Não sei de razão provada. Acredito; sempre suponho que um livro premiado está bem escrito. Não sei também se era o melhor, mas tenho de confiar na opinião do júri. A nossa vida é muito feita de crença.
Parabéns ao escritor! Mas não deixa de ser estranho que ele, há cerca de uma semana, já soubesse que o seu novo romance estava quase a sair, nas suas próprias palavras, «ainda este ano».
Caríssimo(a), escusa de procurar muito, até porque aquilo que eu escrevi há cerca de uma semana foi o mesmo que escrevi várias vezes durante os últimos meses: correndo bem - eu repito, correndo bem -, o romance poderia ser publicado este ano. Tive essa expectativa quando enviei o original, mantive-a e partilhei-a com naturalidade sem revelar a quem quer que fosse que tinha concorrido. Que diabo há de estranho nisso?
Adorei "Perguntem a Sarah Gross" e vou ler este mal seja publicado. Muitos parabéns ao João, um dos extraordinários frequentadores deste extraordinário blog. Parabéns também a si, Rosário!
Parabéns ao João Pinto Coelho ! Ana Margarida de Carvalho (AMC) e João Pinto Coelho (JPC), ambos premiados nos últimos dias. Dois ficcionistas bem diferentes no estilo e na trama narrativa. AMC tem uma qualidade estilística elevada (algumas das suas frases pedem segunda leitura pela sua musicalidade e qualidade poética) mas o fio narrativo dos seus romances é sonhador, difícil de seguir, um pouco como o dos livros do António Lobo Antunes da última década, e isso acaba por tornar árdua a tarefa do leitor. JPC tem estilo menos refinado e mais escorreito, parece um escritor de matriz americana ou inglesa, saído de um curso avançado de "creative writing". Para ele o mais importante não é a musicalidade do estilo mas sim a originalidade do enredo. É com a narrativa que quer seduzir o leitor. Parece fácil mas, se calhar, é mais difícil do que juntar frases de elevada qualidade poética, com um fio narrativo um pouco vago. O JPC já mostrou neste blog que é um homem generoso e um artista polifacetado. Parece extravagante que um arquiteto/escritor português, presumivelmente não judeu (ou sê-lo-emos todos, nós os portugueses, pelo menos no nosso imaginário?), dedique os seus dois primeiros livros de ficção à Polónia do Holocausto.
Muito bom o "Perguntem a Sarah Gross", parabéns por esse livro e agora pelo prémio do segundo. É original, é aliciante, prende do princípio ao fim da história. Creio aliás que é livro para estimular os mais jovens a ler, coisa que tento fazer. Este ano, numa turma de jovens 50% admitiu nunca ter lido um livro até ao fim. Mais: 90% nunca tinha lido um livro de poesia e só a conheciam dos manuais escolares. ~CC~
Já viajei por várias partes do mundo, mas, sei lá porquê, embora tenha ido à Alemanha mais de vinte vezes (a Feira do Livro de Frankfurt era obrigatória no tempo em que eu fazia sobretudo livros estrangeiros), nunca visitei Berlim. Se fosse romancista, candidatava-me a uma residência literária nessa cidade, a 11.ª destinada a autores portugueses com obra publicada, promovida pela Embaixada de Portugal e pelo Centro Cultural Português do Instituto Camões em Berlim desde o tempo em que Ana Patrícia Severino, que replicou a residência também em Madrid, era responsável cultural na Embaixada e fundou a iniciativa. Em edições anteriores, muitos autores contemporâneos beneficiaram desta bolsa, como Patrícia Portela (2016), Rui Cardoso Martins (2017), Isabela Figueiredo (2018), Miguel Cardoso (2019), Afonso Cruz (2020), Judite Canha Fernandes (2021), Claudia Galhós (2022), Jacinto Lucas Pires (2023), Francisco Sousa Lobo (2024) e Margarida Vale de Gato (2025). Se está interessado, não se atra...
É curioso, mas eu, que leio pouca literatura africana, passei a semana passada a ler dois livros moçambicanos. Um deles era trabalho (e extenso) e deixo a divulgação para quando estiver mais perto da publicação, porque é uma pedrada no charco e vale mesmo a pena que lhe prestem a atenção na altura certa. O outro (ainda não o terminei) é de um jovem chamado Eduardo Quive e foi recentemente apresentado em Lisboa pela romancista e também comentadora Ana Bárbara Pedrosa, com quem troca cartas-crónicas, entre Lisboa e Maputo, no jornal digital A Mensagem de Lisboa. O romance começa com uma tentativa de suicídio, mas não se assustem, porque o choque é sobretudo perceber como quem salta da janela fica vivo e como quem assiste e sabe o que aconteceu fica culpado por não ter evitado o pulo: o narrador, Eurípedes, que está a contar-nos a história ao mesmo tempo que a narra à sua terapeuta; e a irmã mais velha, Anchia, a artista muito aplaudida, que padece de uma condição rara, é albina, o...
No mais recente romance de Rodrigo Guedes de Carvalho, O Meu Primeiro Apocalipse , cujo enredo decorre cerca de 2066 (não é um futuro tão longínquo como possa parecer), os céus já têm mais drones do que pássaros, e duas mulheres – uma delas curiosamente jornalista e escritora – querem resgatar a importância da leitura para tentar salvar o mundo. Penso que o assunto, sobretudo tratado por um jornalista, um homem que lida com informação e deve saber de notícias falsas e manipuladas como poucos, deveria ter gerado mais interesse dos nossos jornais, até porque se sabe que o QI tem vindo a baixar desde o princípio do século e que a culpa é sobretudo da falta de linguagem e consequente incapacidade de construir ideias e argumentos, resultado, claro, da falta de leitura. Mas não. Infelizmente, em vez de pegarem nesta questão, que foi falada num debate durante a feira do livro de Évora, por ocasião do Comboio Literário, os blogues, revistas e jornais referem a resposta do escritor à pergunta s...
Temos mesmo escritor!
ResponderEliminarGrande João! Parabéns!
Mas que boa notícia. Muitos parabéns ao João Pinto Coelho. Bem merecido.
ResponderEliminarParabéns aos dois: escritor e editora!
ResponderEliminarGostei tanto de ler o Perguntem a Sarah Gross - aposto que também vou gostar muito de ler este.
Antonieta
Não li ainda este escritor. Mas acredito que mereça o prémio. Parabéns.
ResponderEliminarSe não leu, como sabe?
EliminarNão sei de razão provada. Acredito; sempre suponho que um livro premiado está bem escrito. Não sei também se era o melhor, mas tenho de confiar na opinião do júri. A nossa vida é muito feita de crença.
EliminarParabéns ao escritor!
ResponderEliminarMas não deixa de ser estranho que ele, há cerca de uma semana, já soubesse que o seu novo romance estava quase a sair, nas suas próprias palavras, «ainda este ano».
Já cá faltava o veneno...
EliminarNão brinque...
EliminarEstou a falar (escrever) a sério...
EliminarÉ verdade, verdadinha! Ele disse isso, está registado, numa rede social. Se é veneno, não sei.
EliminarCaríssimo(a), escusa de procurar muito, até porque aquilo que eu escrevi há cerca de uma semana foi o mesmo que escrevi várias vezes durante os últimos meses: correndo bem - eu repito, correndo bem -, o romance poderia ser publicado este ano. Tive essa expectativa quando enviei o original, mantive-a e partilhei-a com naturalidade sem revelar a quem quer que fosse que tinha concorrido. Que diabo há de estranho nisso?
EliminarAdorei "Perguntem a Sarah Gross" e vou ler este mal seja publicado. Muitos parabéns ao João, um dos extraordinários frequentadores deste extraordinário blog.
ResponderEliminarParabéns também a si, Rosário!
Rui Miguel Almeida
O 1.º romance muito bem recebido, o 2.º premiado. Muitos parabéns.
ResponderEliminar(Tenho que começar a recuperar o meu atraso).
Não gostei do primeiro livro.
ResponderEliminarO prémio Leya é 0 para mim.
Mais cianeto!
EliminarE talvez uma dorzita de cotovelo...
Surpresa? Até parece que não sabia...
ResponderEliminarParabéns ao João Pinto Coelho ! Ana Margarida de Carvalho (AMC) e João Pinto Coelho (JPC), ambos premiados nos últimos dias. Dois ficcionistas bem diferentes no estilo e na trama narrativa. AMC tem uma qualidade estilística elevada (algumas das suas frases pedem segunda leitura pela sua musicalidade e qualidade poética) mas o fio narrativo dos seus romances é sonhador, difícil de seguir, um pouco como o dos livros do António Lobo Antunes da última década, e isso acaba por tornar árdua a tarefa do leitor. JPC tem estilo menos refinado e mais escorreito, parece um escritor de matriz americana ou inglesa, saído de um curso avançado de "creative writing". Para ele o mais importante não é a musicalidade do estilo mas sim a originalidade do enredo. É com a narrativa que quer seduzir o leitor. Parece fácil mas, se calhar, é mais difícil do que juntar frases de elevada qualidade poética, com um fio narrativo um pouco vago. O JPC já mostrou neste blog que é um homem generoso e um artista polifacetado. Parece extravagante que um arquiteto/escritor português, presumivelmente não judeu (ou sê-lo-emos todos, nós os portugueses, pelo menos no nosso imaginário?), dedique os seus dois primeiros livros de ficção à Polónia do Holocausto.
ResponderEliminarMuito bom o "Perguntem a Sarah Gross", parabéns por esse livro e agora pelo prémio do segundo. É original, é aliciante, prende do princípio ao fim da história. Creio aliás que é livro para estimular os mais jovens a ler, coisa que tento fazer. Este ano, numa turma de jovens 50% admitiu nunca ter lido um livro até ao fim. Mais: 90% nunca tinha lido um livro de poesia e só a conheciam dos manuais escolares.
ResponderEliminar~CC~