Empréstimos

As bibliotecas emprestam livros desde sempre a quem os queira levar para casa e devolver no fim da leitura (dantes, quem se atrasava pagava multa e quem não devolvia nunca mais podia pedir livros); mas é mais raro, digo eu, alguém emprestar livros seus a uma biblioteca, trazê-los de casa e deixá-los nas estantes para quem se interessar. É o que faz, porém, várias vezes o físico e grande divulgador de ciência Carlos Fiolhais em relação à Biblioteca Rómulo de Carvalho, na Universidade de Coimbra, uma biblioteca especializada em livros de ciência onde, segundo leio, não há espaço para manuais, mas obras que abordem a ciência de qualquer perspectiva, incluindo BD, ficção científica e, dado o patrono, até poesia! Carlos Fiolhais é um homem da Universidade, claro, mas é uma figura que ama os livros (pintava muito bem em jovem e, com o prémio de pintura que ganhou, comprou… livros!) e tem muitas histórias fascinantes para contar sobre essa sua paixão. Leia-se, pois, esta entrevista de Vera Novais que não se pode perder. Como quem deixa um livro novo na estante, aqui fica o link.


 


http://observador.pt/especiais/carlos-fiolhais-fiquei-preso-na-gruta-de-mira-de-aire-parece-que-estamos-sepultados-vivos/


 

Comentários

  1. Um exemplo de altruísmo. Muito bom.

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  2. as bibliotecas são autênticos lugares de conhecimento , são das Instituições mais uteis para a Humanidade na minha opinião; Bem haja ao Carlos Fiolhais ;

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  3. Tem razão, é uma entrevista a não perder - que homem extraordinário!
    Costumava lê-lo no Público e no JL, mas não sabia que tinha tido uma vida tão aventurosa nem que era de origem humilde, sem livros em casa.
    Eu gosto imenso de bibliotecas, na minha juventude não havia internet e todas as pesquisas eram feitas aí.
    Em agradecimento ao que me deram, gosto muito de doar livros e também filmes quando as estantes cá em casa ficam muito cheias - gosto de saber que podem ser úteis para alguém.

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  4. Desperta alegria, acompanhar esta simplicidade em lidar com ciência do professor Dr.Carlos Fiolhais, o acompanhei durante anos no Blog especializado De Rerum Natura e, aprendi muito com seu jeito simples, honesto em ser. Também, otimizou a Biblioteca Joanina elevando o nível de pesquisa e responsável o Centro de Ciência Viva Rômulo de Carvalho, Universidade de Coimbra que desempenha um papel fundamental em comunicar ciência. Na atualidade o nome Carlos Fiolhais um dos Académicos que melhor representa Portugal em número de citações de artigos. Poucos conseguem perceber a consistência ou substância do trabalho educativo se não estiver atrelada à números, mas a prática educativa e o mérito de qualquer excelente resultado, converge o acertivo acolhimento, sob vigilância e convivência de gente criativa. Com relação à biblioteca no que toca o assunto de livros, já presentei algumas e pretendo presentear outras. Sim, livros são presentes.


    Cláudia da Silva Tomazi

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  5. Também eu gosto de dar livros e já doei alguns á biblioteca da universidade sénior da Portela que frequento. Não me esqueço que o meu gosto pela leitura começou nos anos 60 pelo empréstimo que as bibliotecas itinerantes da Gulbenkian faziam pelo interior do país. Também eu sou de origens humildes e não me envergonho disso; que me lembre, lá por casa só existiam três ou quatro livros: Scenas da Minha Aldeia, Amor de Perdição, o Monte dos Vendavais e Fui Criada de Hitler.Admiro o Carlos Fiolhais especialmente através dos seus artigos na imprensa cultural ou outra.

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  6. António Luiz Pacheco31 de janeiro de 2018 às 04:42

    Uma bonita atitude, essa, sobretudo se tivermos em conta que há livros de ciência que são difíceis de arranjar ou muitíssimo caros - normalmente são caros! Os estudantes para aceder a eles passam dificuldades, esta uma excelente solução...

    Saudações emprestadas cá da Cidade Morena!

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  7. Rosário: as bibliotecas têm por regra penalizar quem não entrega os livros dentro do prazo. Ficam os utilizadores prevaricadores impedidos de levar livros, normalmente pelo tempo excedido. Se há instituição que funciona bem neste país são, em geral, as bibliotecas. Sendo grande utilizador semanal delas, venho complementar a informação da Rosário. Muitas hoje tem não só os livros normais para emprestar (normalmente cinco por semana, passíveis de renovação), como livros para trocar. É o caso das Bibliotecas de Oeiras, de Cascais, de Lisboa. Mesmo nalgumas Universidades - como uma que frequentei recentemente - podem-se trocar livros. Acresce que as Bibliotecas estão sempre cheias. A ideia que tenho é que nunca tantos leram tanto como agora.
    Assim - e porque neste espaço há muitos leitores/autores - que cedam os seus livros às Bibliotecas das suas zonas: as Bibliotecas e os seus Leitores agradecem.

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