Literatura russa

No próximo mês de Outubro comemora-se o centenário da Revolução Russa e é bem provável que a rentrée nos vá brindar com um bom número de livros sobre o assunto. Enquanto isso, Putin vai fazendo e dizendo das suas, até porque a Rússia, mesmo com o fim da Guerra Fria, nunca deixou as parangonas dos jornais – e nem sempre pelas melhores razões. Mas há coisas formidáveis vindas desse país frio, e a literatura é só uma delas. Quando perguntam a um escritor que obras reputa essenciais e imperdíveis ou que livros o tornaram leitor, a verdade é que não raro aparecem os nomes de Tolstoi ou Dostoievsky; mas ao lado destes também poderiam estar Gogol ou Turgeniev, Soljenitsine ou Tchekhov, Anna Akhmatova e mesmo o poeta Josef Brodsky, que se exilou nos Estados Unidos, começou a escrever directamente em inglês e acabou a ganhar o Prémio Nobel da Literatura. Hoje à tarde, na Bertrand do Chiado, Anabela Mota Ribeiro vai capitanear uma sessão da Ler no Chiado inteiramente dedicada à literatura russa e vão acompanhá-la Ana Matoso, que fez um doutoramento sobre Tolstoi, a russa Anastasia Lukovnikova, que estudou Ciência Política e Cinema, e ainda Helena Vasconcelos, crítica literária e leitora, entre outras coisas, dos escritores russos. É, como sempre, às 18h30 – e de certeza que se vai aprender muita coisa boa.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco16 de março de 2017 às 03:29

    Sem dúvida que há uma alma russa para as artes, e claro, para a escrita que é o nosso tema de conversa!

    Os autores russos figuram no meu panteão dos melhores escritores, e não só os russos, como também os não-russos que escreveram coisas muito boas, passadas na Rússia , como se fossem russos! Lembro-me de Jules Verne e do seu Miguel Stogoff, por exemplo.

    Guerra e paz, é dos melhores romances que jamais li, e faz parte de uma lista dos meus eleitos de sempre.
    Mas há muitos mais... tenho muitos autores russos nas minhas prateleiras, e sem dúvida que a literatura russa, antes e depois, é um peso-pesado no panorama literário Mundial.

    Pena é que se faça sempre a associação Rússia-URSS-mafias...

    Saudações pluviosas cá da Cidade Morena!

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    1. A literatura russa é um peso-pesado no panorama literário Mundial. Ó Pacheco - mais apropriada não poderia ser (esta brilhante definição).

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  2. À grande literatura russa pode-se juntar a grande música russa. Neste caso um verdadeiro fenómeno, pois ainda nos meados do século XIX não havia música erudita na Rússia, pura e simplesmente não existia.
    Não deixei de sentir o omnipresente sopro da ideologia. Instalou-se a ideia de que a Crimeia é ucraniana e foi-lhe sonegada. A Crimeia é russa habitada por russos. O entendimento interno que a atribuiu à administração ucraniana foi tomado por partidos comunistas que deixaram de existir, tal entendimento não tem valor internacional, podia cessar a qualquer momento, como aconteceu. Prevaleceu enquanto os russos da Crimeia puderam viver lá normalmente, a partir do momento em que passaram a ser atacados, o acordo naquelas condições só podia cessar. Foi o que aconteceu.

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    1. António Luiz Pacheco16 de março de 2017 às 13:44

      Ora essa... e o bailado???? Além dos coros acho que é o que a cultura russa tem de melhor! Fora a nossa dama, claro... a literatura!!!!

      Um abraço cultural cá da Cidade Morena - pena que os russos em África só tenham deixado AK 47 ... MIG e similares...

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  3. Lembro-me bem dos três primeiros livros de autores russos que li pois estavam nas estantes lá de casa, era eu ainda muito jovem.
    - A Mãe, do Gorki
    - Crime e Castigo, do Dostoievski
    - Anna Karenina, do Tolstoi
    Li muitos outros ao longo da vida, e espero ler ainda mais alguns, mas estes três marcaram-me, cada um à sua maneira.
    Antonieta

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    1. Adorava ir ouvir a Anabela Mota Ribeiro à Bertrand do Chiado - que era a minha livraria preferida quando morava em Lisboa e ainda não havia centros comerciais - mas agora fica um pouco fora de mão.
      E quando é que a Rosário vai, finalmente, ao Curso de Cultura Geral?
      Antonieta

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  4. Os russos e a sua literatura incomparável.

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  5. Para mim o ideal seria ter Filipe e Nina Guerra a falar sobre Literatura Russa. Isso sim!

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    1. Ou o António Espada. Assisti à sessão e fui muito bom! Vem-se sempre mais rico.

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    2. Desculpe-me o atrevimento mas parece-me que quer referir-se a António Pescada ou não? Deixe lá, Espada ou Pescada é tudo peixes de águas profundas!

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    3. Tem toda a razão :( ... e está para sair uma nova edição da Relógio d'Água "O Duplo" de Ivan Tuguéniev.

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  6. Seria tão bom que estendessem estes encontros a um programa de rádio...! Dessa forma, todos os interessados poderiam ter acesso a estas conversas decerto dignas de ser escutadas por muito boa gente. O programa "A Páginas Tantas" é o que me salva. Um protocolo, talvez? Aqui fica a sugestão. Um beijinho para si, Maria do Rosário

    Vera de Vilhena

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    1. Efectivamente o excelente "a páginas tantas" é que nos salva. -4°.feiras, Antena Um, 23/24 h.- Hoje, igualmente na Antena Um, da meia-noite à uma, um programa sobre a I Gd Guerra, também vale a pena.

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    2. Escuto-o às 5ªas feiras através da RTP Play, que felizmente vai acumulando os programas. Estão quase no centésimo! Fica a esperança de um dia saber da existência de um «A Ler no Chiado», gravado para a rádio. Seria tão bom.

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    3. A propósito de programas de rádio sobre livros lembro-me de um, talvez o único que era transmitido semanalmente pelo antigo Rádio Club Português nos anos 60, com o título "LEITURA"e a voz do falecido Fernando Curado Ribeiro e cujo leitmotiv era o concerto nº1 para piano e orquestra de Tchaikovski.

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