Um Parténon diferente
Se já foi a Atenas, conhece seguramente o Parténon, construído sob a supervisão do escultor Fídias entre 447 e 38 a. C. para albergar uma estátua colossal da deusa Atena e as reservas de prata da cidade, protegendo-as de um eventual ataque dos Persas. Durante a Idade Média o templo foi transformado em igreja cristã e, no Renascimento, em mesquita, calculem; mas hoje o Parténon é sobretudo um símbolo da democracia que, como todos sabemos, nasceu na Grécia. Ora, a artista argentina Marta Minujín, que tem um projecto intitulado «A Queda dos Mitos Universais», no qual se apropria de monumentos icónicos para os desconstruir e reconstruir, agarrou no Parténon para o tornar uma espécie de repositório de livros proibidos e fez um Parténon preenchido com mais de 25 000 exemplares de obras apreendidas na Argentina nos anos da ditadura. O seu monumento respeita a escala do verdadeiro Parténon e, depois de ter estado numa praça de Buenos Aires (primeira fotografia), vai ser replicado na cidade alemã de Kassel, onde está a tomar forma mediante a doação de exemplares pelos interessados. O link abaixo explica como podemos fazer. Que ideia fantástica, não?
http://www.documenta14.de/en/news/1601/call-for-book-donations
É um bom exemplo do lado simbólico da Arte, que nem toda a gente aprecia.
ResponderEliminarMas desta vez é por uma boa causa.
É um bom exemplo do lado simbólico da Arte, que nem toda a gente aprecia.
ResponderEliminarMas desta vez é por uma boa causa.
Realmente a imaginação não tem limites, e estes Parténons de livros são quase tão impressionantes quanto o original, pelo simbolismo, e porque se destinam a ser desmantelados pelos futuros leitores desses livros doados.
ResponderEliminarFiquei surpreendida com alguns nomes da lista dos livros proibidos.
Antonieta
De qualquer modo eu até já ia passar por Kassel em Agosto...
ResponderEliminarBom... usar livros como material de construcção, mesmo tendo em conta que são a pedra basilar da educação, os tijolos do conhecimento, soa um bocado estranho, enfim, nem tanto quanto alguém usar os livros para fazendo de escada alcançar as prateleiras mais altas!
ResponderEliminarÉ uma idéia, esta, que não me seduz lá muito a despeito da sua nobre intenção.
Saudações constructivas cá da Cidade Morena.
A lista de livros é que me surpreendeu. De resto, a imaginação humana é muito activa.
ResponderEliminarPassei por aqui só para tomar um café(zinho) e deparei-me com um parténon de livros.
ResponderEliminarTinha que ser muito distraído para não esbarrar nele, de tal modo parece uma ideia megalómana(mente) brilhante.
Nem por acaso, estou a ler um livro (pela primeira vez) dedicado aos filhos dos homens que nunca foram meninos e dizem que também ele foi proibido.