Para arquivo

Ui, já há muito que não me desloco com autores a essa livraria de Leiria que eu adoro, a Arquivo - e nem sei bem explicar porquê, mas talvez porque a maioria dos livros que publiquei este ano eram de autores que, na verdade, já alguma vez lá tinham estado, sozinhos ou acompanhados. O que é certo é que temos lá uma sessão marcada para hoje à tarde à roda de Os Loucos da Rua Mazur, o romance de João Pinto Coelho que venceu a mais recente edição do Prémio LeYa, e eu espero reencontrar muitos dos leitores que costumo ver pela Arquivo e com quem me habituei a ir pondo a conversa em dia de tantos em tantos meses. E bem assim a Susana Neves, que organiza estas sessões e sucedeu à Paulinha, que foi a minha anfitriã muitos anos. O livro, desde que saiu, já gerou uma polémica na Polónia, onde os jornais de extrema-direita ficaram muito zangados porque o episódio central de Os Loucos da Rua Mazur é um trágico incidente verdadeiro causado por católicos polacos durante a ocupação nazi. Mas a tentativa de branquear os factos não faz qualquer sentido, até porque anteriores presidentes da Polónia já pediram desculpa pelo sucedido. Além disso, estamos a falar de ficção, o que permitiria (embora não seja o caso) inventar uma história que nem sequer se tivesse passado. No entanto, passou-se e nós vamos também passar por Leiria mais logo para falar dela, esperando que, estando lá perto, nos possa vir fazer companhia.


 


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Comentários

  1. Para mim não poderá ser assunto para um encontro em Leiria mas sê-lo-à para o Natal.

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  2. Boa sorte para Quarta-feira 13, então!
    Boa sorte para o livro, que vai para a lista das aquisições... o tema parece interessante, polémicas polacas à parte! Eheheheh!

    São os votos cá da Cidade Morena.

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  3. Engraçado, essa discussão de ser ficção ou nem, recorda interessante frase da Nóbel francesa Marie Curie. O tal episódio simbólico onde seu cônjuge em sofrendo acidente no atravessar a rua, expos os miolos no chão; ela simplesmente lamenta a perda de forma no (mínimo) curiosa. No entanto, a biografia expressa àquela reacção sinistra e pronto, factos est. Tem mais, no dito popular diz: "perdido por um, perdido por um cento"... Criar polémica sempre foi uma decisão necessária, porém ser razoável da circunstância é para poucos e, se bem o conheço o autor do livro, este fidelizou sua pesquisa em razão clássica. Fidelizar o conforto em tragédia, poucos o fazem e se o fazem com dignidade o resultado, trás luz à sapiência. Sempre louvável o vigor em notícias de vários modos expressada e já o deu perceber à exaustão, tratar-se medíocres desagravos e principalmente se os há em picuinhas e na área política (duvidoso tapete). Outro sim, a idoneidade do livro Os loucos da rua Mazur, logo trata-se ar Novo à curar injustiça. Argumenta o modo lúdico e não menos sereno por torna-se distante em outro país na prática o sinal do inconformismo. E, já o dissera outro: "santo da terra não faz milagre". Tudo bem, legitimar alguma questão de 'ordem' histórica e mundial, requer tutano. Meu querido você menciona factos com maestria e tenha sempre fé na sua capacidade de coesão! Parabéns João

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  4. O primeiro presente que recebi este Natal: Os loucos da rua Mazur.

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    Respostas
    1. Também foi o meu primeiro presente de Natal...

      E quero gostar tanto como de "Sarah Gross".

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    2. Não li "Sarah Gross". Sou estreante no autor:). Depois se vê.

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