Pecar
Amanhã já deverá estar à venda em algumas livrarias (e até terça-feira nas restantes) o mais recente ensaio de Miguel Real, intitulado Nova Teoria do Pecado, sobre um assunto – o pecado, claro está – que, segundo a Bíblia, foi o início da nossa perdição (e tudo porque queríamos saber mais, comendo o fruto da árvore do conhecimento, o que hoje seria talvez razão para sermos elogiados). Mas este pequeno livro, na senda de outros do mesmo autor que formam já uma colecção (Nova Teoria do Mal, Nova Teoria da Felicidade, etc.), vai bastante longe, procurando os motivos pelos quais certos comportamentos foram considerados pecados pela Igreja e analisando as relações entre medo, culpa e poder, recuando até aos primórdios da História da humanidade. No final, reflecte também se nesta sociedade contemporânea em que vivemos (e que parece cada vez mais indiferente a tudo) ainda faz sentido falarmos de pecado ou castigo e se os muitos crimes que hoje se praticam pesam de facto nas consciências de quem os comete. Muito interessante, garanto.
Eu, pecador confesso, sou também leitor interessado de Miguel Real!
ResponderEliminarCertamente que, na dupla qualidade supradefinida, vou ler este livro.
O pecado é um conceito curioso, na minha opinião... e aquilo que as religiões fazem quando aplicam esse conceito, não é mais do que tentar organizar a vida em sociedade que sem normas seria difícil ou mesmo impossível.
Por exemplo, não é tão fácil explicar que as relações incestuosas são genéticamente erradas e prejudiciais, como dizer: é pecado!
Creio que no fundo disso se trata, e os "pecados" não são mais do que os preceitos contrários à sociedade em geral, ainda que discutíveis e até moldados aos interesses pessoais dos líderes, mas isso é outro assunto!
Saudações pecadoras cá da Cidade Morena, onde pecar é uma tentação... eheheh!
Excelente temática. Parabéns Miguel Real
ResponderEliminarO que realmente importa e tem seguramente qualidade não suscita curiosidade dos leitores deste blogue nem os entusiasma tendo em conta apenas os dois comentários. A banalidade estará sempre na moda.
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