Ibero-americana

Para quem se queixa do preço dos livros, não há desculpas: aqui está uma belíssima colecção que o Público vende desde o último dia 24 a preço mesmo módico. Julgo que são apenas 4,45 Euros – e a notícia é excelente se pensarmos que o Natal está à porta e que os doze títulos que compõem a série são obras-primas indiscutíveis; para quem já possua a maioria, os livros podem constituir um excelente presente para alguém que esteja a começar a montar a sua biblioteca (quero crer que ainda existam alguns jovens que o façam, senão o melhor é reformar-me). O domínio é o da literatura ibero-americana (a melhor) e, além de Lobo Antunes (Portugal) e Juan Marsé (Espanha), representando a Europa (e muito bem), há obras de Jorge Amado (Brasil), García Márquez (Colômbia), Vargas Llosa (Peru), Cortázar (Argentina), Juan Rulfo (México), Alejo Carpentier (Cuba), Skármeta (Chile), Augusto Monterrosso (Honduras), Feliberto Hernández (Uruguai) e Miguel Ángel Asturias (Prémio Nobel da Literatura em 1967, oriundo da Guatemala). Os livros têm um bonito grafismo, são resistentes (capinha dura) mas afeiçoam-se à mão (são jeitosinhos). E, claro, são  grandes textos, o que é o mais importante!

Comentários

  1. Rosário, penso que são restos de colecção, vendidos agora a metade do preço. É bom, sem dúvida, para quem os encontrar. Apenas um senão: esses saldos ficam-se pelas grandes cidades, nunca chegam ao interior do país.
    ap

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  2. Essa colecção não é de maio, junho e julho?

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  3. «O domínio é o da literatura ibero-americana (a melhor)».
    A melhor literatura ibero-americana, ou a melhor em relação a todas as outras?

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  4. Para adquirir esses títulos, suponho que se tenha de ir ali ao Colombo, onde há um balcão do Público que os vende? Ou estarei enganado e podem comprar-se nas livrarias?

    Claro que há (felizmente) uma grande diversidade de gostos, mas para mim e na actualidade a melhor literatura de um modo geral é sem dúvida a ibero-americana e a Norte-americana. Perguntar-me-ão se tenho lido todos os autores japoneses, europeus, indianos, africanos e sei lá que mais da actualidade: A resposta é "não", ser-me-ia impossível fazê-lo, mas o que vou espreitando por aí faz-me pensar assim!
    Vou gostando de um ou outro fora daqueles, claro, mas no geral é onde encontro aquilo que mais me agrada.

    Saudações ibero-africanas cá da Cidade Morena.

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  5. Afinal o Prémio Oceanos foi ganho pela portuguesa Ana Teresa Pereira com o romance Karen.
    Parabéns à autora!
    ap

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  6. Emílio Gouveia Miranda30 de novembro de 2017 às 07:27

    Relativamente ao preço dos livros, sempre tive uma opinião: há quem dê muito mais por uma noite de copos e, para além de não aprender nada, ganha uma ressaca.
    Mas, como tudo, são opiniões...
    Cada um investe no que mais gosta. Quanto a mim invisto em livros e o que verifico, no seguimento do que é preconizado pelo texto de hoje, há livros (bons livros) a excelentes preços. E uma variedade como nunca antes. Claro que as novidades nem sempre são assim tão em conta, e uma coisa vos garanto, não são os autores quem mais ganha...
    Mas que sejam caros, penso que há pechisbeque(s) muito mais caros.
    A única vantagem é que não dão tanto trabalho.
    Abraços a todos.
    PS: Gostos não se discutem e há quem goste de ler, quem goste de futebol e quem goste de copos.

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    1. A aquisição de material de leitura - livros - é hoje mais fácil. Mesmo se os livros da colecção não chegam à província, os provincianos já usam a net para encomendar e visitam mais a cidade. E há muitos mais livros disponíveis.

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    2. É bom saber que há anónimos que sabem, com tanta certeza, o que se passa na província e como se comportam os provincianos.
      Anónimo e 1/2

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    3. Principalmente quando se fala assim dos provincianos, como se eles fossem atrasados mentais, provincianos, saloios e até uns tristes, enfim...

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  7. Li, há muitos anos, "O SENHOR PRESIDENTE" do guatemalteco Miguel Angel Asturias, um livro excelente, do que melhor li sobre o autoritarismo das ditaduras latino americanas, a violência e a bestialidade humanas estão magistralmente descritas nesta grande obra que vale a pena ler.

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    1. Então estou com sorte pois consegui comprar precisamente esse livro (de um Nobel que nunca li) - e ainda os Rabos de Lagartixa, do Juan Marsé, outro autor que nunca li e que até já foi aqui recomendado pela Maria do Rosário.
      Há dias felizes...
      ap

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  8. Não se reforme, que deste lado escreve-lhe uma jovem que aqui vem, amiúde, à procura de sugestões de leitura!

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