Estupefacção
Vendo a história como ma venderam a mim – e tomara que não seja verdade. Foi um bibliotecário que ma contou e fiquei, no mínimo, estupefacta. Todos os que lêem este blogue sabem que existem editoras que ganham dinheiro com livros pelos quais provavelmente nem passam os olhos, livros que os autores pagam para serem publicados (mediante a compra de um determinado número de exemplares que cobrem os custos de produção – e tudo o que se venda a mais é lucro puro e duro). Esse bibliotecário tem uma velha amiga, cujo filho – um jovem ainda – escreveu um livro; um livro que foi publicado nestes moldes. Houve um lançamento na terra do rapaz para amigos e familiares; e, sendo amigo da mãe, o bibliotecário lá estava. Mas fez a «asneira» de folhear o livro e encontrou não só gralhas, mas erros ortográficos. Estando presente um representante da editora, não resistiu a dizer-lho, ao que ele respondeu simplesmente que o jovem tinha dispensado o serviço de revisão, pois custava mais cerca de 80 cêntimos por página. Estupefacção completa. Este livro está por aí à venda nas livrarias e pode ser comprado por qualquer pessoa. Pode até ser comprado por gente que não domina a sua língua e vai ficar a pensar que algumas palavras que sempre escreveu de determinada maneira se escrevem, afinal, de outra. Para mim, que passo os livros que publico a pente fino – e, mesmo assim, quantas vezes me penalizo com qualquer coisa que inadvertidamente deixei passar – isto chocou-me. Não me vou pronunciar sobre o negócio que vive à custa do ego alheio (se calhar, a cosmética e as curas de emagrecimento também), mas pôr à venda um livro crivado de erros é uma desfaçatez e uma falta de respeito pelo autor e por todos os leitores.
P.S. Não me perguntem por Madrid. Não fui. Uma tristeza. Febre e dores em vez de alegria e livros. Enfim, melhores dias virão.
Lamento sinceramente que não tenha podido ir a Madrid, Maria do Rosário, ainda por cima por estar doente.
ResponderEliminarQuem deve estar "aliviado" é o querido comentador "não sei" - afinal quem lhe ia "pagar a viagem" sempre poupou uns cobres...
Boas melhoras e boa Feira em Lisboa!
:-) Antonieta
É estranho que uma entidade com fins lucrativos não controle os meios que lhe hão de trazer prejuízos a mais longo prazo.
ResponderEliminarQuanto ao caso concreto, mais uma mãe que "protege o seu filho" como milhares que o fazem nos mais diversos domínios. E que tal "matar a mãe"?
Nem sei que diga... Dantes ainda havia vergonha pelo erro e pela ignorância. Hoje, parece-me, o erro e a ignorância são uma audácia que se louva.
ResponderEliminarAs melhoras!
Mas, Blonde, nem tudo era assim tão bom antigamente.
EliminarPor exemplo, quando a Doris Lessing ganhou o Nobel, a Europa América foi às "catacumbas" desenterrar uns livros velhos, amarfanhados, pejados de gralhas, e que teve o descaramento de pôr à venda por 18 e 20 euros - o que há 10 anos era um preço muito alto, e não eram reedições, eram mesmo livros velhos.
Claro que preferi encomendar alguns em inglês.
:-) Antonieta
Há vários anos que é assim, há editoras que existem para satisfazer egos e colocar notas no seu bolso...
ResponderEliminarPor isso é que são editados tantos livros diariamente...
Mas as pessoas sabem ao que vão. Tenho recebido dezenas de convites do género nos últimos anos. Mas como já ando por aqui há alguns anos e até sei quanto custa um livro encomendado directamente a uma tipografia, mando-os "lamberem sabão".
Concordo, medida de altíssimo nível profilático.
EliminarNo entanto e infelizmente, alguns vermes são totalmente imunes à assepsia.
Recentemente li um livro muito interessante da Inês Fonseca Santos - "Vale a pena? Conversas com escritores".
ResponderEliminarQuem quiser espreitar as primeiras linhas da página 97, poderá ler o que é um grande editor, nas palavras de António Mega Ferreira - para mim um grande escritor
É o chamado "pequeno grande livro" e custa apenas 3,5€.
:-) Antonieta
INÊS FONSECA SANTOS - "VALE A PENA? CONVERSAS COM ESCRITORES"
EliminarCara Antonieta, realmente parece-me interessante a conversa com estes 11 escritores portugueses : António Mega Ferreira (também para mim um grande escritor, e como gosta de livros, e como fala dos livros...), Afonso Cruz, Álvaro Magalhães, António Cabrita, Catarina Sobral, Hélder Macedo, Luís Quintais, Mário de Carvalho, Miguel Real, Paulo José Miranda e Patrícia Portela.
E o Pina, Severino, não podemos esquecer o Manuel António Pina com quem, aliás, a Inês começa o livro.
EliminarFoi a primeira vez que comprei livros desta Fundação e acertei em cheio: o outro livro é "Trás-os-Montes, o Nordeste", do grande J. Rentes de Carvalho.
:-) Antonieta
É verdade. Li 3 livros dessa editora e não vou ler mais nenhum. Fiquei furiosa
ResponderEliminarSabe de que editora se fala? A Rosário não a menciona.
EliminarSr. Anónimo, não sei a que editora a Rosário se refere, mas editoras em que se paga e se é mal servido não há assim tantas.
Eliminar"BUTCHER´S CROSSING" - John Williams-1ª. edição 2015 - Editor: D. Quixote; tradução de J.Teixeira de Aguilar
ResponderEliminarA páginas tantas (não tomei nota do nº. de página) leio estavam enxendo os copos, em vez de enchendo os copos; não queria acreditar mas é verdade como é que uma editora lança um livro com um erro destes, é que eu atrevo-me a pensar que poderá não ser uma gralha mas que eventualmente até poderá tratar-se mesmo de um erro de quem não sabe. Por vezes já começo a duvidar de mim próprio nesta questão do português, tantos pontapés na língua que ouço e, pasme-se, agora até os leio num livro à venda ao público (e não é barato)!
Ó Severino, se só encontrou uma gralha num livro pode dar-se por muito feliz, penso eu de que...
Eliminar:-) Antonieta
:: cada vez há mais editoras dessas - e será algo que não vai desaparecer, pois tenho a ideia de cada vez serem em maior número os autores que querem ver as suas obras publicadas. sinceramente, se há mesmo vontade de uma edição de autor, até para não se estar dependente do escrutínio de uma editora, desde que se faça a paginação (com revisão cuidada do texto) e uma concepção da imagem de capa, qualquer empresa gráfica/tipografia poderá ser a melhor solução. eu fi-lo, numa tiragem reduzida de um livrinho que escrevi, na prática apenas distribuído entre amigos, e - mesmo com uma gralha ou outra que deixei passar - penso que acertei.
ResponderEliminarAinda não consegui perceber se a MRP pertence à Leya ou à D. Quixote, dentro da Leya. Seja como for, os livros da Leya saem (ou "saiem", de acordo com o que vou lendo em livros publicados pela Leya) com muitas gralhas e muitos erros, sintácticos e ortográficos. Há livros pagos por autores que são bem melhores do que livros mal pagos pela Leya. Só que não são "mainstream", como é o caso, sobretudo, dos livros da D. Quixote, que na prática são os livros de que a MRP gosta.
ResponderEliminarIsto só para dizer que estou estupefacto com a crítica fácil, sem o reconhecimento de que alguns os livros publicados por fora são muito bons. Nunca li nada dela sobre um bom livro que não pertencesse ao 'sistema'. Também não creio que isso venha a acontecer. Eu própria desconfio que só o que é dela é bom.
EliminarBISSEX
EliminarAtenção, que aquele 'de' em "os livros de que a MRP gosta" está bem. Ao contrário do que dão a entender muitos poemas da MRP, há verbos que precisam do 'de'... Só que os burgueses muitas vezes não sabem disso.
EliminarMeaning?
Eliminar«Estou estupefactO»
Eliminar«Eu própriA desconfio»
Em que ficamos?
Marcolino ou Firmino???
Arranje um nickname, Porra!!!
Meaning:
EliminarEstou estupefacta/o e cansado/a das críticas que a MRP vai fazendo ao que não é seu, sem capacidade de reconhecer boas obras que vão sendo publicadas fora das editoras, e às vezes pagas. Acaso ela sabe que alguns autores que publica são mais fracos do que autores que têm de pagar a publicação da sua obra? Acaso ela sabe que há poetas bem melhores do que ela que não conseguem publicar porque nasceram pobres? Acaso ela alguma vez confessou que não é a dona da verdade? Alguma vez confessou um erro?
Enfim, posso estar bêbeda/o (ou talvez bêbada/o, que está dicionarizado e a Leya deve preferir) mas sei do que falo. De qualquer maneira, este 'post' azedo merecia pelo menos um reconhecimento de que há muito boas obras que são pagas pelos autores e nunca a vi reconhecer isso. Aliás, noutro 'post' antigo, criticou os autores que optam por essa saída. Ó burguesa, nasceste de cu virado para a lua.
e tu, não arranjas?
EliminarHá boas obras pagas pelo próprio? Diga quais, por favor. Quero muito lê-las.
EliminarPLFF
Não digas mais, já percebi!
EliminarExcelente poeta mas recusado pelas editoras; pobrezinho (nascido com cu virado para o sol); masoquista (cansado, mas continua a vir aqui ler o que não gosta de ler); corajoso, muito corajoso (mas tímido, pois nem sequer diz o nome ou mesmo se é homem ou mulher).
E nada invejoso do sucesso dos outros, claro!
Anónimo Da Silva
É preciso ser muito ingénuo para ter uma ideia de que os sistemas instalados asseguram, de forma exaustivo-exclusiva, qualidade.
EliminarBoas obras pagas pelo próprio são por acaso assim tão raras? Precisam de nomes de autores que em vida não viram a sua obra "consagrada" pelas editoras, demasiado ocupadas em retribuir favores a autores mediocres ou perto disso?
E precisam de nomes de más obras, com péssimas traduções e/ou com erros publicados/publicitados em "editoras de elite"? Abram os olhos, meus caros.
Concordo totalmente com o anónimo/a. Vou lendo ocasionalmente este blog e o burguesismo, pedância, auto-elogio mal disfarçado e marketting à/s editoras de pertença da autora são óbvios. Vou continuar a fazer isto (ler com peso e medida estes posts), para não enjoar completamente: só o necessário para me manter actualizado quanto a como fazer um blog de auto-promoção.
Osvaldo Santos.
Então temos o anónimo a criticar o anónimo? Sim senhor: há para aqui autoridades morais a referenciar...
EliminarOsvaldo Santos (nada anónimo, como me farão o favor de concordar).
Já se vê de tudo, os livros banalizam-se. A culpa é dos editores, penso.
ResponderEliminarEra de prever que o tema fosse polémico... e de facto é, pois a Nossa Extraordinária Anfitriã (não é segredo) trabalha numa Editora, que aliás suponho seja a maior do nosso país, pelo que quando assume uma posição crítica quanto às "Editoras do Regime Livre" esta pode sempre ser conotada com a defesa dos interesses de quem lhe paga... e me parece que é legítimo que assim se pense como que assim seja. Eu, durante muitos anos também trabalhei na Grande Distribuição, e gostava do que fazia, mas cheguei a um ponto em foi preciso decidir que para roubar roubaria para mim mesmo e não para outros, pondo fim a uma promissora carreira, aliás bem remunerada, mas mantendo a reputação de ser pessoa séria que me permitiu continuar trabalhando no ramo agroalimentar.
ResponderEliminarSou por isso solidário e compreendo ambas as partes, a Leya x Chiado (por exemplo). E, deixem-me dizer também que fui um dos que editou um livro, ficando com o encargo de 1200 exemplares que vendi na totalidade e ainda ganhei algum dinheirito, mas por um lado trabalhei que me fartei a promover o livro e por outro já tinha "público" garantido nos meus leitores assíduos das revistas... isto também para que fique claro que foi um risco calculado.
Se fiquei satisfeito com o trabalho da Editora? Nem por isso... acho que a paginação e outros detalhes deixam a desejar, mas na minha ignorância só me apercebi disso depois de ver o livro! Desonestidade da parte da Editora, nunca a senti para ser verdadeiro e muito pelo contrário, sempre me senti apoiado, sobretudo na parte da revisão apesar de terem persistido erros, gralhas, etc. Não hesitaria em recorrer ainda ao mesmo processo para o romance em que venho trabalhando vai para um ano e já mais atento ao tamanho dos capítulos, etc, dado ter ganho um pouquinho de experiência apesar de continuar um ignorante. Notem que na verdade verdadeira como sou outsider e nem por isso mainstream, um desconhecido completamente desalinhado que não faz parte de nenhum clube nem tem conhecimentos, padrinhos, visibilidade social, mediática ou outra, que hipóteses teria de ser editado por muito bom que fosse?
Afinal quando fui responsável de compras lancei com êxito produtos e produtores em que acreditei e que percebi serem interessantes, também recusei muitos por me parecerem sem retorno, não viáveis, e também me enganei algumas vezes... felizmente pouco ou não teria durado 10 anos e saído pelo meu pé. Ora também nisto me identifico com a Nossa Extraordinária Anfitriã, dado que cheguei a ser acusado de proteccionismo ou de me ter vendido, o que é perfeitamente compreensível se bem que não verdadeiro!
Ufa!
Desculpem a extensão da minha postagem, mas gostaria de terminar dizendo que há muita injustiça na avaliação feita às Editoras do Regime Livre, e portanto a quem nelas publica, porque a vaidade em ser publicado começa no Saramago e acaba em mim, como é óbvio e não pode ser a questão resumida assim - vaidade em publicar!
Porém, compete ao vaidoso, quero dizer ao autor (seja ele de renome ou uma traça literária) garantir um mínimo de qualidade, pelo que é fortemente criticável a atitude aqui relatada e que para mim é o cerne da questão:
- Recusar a revisão do texto! Só prova imaturidade e irresponsabilidade, desrespeito como bem foi referido, e nisso concordo ainda e inteiramente com as opiniões expressas!
Saudações vaidosas e literárias cá da Cidade Morena!
"....que fui um dos que editou um livro"
EliminarDeveria ser : foi um dos que editaram um livro.
Errata: "...fui um..."
EliminarHum .... bom, por isso é que precisei de um revisor e para isso eles existem!
EliminarObrigado pela correcção.
(Obs. eu digo correcção, tal como escrevo... )
outsider
ResponderEliminarmainstream
Mas esta gente (e dizem-se escritores) não sabe português?
Ó Pacheco também tu...
Tu quoque filli, (não sei se está correctamente escrito...) ó Severino! Ahahah!
EliminarMas pronto, tens razão, é que umas becas em inglês dão-nos um ar assim mais coiso, tás a ver? Tive um professor de marketing estratégico que dizia que umas frases em inglês e uma gravata extravagante eram a chave! Eheheh!
Isto hoje está esquisito. É impressão minha ou há por aqui muitos anónimos e pseudónimos a chiar?
ResponderEliminarCostumezito feio... Agora?! Possivelmente entre a diversidade o "universo literário" donde tudo (oboés entre outros) fazem-se vitrine o estilo livre. Com ponto e sem ponto; só com minúscula e sem minúscula; linha sob linha; sem linha ou sem travessão ou sem parágrafo, etc... Cartilha trata-se Saramago, o resto piegas ou fino trato porque calça curta veste quem quer.
ResponderEliminar«e tomara que não seja verdade»
ResponderEliminar«fiquei, no mínimo, estupefacta»
Tanta ingenuidade (disfarçada).
Ao ler esta introdução, pensei que vinha aí uma grande bomba.
Afinal, veio coisa que toda a gente (que se interesse por livros e publicação) sabe.
Senti-me defraudado.
Defraudar o leitor, tipo montanha que pariu um rato, é uma péssima técnica narrativa.
Devia valer para posts também.
(P.S. Isto não é um poema)
Não sei o que terá passado pela cabeça do meu marido, mas aqui há uns dois anos ofereceu-me um livro de poemas, de diferentes autores, e de autoedição. E sem qualquer revisão. Perdoei-lhe, claro, mas avisei-o de que não repetiasesse a proeza. Afinal foi ele quem me "apresentou" a sua poesia.
ResponderEliminarLi alguns poemas deste tal livro, e até me pareceu haver ali alguns com substância, mas não sei o que me custou mais, se os erros de português e a falta de critérios tipográficos, se as diferenças abissais quanto à qualidade dos textos. Enfim, quem está no ofício dos livros, sabe bem como é possível haver uma ou outra gralha que acaba por passar, e também sabe que há muitos egos a gerir, mesmo numa editora a sério. O pior de tudo são alguns egos, que não têm mesmo qualquer noção do que escrevem ou dizem.
Votos de que já esteja bem e um beijinho.
Oh! Como me junto ao lamento por não ter podido ir a Madrid e logo por motivo dolorido. Melhorinhas.
ResponderEliminarEscrevo só agora, decorridos alguns dias, para evitar fazer parte de um certo jorro de insultos e críticas a quem postou este texto e também para evitar a polémica.
ResponderEliminarSerão apenas essas editoras, apelidadas de Vanity Editing, as únicas com maus comportamentos no mercado editorial? Duvido...
Graças à insistência da minha companheira enviei para o Prémio Leya um texto e, até hoje, passados alguns meses de se saber que não há vencedor, continuo sem saber se o meu texto foi contemplado no concurso e sequer se foi lido.
Gastei mais de quarenta Euros nas impressões, num DVD, no envio desse material pelo correio e... népia. O mínimo que esperamos quando atiramos uma pedra ao charco é que uma pequena onda nos chegue aos pés. No que diz respeito à Leya, a resposta foi menos do que nada; uma mensagem genérica lida nos jornais de que nenhuma obra preenchia os requisitos de qualidade.
Não houve sequer a preocupação de me enviarem por correio electrónico um "chapa 7" com um agradecimento cordial e formal pela minha participação.
Atentem ao facto de que não me queixo de ser um autor incompreendido, reporto apenas uma situação esperando que a remendem com o máximo de brevidade.
Assino apenas com aquilo que define a minha relação com o V/ grupo editorial,
Atentamente,
"Um candidato absolutamente ignorado do prémio Leya"
É verdade que isso acontece. E posso explicar-lhe muito bem como as coisas funcionam. A editora pede aos autores os originais já revistos, em versão final. Ninguém na editora os lê. Tudo o que vem lá escrito é apenas da responsabilidade dos autores. Mas não precisa de ficar muito preocupada com isso. "Este livro está por aí à venda nas livrarias". Não, não está. Os livros não estão à venda em lado nenhum, se não no site da editora - que venderá zero exemplares.
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