Deuses e homens

1953. Este é um ano rico em acontecimentos: Eisenhower é eleito Presidente dos EUA, Churchill ganha o Prémio Nobel da Literatura, os Rosenberg são acusados de espionagem e executados, Tito torna-se o timoneiro da Jugoslávia… E, porém, os factos que atraem o protagonista deste romance – um jovem jornalista sem dinheiro que deambula por uma Lisboa de cafés e águas-furtadas – são claramente delicados em tempo de censura, pois prendem-se com as múltiplas conspirações que rodeiam a morte e a sucessão de Estaline na União Soviética. Não só é preciso que escreva com pinças para fintar o regime, como a informação que lhe chega de fora é escassa e contraditória, obrigando-o a dar largas à sua imaginação… Este é o ponto de partida de Todos os Dias Morrem Deuses, o novo romance de António Tavares, vencedor do Prémio LeYa com O Coro dos Defuntos em 2015. Uma obra extremamente oportuna sobre o jornalismo e a verdade, mas também sobre uma certa Lisboa que já desapareceu e onde se namorava de uma forma muito diferente da de hoje. Disponível a partir de amanhã.


 


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Comentários

  1. Emílio Gouveia Miranda10 de abril de 2017 às 01:39

    O Coro dos Defuntos ainda aguarda a sua vez de ser lido... Mas fica debaixo de olho mais esta novidade... Bom dia. Boa semana.

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  2. Bhaa:(
    Encerrei a coluna da necrologia com o Coro dos Defuntos.
    Que seca!

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    Respostas
    1. Também não gostei nada.
      Secante e fraquíssimo.

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  3. Cláudia da Silva Tomazi10 de abril de 2017 às 05:20

    A literatura de bordão (investigativa) trabalha com intrigantes factos. Claro, trata de temas que nortearam acontecimentos tantos; pós-guerra, modernismo e regimes. Levantar aspetos 'demostrativos' neste intervalo de leitura, torna-se convite a humildade de uns e esperança de outros. Parabéns Antonio Tavares

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