Livraria favorita
Há cada vez menos livrarias de jeito em Portugal – e muitos já se habituaram a comprar livros em supermercados, tabacarias e bombas de gasolina. Mas frequentar uma livraria que tenha pessoas que sabem o que fazem é muito diferente de fazer perguntas a um funcionário que se limita a ir ao computador para ver em que prateleira está o livro A ou B. É por isso que todos os anos os Portugueses são convidados pela APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) a votar na sua Livraria Preferida – e é bom quando vemos recompensado o esforço e o trabalho de livreiros que conhecemos e apreciamos. Foi o caso, por exemplo, da A das Artes, em Sines, que já ganhou este prémio no ano passado e foi agora eleita a livraria com melhor atendimento, e é o caso da Livraria Buchholz, desde 1965 junto ao Marquês de Pombal, em Lisboa, que, além de ser um espaço bonito que cheira a cultura por todos os lados, tem uma equipa muito simpática e eficiente. Parabéns por ter sido a Livraria Preferida dos Portugueses em 2017!
Bom dia Rosário!
ResponderEliminarBom dia a todos!
AINDA AS LIVRARIAS E SEUS LIVREIROS
O que é que se espera de um livreiro? Um livreiro tem de ser uma pessoa conhecedora, culta.
Uma pessoa chegar a uma espécie de livraria e ter uma pessoa ao balcão que tanto pode estar ali como pode estar a pesar morangos num lugar de fruta, é mesmo horrível.
Um livreiro tem de conhecer e aconselhar e apontar. Tem de ter resposta às perguntas que lhe são colocadas. Tem de conhecer muito mais além do que lhe é exigido. O cliente/leitor tem de ter confiança no livreiro e no seu saber.
O livreiro tem de continuar a ser uma insituição de categoria. Uma especialização.
Conheço vários livreiros extraordinários e posso nomear já alguns, de seguida
José Antunes Ribeiro - Ulmeiro - Lisboa
Caroline Tyssen - Galileu - Cascais
Joaquim Gonçalves - A das Artes
Livraria Espaço - Algés
Livraria Arquivo - Leiria - Susana Neves
Livraria Livro do dia - Torres Vedras
Livraria Buchholz - Lisboa
etc, etc, etc
Já que estamos tão empenhados em recuperar as nossas preciosidades e bens patrimoniais recuperemos, pois, as nossas boas livrarias e seus bons e inestimáveis livreiros.
Cristina Carvalho
Então é verdade, existem mesmo amáveis livreiros???
EliminarDevem ser como os duendes, andam por aí, mas ninguém os vê.
Ainda bem que a Cristina tem o privilégio de conhecer algums.
Envie-lhes um abraço por mim.
Ora bolas para o N, quer ter mais pernas que barriga.
EliminarAs livrarias são ainda lugares de culto, ainda, repito... como as lojas de bebidas, as charcutarias ou as mercearias finas, enfim, o comércio especializado a que hoje se chama "gourmet", ou outra pepineira que prove sermos modernos, globalizados e munta cultos! Pois. Mas apesar disso continuamos a concorrer para o fecho desses lugares, porque no meio de tanta "coltura" já não há culto por esses lugares e nem o espírito que deles fez o que eram. Hoje a modernidade, a facilidade, a comodidade e a imagem matam tudo o que saia daí... há livrarias que já nem expõem certas obras, escondem-nas, porque temem desagradar aos leitores, como as charcutarias já não expõem lebres e perdizes ... imaginam a Rita Silva e o inenarrável deputado do PAN a ter um chilique?
EliminarRaios partam essas modernices que acabam com tanta coisa que seria de manter, as livrarias à cabeça, digo eu!
Saudações cá da Cidade Morena!
Ó Pacheko a mudança também traz coisas nefastas (mas, note-se, apenas para alguns, já que, por exemplo, para os adoradores do telemóvel e afins jamais darão pelo facto-eles não ouvem, não vêem, não cheiram, não sentem, estão, como dizia o outro, ligados ao mundo-esta é para rir-...)
EliminarConheço, sim senhor/a. Estão à vista de toda a gente, tergiversando pelos corredores, cantinhos e estantes das suas cuidadas livrarias. Lamento imenso quem não os conhece. É mau sinal.
EliminarCristina Carvalho
Ó Pacheko, quem é a Rita Silva?
EliminarNão vos agasteis Senhora,
Eliminarpois disso não há precisão,
são tudo estranhos sonhos,
de uma noite de verão...
Eu não me agasto com facilidade. Uma pessoa tem sempre de ser tolerante, quando não a vida seria ainda mais complicada do que já é.
EliminarÉ a ... chefe? Da ANIMAL ...
EliminarA ANIMAL é uma associação/grupo de animalistas, inspirada e conotada com a PETA, uma organização animalista mundial classificada como prototerrorista pelo FBI.
EliminarA sua principal notoriedade consiste em organizar grandes manifestações anti-touradas no Campo Pequeno que reúnem entre 15 a 20 elementos a insultar os 2500 espectadores. No caso de Viana do Castelo, organizou uma ampla manifestação com elementos vindos de todo o país e do estrangeiro que reuniram cerca de 150 pessoas... ou seja é uma grande líder de massas!
Ora aqui está uma lista interessante...
EliminarMas se me permitir divagar, por receios e impressões cá minhas, irá o bom livreiro olhar com bons olhos o cliente ignorante que não sabe distinguir um bom autor de um (ia escrever um nome de autor mas contive-me) mau sem lhe transmitir soberba e escárnio??
Bom, o bom livreiro, pois, com certeza.
Os arrogantes pretensiosos é que não :P
Cheers
Infelizmente, a livraria que mais frequento aqui no Porto é a Wook.
ResponderEliminarA Leitura está em vias de desaparecimento, a Lello é para visitas turísticas. Na baixa deixaram de haver livrarias acolhedoras, se descontarmos a FNAC...
Vivam as livrarias acolhedoras onde se encontram amigos !
Ó Artur, realmente quando estamos entre livros até um qualquer sepulcro FNAC se torna acolhedor (embora não seja sepulcro porque eles sabem seduzir...)
EliminarAproveitando:
- A FNAC-Chiado-Lx., está a fazer uma campanha miserável, digna dos mais gananciosos e pantomineiros reis verdes, ontem, logo à entrada, vi uns livros a 50%, agarrei em dois (Pastoral Americana e STONE, livros caros) e dirigi-me à caixa para pagar, só que fui confrontado com um desconto muito inferior -é que só li, bem na frente do livro -PROMO FNAC - 50%, e não binoculizei umas bem minúsculas letrinhas, só visíveis à lupa, na compra de 2 livros 50% no de menor valor-. Trapaça, vigarice, aldrabice, ladroagem má fé à solta, palavras que repeti ao empregado da caixa que, apesar de, obviamente, não ter culpa, me ouviu atenciosamente e até me pareceu com vontade de juntar a sua voz à minha. VERGONHA.
Caro Severino, o negócio é sedução e engano ! Eu lá vou tentando comprar pelo menos alguns livros na minha velhinha cooperativa livreira (UNICEPE, Porto), mas não tem a mesma "agilidade" que os mercadores modernos como a Wook e quando sinto urgência em ler um livro, lá vou eu comprá-lo online porque sei que o vou ter na minha mão num par de dias, sem dar um passo.
EliminarNão acredito em promoções. Principalmente de livros.
EliminarAinda hoje lamento o preço de livros que vi no supermercado... abaixo de 5euros... Quis comprar mas, achei que teria outra oportunidade. Voltei dois dias depois, os mesmos livros, 15 euros. Em promoção!! Redução de 50% - dizem eles. Mas nem com esse desconto algum deles era abaixo dos 13, 15 euros.
Ora, se antes os vi a 3!!
Os anos passaram, vieram mais verões, e só existem as promoções dos 50% off.... E eu a desejar o preço normal de 3 euros :))
PS: pq não escrevo no anonimato, aqui fica o que faltou: a id.
EliminarPior do que as grandes livrarias não terem conhecedores de livros a atender, é não terem livros... Ter até têm, mas pouco se encontra se tiver sido editado há mais de 1 ou 2 anos. Talvez por causa disso, ou também por causa disso, têm aparecido em Lisboa várias pequenas livrarias, mais ou menos temáticas, bem muito interessantes que me têm merecido visitas regulares. Falo, por exemplo, da Palavra de Viajante (ali para São Bento), da Leituria (na Estefânia) ou da mais antiga Letra Livre (na Calçada do Combro), que também é editora. E há ainda mais algumas, que espero visitar brevemente. Há uma página no feicebuque que eu vejo de fora, por não ser associado, onde há mais info sobre as designadas livrarias independentes de todo o país.
ResponderEliminarParabéns, pois. Apesar de desconhecer qualquer delas. Mas gosto mesmo de ver gente entusiasta e que lê e aconselha se é o caso. Desse tipo só conheço as meninas da alfaguara (que este ano tinha outro nome) e onde passo de gosto na Feira do livro. São um máximo.
ResponderEliminarTambém é verdade que compro livros em supermercados e estabelecimentos em que me vão buscá-los à prateleira porque a minha tontice é um empecilho de qualidade e até me tolda a vista.
E parabéns aos melhores livreiros. Eles estão na origem das boas livrarias.
Já me deu vontade de ir conhecer essa livraria! Eheh.
ResponderEliminarMas faço uma confidência: por vezes algumas livrarias intimidam-me.
Talvez por, se lá entrar, vão logo entender que entendo pouco de literatura, desconheço muito e tenho tanto para ler!
Geralmente um tipo de público procura um tipo de serviço.
Os muito eruditos procuram livrarias frequentadas e fornecidas por igualmente eruditos. Os que lêem assim mais ao acaso, obras sem procurar enquadrá-las no universo - esses talvez prefiram a simplicidade e a leveza do fast-food livreiro.