Ambiente propício

As salas de aulas do 1º Ciclo do Ensino Básico passarão, no Município de Leiria, a ter espaços de leitura – se as escolas, claro, assim o entenderem e quiserem aderir ao projecto. E, se quiserem, a Câmara propõe oferecer-lhes uma estante, um tapete, 15 livros, um sofá, um conjunto de almofadas e sabe-se lá o que mais que possa tornar esse espaço convidativo para as crianças (por acaso, até se sabe, e é um tablet, rrrr). Segundo leio no Público, que divulga a notícia, a ideia é colocar a promoção da leitura no centro dos esforços da escola primária, criando para isso um ambiente favorável dentro do próprio lugar de aprendizagem. Supostamente, as escolas candidatar-se-ão a esta «renovação de mobiliário» (estou  brincar, mas nunca se sabe) e quinze serão contempladas. Esperemos que essas candidaturas venham de facto de professores motivados e amantes dos livros. Porque, por mais ambiente que exista, se os professores não interagirem com as crianças no momento da leitura nem criarem rotinas nas suas aulas, de nada servirá um tapete felpudo, um sofá confortável ou meia dúzia de coxins. O tablet, esse, será certamente muito utilizado… Em todo o caso, parabéns a Leiria.

Comentários

  1. Interessante. Recordo dos "pouquíssimos" movimentos que participei, os quais distribuí exemplares de livros com efeito de estimular a leitura e harmonia em lhes agraciar (neste sentido). Creio, quem dedica-se em práticas desta natureza, mergulha fundamentalmente na questão principal do valor humano e emerge se lhe proporcionar engajamento filantrópico. Pertencer à está superfície requer nível de desprendimento e orientação familiar (salutar) na alegria de boas ações. Especialmente nos dias em que atitudes de doação (em causa livros) simbolizam está harmonia do saber, deveras dinâmica à prática do conhecimento.


    Cláudia da Silva Tomazi

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    1. Desculpe, mas não entendi rigorosamente nada do que redigiu!!!

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  2. António Luiz Pacheco16 de janeiro de 2018 às 03:24

    Parece ser uma boa iniciativa... enfim , mais uma pois já assisti antes a outras tentativas ou anunciadas acções que ou não se realizaram ou não deram certo.
    Estou a ser pessimista?
    Nada disso, mas sou uma pessoa que acredita na análise daquilo que correu mal para se poder emendar, e obter resultados. Só quem faz é que erra!

    Uma sala de leitura terá óbviamente de ter livros que atraiam os leitores e a primeira coisa será definir o "alvo", saber o que lerão ou gostam de ler, não me choca nada se for o Harry Potter ou o Senhor dos Anéis, o Dan Simmons, o Rodrigues dos Santos ao contrário de irem logo pôr nas estantes Saramago e afins, que não serão atractivos para o tal leitor-alvo.

    Autores e obras aparte, espero que as escolhas sejam ponderadas e bem dirigidas por quem há-de saber, naturalmente os professores daquela escola!

    Saudações leitoras cá da Cidade Morena (de novo...).

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    1. O Saramago também escreveu livros para crianças, tal como o Mia Couto, o Vergílio Ferreira ou o Miguel Sousa Tavares, por exemplo. Até o Faulkner e a Ferrante escreveram...

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    2. Para começar tem de ser um livro a que vão ganhando interesse e gosto; se o tempo de leitura não é naturalmente respeitado e desejado, bem podem chover autores de renome. Parece-me uma boa iniciativa. Mas temo um pouco as regras e sua inflexibilidade. Ler por obrigação é contrapruducente.

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    3. Beatriz, eu só estava a dizer ao nosso amigo Pacheco que até o "Saramago e afins" podem entrar nesses espaços de leitura, mas apenas com os livros que escreveram para crianças dos 6 aos 10 anos.
      Claro que existem muitos livros maravilhosamente escritos e ilustrados por especialistas nessa faixa etária e que devem fazer parte dessas bibliotecas.
      Obrigar a ler: nunca!
      Sugerir, incentivar: sempre!

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  3. Sem dúvida que o empenhamento dos educadores é o fator essencial !

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  4. Boa iniciativa. Parabéns à Câmara Municipal de Leiria.
    Podiam, no fim do ano letivo, promover uma sessão de escrita, ficando os textos reunidos num "volume" organizado pelas próprias crianças.

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    1. Nem de propósito! O livro A Maior Flor do Mundo, do Saramago (Caminho 2001), termina assim:
      «Quem sabe se um dia virei a ler outra vez esta história, escrita por ti que me lês, mas muito mais bonita?...»

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