Aniversário
Falo muitas vezes aqui das Quintas de Leitura do Teatro de Campo Alegre, no Porto, mas existem outras, as 5.as, assim escritas, que acontecem na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz uma vez por mês (à quinta, claro), depois do jantar, e que festejam agora o seu oitavo aniversário. Já lá estive com imensos autores: João Ricardo Pedro, Paulo Moreiras, Ana Margarida de Carvalho, Nuno Camarneiro, Gabriela Ruivo Trindade, Afonso Reis Cabral e muitos outros, assistindo e acompanhando boas conversas com o público; e hoje, no âmbito das festividades, participo numa sessão com a presença dos escritores Mário Cláudio e João de Melo, ambos publicados pela chancela da Dom Quixote, que, embora vivendo longe um do outro, são amigos há muito tempo e têm uma afinidade difícil de encontrar em autores consagrados: gostam de ler livros de autores mais jovens e acompanhar a cena editorial nacional (são, aliás, muito requisitados por principiantes para lerem as suas obras). O presidente da Câmara da Figueira da Foz dá as boas-vindas e modera a conversa. Mas o público terá certamente muita coisa para perguntar. Se estiver, pois, para aqueles lados, apareça e venha trocar ideias connosco.

Terei lido bem, Maria do Rosário Pedreira? Não se esqueceu de ninguém, nesta sua enumeração de pessoas que participaram nas 5ªs de Leitura? Então e o grande impulsionador e entusiasta desta iniciativa? Também ele autor e de quem, por acaso, é editora? Hoje vai ser recebida pelo Presidente da Câmara. E quantas vezes foi recebida pelo Vereador da Cultura do anterior executivo? Se hoje vai /vamos estar na Biblioteca, isso deve-se à sensibilidade e dedicação "às coisas" da cultura" de António Tavares! Será que não merece uma referência da sua parte? Estou chocada. Isabel Ferreira
ResponderEliminarCalma, Isabel!
EliminarDe certeza que a grande «sensibilidade e dedicação de António Tavares "às coisas da cultura"» lhe permitem não ficar assim tão chocado por tão normal lapso quanto ficou a menina.
Não leve a mal.
Habitue-se a isto: os lapsos fazem parte da vida, e, portanto, da cultura.
Aliás, sem lapsos, os agentes e os receptores da cultura não a repensariam.
A cultura é dinâmica graças, em boa parte, aos lapsos, e às respectivas detecções, correcções -- e/ou eventuais silenciosas aceitações, quando for caso disso.
Palpita-me que será este o caso em apreço.
Não desafie o António Tavares a meter-se numa alhada desnecessária, que até parece mal, pois que ele, calculo eu, não vai nessa conversa.
E não leve a mal o meu comentário.
Oh meu Deus, Isabel! Mas eu enumerei apenas os autores convidados; e o António Tavares teve sempre a elegância de, apesar de escritor, não querer estar nessa qualidade numa acção da autarquia de que era vereador (faço-lhe a vénia). Sempre que falei aqui das 5.ªs anteriormente (basta fazer uma busca), mencionei o seu nome como moderador e anfitrião. Não o esqueço nem esquecerei, evidentemente. O que parece não é.
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