope no significativo tempo à considerar o Green Card fora substituído por atributos autônomos e, funcionalmente engajado a causas de excelência. Corporativismo inclusive sob o status no fiel da balança, lembram as prostitutas russas e se lhe fizeram propaganda, um puto qualquer. No Reino Unido sobrou até um título de princesa para uma desconhecida atriz. Logo, lá donde o ícone Jackie Kennedy Onassis, que tanto foi acolhida, nunca quis saber de atrizes na família. O conceito na receita do aceito ou azeite, têm suas vantagens e, se lhe diga Donald Trump que escolheu à dedo sua atual companheira (diga-se) do outro lado do Atlântico; de vez em quando lhe rouba a cena. As mulheres convergem na animosidade e virtude, completam-se e vislumbram acontecimentos históricos e haja Merkel que o diga, também Lepem a francesa do cofrinho, Teresa May e por aí vai... Excelente tema Rosário!
ResponderEliminarCláudia da Silva Tomazi
Hum... e as mulheres alguma vez estiveram em baixa?
ResponderEliminarMas alguém duvida disso? Só quem seja pouco esclarecido e não conheça a história da humanidade, as mulheres têm o condão de dar a vida, carregando o filho e depois dando à luz, logo e portanto daí, a sua supremacia. O resto... vem por acréscimo e a genialidade não tem sexo, felizmente, pelo que temos grandes escritores homens, mulheres e homossexuais.
Não sou sexista, mas sei reconhecer as diferenças. O que vejo na actualidade é um feminismo exacerbado, que é tão mau quanto o machismo pelas mesmíssimas razões, para não falar na homossexualidade agressiva que tenta dominar certos sectores..
Saudações masculinas e diferenciadas, mas esclarecidas, cá da Cidade Morena!
Bolas, sou eu... computador novo não reconhecido ainda!!!!
EliminarUi... uma era das mulheres... Como muito bem diz o António Luiz Pacheco as mulheres sempre estiveram em alta. Impossível não as amar e reconhecer o mérito do género. Mas desigualdades de sentido contrário, não! Bem vindas ao mundo da igualdade, ao do equilíbrio dos géneros.
ResponderEliminarAbsolutamente, por isso mesmo, como eu já salientei, sempre caminhei na vida (e caminho) ao lado das mulheres porque foi isso que aprendi com o meu Pai e com a minha Mãe.
ResponderEliminarDaí o meu repúdio pelo machismo e, naturalmente, pelo feminismo.
Ó Cara amiga e extraordinária MRP, porque é que será disparatado e ofensivo quando não dizemos amen a tudo e teremos de estar sempre obrigatoriamente de acordo com a "voz do dono" -uma maneira de dizer, atenção-?
ResponderEliminarSei que a verdade é revolucionária e talvez por isso mesmo a poetisa, a escritora e, sobretudo, a editora MRP agora surpreendeu-me.
Mas obviamente que tem todo o direito de apagar os comentários que entenda como tal, mas confesso que quando comento só escrevo aquilo que EU penso ser a verdade, embora naturalmente me sujeite a que não estejam de acordo comigo.
Mas não será isto a tão apregoada democracia?
Não, não será!
EliminarA tão apregoada democracia é a participação do povo no governo de um país.
Cabecinha confusa, hein?
O talento não tem um sexo pré definido. Mas como alguém diz lá em cima, há mais mulheres que homens: Desde que elas tenham a liberdade necessária para criar ou fazer aquilo que gostam e nisso se aperfeiçoarem, ombreiam com os homens. Sem necessidade de contabilidades de um lado e do outro, qualidade a metro nunca se viu.
ResponderEliminarE se neste momento estão em alta - na Europa? No mundo? Na Somália? -, talvez seja por haver casos e lugares onde a igualdade de género existe.Fico contente que assim seja, o reconhecimento público importa. Mas as do post contam-se pelos dedos e as que vivem desiguais em direitos e deveres, são incontáveis.
A sua última frase é tão verdadeira, Beatriz, tão tristemente verdadeira.
EliminarComo também é triste ler dois comentários mais acima em que se diz que as mulheres sempre estiveram em alta...