Da diferença
É muito bom quando sabemos que pessoas que trabalharam connosco no princípio da sua carreira e de quem nos separámos a dada altura por contingências da vida continuaram com a sua paixão e fizeram conquistas importantes. Recentemente, descobri que a Sofia Fraga, que começou a trabalhar comigo na edição na época da QuidNovi e está actualmente na Porto Editora, onde trabalha os livros de escritores como Mário de Carvalho e Richard Zimler, acaba de publicar o seu primeiro livro – uma história infantil ilustrada pelo enorme Paulo Galindro, intitulada A Tartaruga Celeste o Menino Que Chorava Música (edição da Minotauro), na qual um menino (Pedro, como o filho mais velho da Sofia), em vez de chorar, canta verdadeiras árias de ópera; e uma tartaruga nasce curiosamente sem carapaça, o que mesmo assim não a impede de andar descontraidamente por aí a meter o nariz em tudo (a ilustração que a mostra de lenço na cabeça é mesmo uma delícia). Há também um anjo-estrela extenuado com uma busca, mas é melhor não adiantar mais nada... Trata-se de um livro bonito e inteligente para os mais novos folhearem, lerem e aprenderem a viver com a diferença (e aceitá-la nos outros, evidentemente), até porque, se fôssemos todos iguais, o mundo seria uma grande monotonia. Parabéns, Sofia, ficamos à espera do próximo. E diferente, claro!

Bom dia.
ResponderEliminarUm livro ilustrado ou um trabalho de ilustração adornado por palavras, é o que me parece esta obra, na leitura feita.
Ora aqui estão duas artes que casam na perfeição e permitem que se criem obras magníficas.
Parabéns a quem o faz.
Quão gracioso vosso Portugal; amizade e letras! Amei
ResponderEliminarCláudia da Silva Tomazi
Sem dúvida que há-de ser uma excelente e bem conseguida obra, aliás avaliada por si isso nem se discute!
ResponderEliminarTambém me congratulo sempre com o sucesso alheio, pois acredito que a vida nos trás de volta aquilo que fazemos e desejamos aos outros, cedo ou tarde!
Quanto ao livro ser para crianças, sou sempre muito crítico porque quase sempre e apesar da elevação das intenções, são fábulas para adultos e do interesse dos adultos que quase nunca atingem a compreensão infantil que quando muito gostam dos bonecos, e da história não alcançando a moral e nem percebem nada!
Pelo exposto, duvido uma vez mais que sensibilize ou seja do agrado dos infantis a quem teóricamente é dirigido. Mas claro que posso estar enganado...
Saudações saudáveis cá da Cidade Morena num dia de sereno.
O prof.Rui Pena Pires do Instituto Universidade de Lisboa, tem um interessante projeto,sob título: O problema da Integração, (se não me falha a memória). Inclusive no início da abordagem chama atenção com relação no sentido de integração, cita algo tipo "amigo, amigo e negócios à parte" claro, há quem confunda valores com odores. E, caríssimo ALP há adulto(s) que caminham à tolerância infantil e, se lhe faz algo em diferença o seria discernir essa natureza.
EliminarCláudia
Há mesmo adultos que só o são no número de anos e no físico, no resto permanecem infantis!
EliminarPode ser um problema ou nem por isso, é uma questão de os tratarmos como crianças e não como adultos... o que pode correr menos bem é quando eles ocupam infantilmente lugares e posições de adultos.
Que linda que é a capa deste livro.
ResponderEliminarSei que não se deve julgar o livro pela capa no entanto todos os livros merecem uma bela capa.
Um pormenor que me saltou à vista foi o " sarapintada ", que palavra engraçada ( vamos colorir as palavras ).
E depois as constelações.
A julgar pelas pistas que a capa dá é uma história a descobrir.
Não acho que seja fácil escrever para crianças, mas quem o sabe fazer, pois que abra a porta à magia.
Às vezes até eu volto a habitar a infância, não porque não tenha crescido, mas porque, talvez, tenha crescido demais.
E uma boa história é sempre uma boa história!
Uma boa história é sempre uma boa história!
EliminarSem dúvida, bem dito, se me permite!
Cumprimentos cá da Cidade Morena!
(Eia! Tanto ponto de exclamação!)
Pela capa parece-me bem. Oxalá venda bem e haja mais.
ResponderEliminarAntónio Luís, as exclamações fazem parte da vida como bem sabemos.
ResponderEliminarMas a verdade é que vamos perdendo a capacidade de exclamar, no ponto que ela contém de admiração.
Para muitos é um recurso estilístico a ser usado com tanta parcimónia que até asfixia. Descende de uma expressão latina para alegria, que é matéria escassa por estes dias.
O mundo está cheio de pontos finais e afinal tão poucos pontos de exclamação.