Solidariedade

Hoje estava sem assunto (costumo escrever os posts com alguma antecedência mas tive uma valente gripe na semana passada e, para que os Extraordinários não ficassem a seco, gastei tudo o que tinha). Assim, resolvi aproveitar uma iniciativa da LeYa e divulgá-la, já que estamos perto do Natal e quanto mais gente puder ajudar melhor. Chama-se Vamos dar cor onde ainda há cinzas e mobiliza livrarias, escolas e famílias na ajuda às populações atingidas pelos incêndios de 2017 com a oferta dos bens que ainda fazem falta: material escolar, alimentos não perecíveis, produtos de higiene e limpeza, pequenos electrodomésticos, ferramentas, sementes, ração para animais e roupa tamanho XL e XXL (só estes tamanhos!). Se estiver interessado em colaborar, entre 6 de Dezembro a 6 de Janeiro, a sede da LeYa em Alfragide, a delegação de Serzedo, todas as livrarias LeYa em território continental e duas livrarias parceiras vão converter-se em autênticos pontos de recolha de bens destinados aos distritos de Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu. Nesta quadra festiva, cada um de nós poderá ajudar a fazer a diferença para muitas famílias, doando bens que irão colmatar as necessidades locais identificadas junto das escolas e câmaras municipais desses distritos. Os bens reunidos serão posteriormente entregues pela LeYa nos agrupamentos escolares, câmaras municipais e associações dos distritos indicados. No âmbito desta iniciativa, a LeYa irá ainda doar mais de 5000 livros, para diferentes idades, às famílias afectadas pelos incêndios. Mais informações sobre esta iniciativa disponíveis no link abaixo:


 


www.leyaeducacao.com/leyasolidaria


 


LeYa Solidaria.jpg


 

Comentários

  1. Boa iniciativa!
    As empresas devem ser solidárias nestas situações, pois afinal são as pessoas/consumidoras quem sustenta as empresas e a sua razão de existir.
    E, digo as empresas!
    Infelizmente o Estado é pouco solidário... a solidariedade é até taxada, segundo dizem e se queixam.
    As pessoas, nós os portugueses, em contrapartida somos solidários e generosos no apoio, é um facto comprovado. Mas o Estado não é nós os portugueses, é uma outra entidade composta por gente muito pouco portuguesa, que nem gosta dos portugueses e nem governa para eles, o Estado sempre ambicionou governar outros povos, e tenta por isso mudar-nos, não nos respeita nem estima, governa mesmo contra nós!
    Há neste espaço muita gente da História, sabem isso melhor do que eu, que sobretudo o sinto!
    As empresas, infelizmente, também são quase sempre muito pouco portuguesas... preocupam-se sobretudo em ganhar o mais possível no mínimo espaço de tempo, fugir ao Estado que também as saqueia, e saquear por sua vez o país, o Estado e a quem consiga!
    Depois há as famosas instituições de solidariedade... muitas delas são pura treta ou forma de esbulhar o Estado, o contribuinte e os generosos doadores! Para esse peditório não dou!
    Fica-nos a solidariedade directa, aos que conhecemos e podemos apoiar e sabemos que vão receber da nossa mão aquilo que possamos contribuir...
    É que já nem roupas usadas são dadas, recolhem-nas e vendem-nas depois!!!!!
    É o que faço, há muito que não dou nem apoio... enfim salvo o Banco Alimentar a quem ainda dou mercearias...
    Estou a apoiar as vítimas dos incêndios, mas como digo, através daquilo que eu sei que lhe vai chegar, seja comida para os animais (domésticos e selvagens que as Organizações do Sector da Caça desde o primeiro momento fazem, como sempre fizeram) seja apoiando pessoas conhecidas, sempre directamente.

    No resto, haja solidariedade que é essa a obrigação do Estado e o dever social das empresas que vivem de nós, pessoas!

    Saudações solidárias cá da Cidade Morena, onde vou ajudando quem posso...

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    1. Concordo que a ajuda directa seja a mais eficaz, saber o que se entrega a quem, detectar no terreno as necessidades reais...mas os incêndios foram muito longe para muito português. Há que confiar nos intermediários. Se chega ao destino o que foi dado de coração?! Não sabemos. Mas, apesar dos maus exemplos que vemos quase diariamente, e são tantos que começo a duvidar que haja gente boa e honesta (nos governos há cada vez menos, pelo visto), parece ao meu parco entender que se cada um fizer a sua parte, as dádivas hão-de chegar. Na porta de minha casa nunca ninguém bateu e saiu como entrou. E aquela gente ficou sem nada.

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  2. Nunca tinha visto o António Luís Pacheco tão descrente.
    Parece-me que as pessoas que mantêm a crença numa certa solidariedade são RARÍSSIMAS.

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  3. Metaforicamente falando, a única forma de gostar das medidas XL e XXL é quando se aplicam à solidariedade.
    Manias por certo.
    Quanto ao resto é manter um olho no burro e outro ( no vocês sabem quem...) que não é uma minoria étnica.

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  4. Já não venho comentar a este blog há muito tempo. Comentei aqui - que me fartei - durante largo período, com um nick Martinho, sendo apenas o António Luiz Pacheco e a Cristina Torrão quem conhece (presumo eu) a minha verdadeira identificação.
    Perante o que li hoje, é caso para deixar à ilustre editora e anfitriã o desafio que se promove num comentário seu à notícia que entrou há pouco no meu conhecimento, e que é esta:
    Um excerto de “O Palácio” (“Le Palace”), romance da autoria do falecido escritor francês
    "Claude Simon, Prémio Nobel da Literatura em 1985, não foi aceite por 19 editoras, depois de um fã do autor, Serge Volle, de 70 anos, ter enviado 50 páginas da obra originalmente publicada em 1962 com o pressuposto de que seria "material novo"
    "Neste "teste cego" estava implícita a pergunta: seria hoje publicado um livro se ninguém conhecesse o seu autor?
    "Seis meses depois, Volle conta à rádio publica francesa que recebeu 12 respostas negativas e ficou sem resposta das restantes sete. Resumindo, nenhum editor viu potencial no romance de Simon, cuja ação decorre durante a Guerra Civil Espanhola.
    "Numa das cartas de recusa, partilha a AFP, um dos editores afirmou que as "frases intermináveis" do livro não prenderiam os leitores. Mais, acusa a obra de não ter "uma trama real com personagens bem delineados".

    Pode-se ler em http://24.sapo.pt/vida/artigos/ele-ja-ganhou-um-nobel-agora-foi-recusado-por-19-editoras

    Não sei se é assunto que convenha a um blog onde prepondera a fisionomia de uma editora por excelência, que eu prezo. Será, "grosso modo" como falar em corda em casa de enforcado, salvo seja.

    De qualquer forma, não podia deixar escapar a oportunidade para chamar a atenção para esta perplexidade.

    Ao Luiz Pacheco da Terra Morena e à Cristina Torrão da Terra dos Teutões, bem como à infatigável e sempre atenta Maria do Rosário, um especial voto de Feliz Natal, extensivo aos outros comentadores.

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    1. Por acaso, li essa mesma notícia... num lugar que não cito, pois era capaz de ser aqui muito mal aceite, eheheheh! Aposto que a Cristina Torrão também leu, e, mais uns quantos Extraordinários que ás vezes tertuliamos (e discutimos.. olá!) nesse local.
      Achei de uma ironia Extraordinária, é só o que digo... mas dava aqui pano para mangas, olá se dava! Eheheheh!

      Um abraço !

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    2. Lembro-me bem do Joca Martinho, que mais tarde (pelo estilo) descobri ser o Fernando - lembra-se?
      Escrevia policiais, se bem me recordo.
      E já que estamos com mistérios, também não vou assinar.
      Feliz Natal!

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    3. Muito obrigada pelo voto de Feliz Natal, que retribuo.

      Por acaso, não tinha conhecimento do artigo que refere, mas sinceramente não me deixa perplexa. É normal que assim aconteça. Os editores (quase) só leem aquilo que lhes é recomendado por conhecidos. Se, por acaso, se dão ao trabalho de ler algo que lhes chega sem referências (as primeiras páginas), recusam em 99,999 % dos casos. A opinião dos editores é muito subjetiva, diga-se, influenciada por nomes que conhecem (ou por outros salamaleques, mas isso é outra história). Para aceitar o manuscrito de um "no name", tinha de ser coisa que os fizesse cair de costas, o que é raríssimo (talvez até menos de 0,00001 % ). Os editores querem brilhar eles próprios, por um lado, e fazer negócio, por outro, o que aliás é legítimo e o que influencia grandemente a opinião que possam ter por um texto. Além disso, o mundo da publicação livreira é cheia de estratégias e esquemas calculados.

      Não me estou a queixar, nem a "largar bílis", apenas a ser o mais objetiva possível, transmitindo aquilo que observo há mais de dez anos e que se prova em artigos como este que cita. É assim, nada se pode fazer. O tempo não chega para tudo. A única coisa que alguém desconhecido pode fazer é tentar introduzir-se em certos círculos, ou tentar concursos literários, pode ser que alguém com nome engrace com a sua escrita. Mas a questão dos concursos literários também tem que se lhe diga, pois os manuscritos concorrentes, muitas vezes, não são lidos (tenho provas disso).

      Resta-me acrescentar que não me lembro de quem seja, mesmo o nick Martinho não me ajuda, mas não leve a mal, a minha memória, por vezes, falha

      Boas Festas também para a nossa Anfitriã e todos os Extraordinários!

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    4. Não tenha ilusões: os editores nunca caem de costas. eles estão sempre de papo para o negócio da literatura (?).

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    5. Aprecio mistérios, História e histórias, ficção, poesia e banda desenhada; gosto das pessoas que se lembram e são simpáticas. Detesto o corrector dos textos nos blogs (daí muitas gralhas de pormenor) e o Novo Acordo Hortográfico (aqui não é gralha, porque assim o reconheço) e daquelas pessoas que pensam como se estivessem no tempo das candeias de barro.
      Eis o Fernando, quiçá Joca Martinho, descoberto neste jogo de esgrima e do qual só tem a dizer: "touché!"

      Fernando Joca Martinho

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    6. Só agora reparei, ó caro Pacheco, eu nunca discuto, nem tertulio (tertuleio? enfim, o verbo não existe, é igual ao litro) num local que possa ser aqui mal aceite!

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    7. Ora, tomei umas liberdades poéticas... perfeitamente aceitáveis, penso eu! Eheheheh!

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    8. Pois é, mas eu não me dou bem com essas coisas largadas à la Trump, por trás das quais ninguém sabe o que se esconde...

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    9. Também gosto das pessoas que se lembram. E ainda bem que me lembrei dos seus outros nomes, trazendo assim mais alguma animação aqui aos comentários.
      Venha mais vezes!
      E agora vou assinar: Antonieta.

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    10. Caríssima Extraordinária
      Antonieta

      Se eu agora dissesse que o meu faro "policiário" tinha adivinhado aquele anónimo comentário, julgaria que eu só acerto nas soluções quando vejo as soluções. Mas é isso mesmo. Sem certeza absoluta, pensei: só pode ser a Antonieta. Não havia certezas, era um palpite.
      Fico-lhe grato pelo seu comentário. E também pela sua Extraordinária memória. Nem outra coisa seria de esperar de alguém que se encontra ligado ao mais recôndito e ao mais histórico dos distritos, junto à fronteira com a Espanha, onde as gentes, com a sinceridade e bonomia habitual, não deixam de ser das mais resistentes da nação lusa.

      Um Bom Natal para si

      Fernando Joca Martinho (SC)

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  5. Abençoada gripe: continua a valer o ordenado por inteiro.

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