Livros e raparigas
Um dia destes, em conversa com a mulher de um jornalista, escritor e (grande) tradutor brasileiro, falávamos de Os Desastres de Sofia e da famosa colecção Biblioteca das Raparigas que todas as pessoas da nossa idade liam (no Brasil, não se devia chamar das Raparigas, claro, mas das Moças). No entanto, o título deste post tem pouco que ver com isso... Refere-se, antes de tudo, a raparigas que gostam de ler e que não se importaram de ser fotografadas com um dos seus livros favoritos ou aquele que mais as marcou. Foi, de resto, pelo blogue de uma delas – o Planetamarcia, da Márcia – que soube da iniciativa do fotógrafo Mário Pires. Ele propôs-se retratar nada mais nada menos do que 98 raparigas que amam os livros e agora o resultado desse trabalho, que nasceu de um blogue, é uma exposição chamada Book Loving Girls que pode ser vista na FNAC de Cascais desde o dia 5 de Junho. Junto das fotografias, um texto da autoria das fotografadas justifica a escolha do livro que seguram nas mãos. E Mário Pires, que esteve a fotografar seis anos, diz que os livros têm um poder transformador e que isso é bem visível nas fotografias. De Sophia de Mello Breyner a Paul Auster, de Vargas Llosa a Clarice Lispector, de Lídia Jorge a V. S. Naipaul, de Agustina a José Mauro de Vasconcelos, as nossas raparigas lêem mesmo de tudo. Basta ver no link abaixo.
http://booklovingirls.tumblr.com/
Já há muito tempo que sigo o blogue da Márcia Balsas, que descobri através da Roda dos Livros. Gosto muito de ler os textos que ela escreve sobre os livros que lê e que são muitas vezes (quase sempre) coincidentes com os meus próprios gostos.
ResponderEliminar:-) Antonieta
Obrigada, Antonieta, por seguir o meu blogue e acompanhar a Roda dos Livros. Boas leituras!
Eliminar98 raparigas a ler, com um fotógrafo por perto parece possível. Quantos rapazes a ler? Muito poucos, não há fotógrafo que se acerque.
ResponderEliminarTalvez alguma fotógrafa se atreva a fazê-lo, a pôr os nossos homens de livro na mão e a sorrir, ahahah.
EliminarMas não vai ser tarefa fácil.
Esperemos pois...
:-) Antonieta
Que ideia maravilhosa :)
ResponderEliminarFaçam o favor de não levar o assunto para o sexismo!
ResponderEliminarPorque raio não hão-de os rapazes ler e ser fotografados com livros, digam lá? Aliás quem diz que as raparigas são raparigas-mesmo e os rapazes não serão também ambíguos?
Não estou a ser homofóbico, apenas realista...
Quanto à iniciativa, que é o tema de hoje, acho-a interessante!
Não tenho qualquer dúvida literária de que há diferenças nas preferências entre rapazes e raparigas, e tenho várias colecções infanto-juvenis denominadas "biblioteca dos rapazes", "biblioteca das raparigas", que eram minhas e da minha irmã mais velha, ou ainda do tempo de minha mãe. Aliás eu acabava por ler ambas... e li "As diabruras de Sofia" porque ainda possuo toda a colecção da Condessa de Ségur que foi de minha mãe, em francês ou português, e, devo dizer que gostava de a ler!
Sinceramente só não me interessava muito a série "Brigite", por exemplo, e outras do género... que apesar de tudo tentei ler, e a famosa Colecção Azul (John o chauffer russo, ahahahah!) que também fui papando ... eheheh! Não sou nada literário-sexista como se depreende!
Viva a leitura!
Saudações literárias cá da Cidade Morena.
Ouvi ler John Chauffer russo nas aulas de lavores e gostei muito. tudo depende da idade em que se ouve ou lê o quê.
EliminarDiria até que Max du Veuzit (acho que é assim que se escreve) além de prolífica escrevia bem, e as traducções eram excelentes!
EliminarEm miúda eu era literariamente omnívira, devorava tudo o que fosse livro.
EliminarE ainda bem que era assim!
Da Max du Veuzit, para além do famoso John Chauffeur Russo, recordo um outro livro que se chamava (se bem me lembro) A Noiva do Autómato.
Pergunto-me o que sentiria agora se os voltasse a ler, provavelmente rir-me-ia bastante, mas como diz a Beatriz: tudo tem o seu tempo.
:-) Antonieta
Há quem troque os vês pelos bês, eu troquei o "o" pelo "i" - os malandros estão ao lado um do outro e não é fácil escrever no quadradinho dos comentários - e eu era "omnívora" e não omnívira.
Eliminar:-) Antonieta
Ó Pacheko, acreditas que até hoje estava convencido que Max du Veuzit era um homem-talvez porque associava logo ao nosso Max-, mas parece que, afinal, será uma mulher.
EliminarAs traducções?
EliminarOra bem, a memória só me guardou títulos do que foi lido e lembro esse mais que qualquer outro. Sinal de que gostei. Mas não tenho memória da história e já nem recordava o nome do autor, Max du Veuzit; em compensação, sei de andar a ver no horário quando havia lavores, desejosa da continuação. Sentávamos à pressa e em silêncio para aumentar o tempo de leitura. Calculo que fosse prosa romântica.
Um bom dia para si
e eu nem sabia que Max du Veuzit fosse uma mulher....
EliminarPois é, Beatriz, eu fui googlar e descobri que esse era o "nom de plume" de Alphonsine Zéphirine Vavasseur (1876/1952).
EliminarAcho que ela fez bem em arranjar um pseudónimo, ahahah.
:-) Antonieta
Existem três coisas, absolutamente essenciais para o desenvolvimento humano.
ResponderEliminarSão elas;
-Livros, miúdas e cães.
Pelo menos foi isso que tentei ensinar aos meus filhos, se lhes entra-se de repente um vestido esvoaçante para a vista, uma presença ou até um simples bikini.
Se houver livro há esperança e se houver cão também.
Esqueçam lá a regra dos 3 segundos:).
Ai que me entrou um hífen para a vista.
EliminarFaçam o obséquio de o substituir por um S.
Obrigada, Rosário, pela referência ao meu planetamarcia.
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