Artes e Humanidades
A América culta ficou em choque quando Donald Trump propôs, recentemente, acabar com as agências de apoio às Artes e Humanidades e não as contemplar, pura e simplesmente, no orçamento. É o primeiro presidente a fazê-lo desde que estes apoios foram legislados por Lyndon Johnson, em 1965, que declarou que qualquer civilização desenvolvida deveria valorizar as artes e a cultura em geral. Era com uma «pequena» fatia (300 milhões de dólares) do orçamento que, há décadas, os museus compravam obras de arte e muitas instituições concediam bolsas a músicos, escritores, pintores e estudiosos. Mas, embora o Congresso tenha ainda uma palavra a dizer e nada esteja decidido, há gente boquiaberta em todos os quadrantes, até porque a filha de Trump é mecenas de artistas há muito tempo e a mulher do vice-presidente uma pintora. Os grupos que serão lesados fazem agora lobby junto dos Republicanos para que estes não votem na supressão destes agentes culturais; além do mais, alguns alegam que está em causa a preservação da própria história americana (há muitos museus que precisam de verbas para digitalizar cartas, fotografar uniformes, registar textos escritos relativos às guerras, etc.). Enfim, só o PEN Club já conseguiu 200 000 assinaturas numa petição para a conservação das agências, com a assinatura de muitos escritores de todo o mundo. Mas será que vai ajudar?
Para este tipo de atividades o dilema é: faz o Estado segundo critérios aprovados/fazem alguns ricos segundo o seu gosto e sua escolha. O mesmo para os milhões que dependem de ajudas para sobreviver: faz o Estado/fazem alguns ricos relativamente aos seus pobres. Os representantes políticos dos americanos vão decidir.
ResponderEliminarAmérica culta?
ResponderEliminarEm 1995, frequentei a Universidade de Cornell, Ithaca, Estado de Nova York.
Os meus colegas, eram maioritáriamente quadros superiores de grandes empresas da área alimentar, distribuição, alguns empresários e académicos, vindos na sua maior parte de todos os estados dos EUA, um canadiano, um francês, dois argentinos, um espanhol e dois portugueses.
A falta de cultura-geral e não profissional ou de trabalho, era chocante! Estamos a falar de directores-gerais da Coca-Cola, Sara Lee Foods, Nestlé... quase todos com MBA e todos com algum "degree" universitário.
Portanto a "América culta" não será um eufemismo? Alguém alguma vez viu a Oprah? Isso dá uma imagem da "América culta", penso eu.
Saudações cultas cá da Cidade Morena.
Eu acho que o Trump toma decisões consoante o choque que podem gerar.
ResponderEliminarAhahahahah!
EliminarClaro, na atualidade a voz qual desperta qualidade revela 'tendências' modulares. A corneta do justo nem sempre a do pelotão... Embora, (alguns) personagens pairam na memória em revitalizar a história da arte americana, por exemplo no clã Kennedy o ex-presidente Jonh Fitzgerald Kennedy foi sem precedentes e, Bill Clinton fomentou a política das artes sob novos conceitos da era Bush classificada armamentista. Este salto de gestão Barack Obama p/ Donald Trump (implica) elementos de persuasão recreativas, otimização de grandes centros urbanos, fortificação comercial e afirmação cultural através da capacidade de globalização o Network.
ResponderEliminarClaro!
EliminarJohn F. Kennedy, por exemplo teria apoiado as artes através de Marlyn Monroe... eheheh! Isso não o impediu de patrocinar Holden Roberto e a UPA a contratarem mercenários congoleses que massacraram umas centenas de portugueses e uns milhares de angolanos, no início da chamada guerra de libertação de Angola! Grande Kennedy!
Barak Obama, já reconhecido e estudado em Harvard (se não me falha a memória) como o presidente-tipo dos media, que deve a sua eleição por exemplo à Oprah Winfrey, mas nem por isso depois deixou de permitir o fornecimento de armas aos islâmicos radicais e a guerra na Síria ao abrigo dos interesses americanos.
Essa a grande cultura americana!
A publicidade, o marketing, o mershandising, o mediatismo, os interesses dos grandes trusts financeiros americanos!
Porém, não me parece que a Drª MRP aludisse a essa cultura, que todavia é a que impera. O resto é cenário, faz-de-conta-porque-parece-bem e muita hipocrisia.
Ah! O Trump não pertence nem ao Skull&Bones, nem à Maçonaria e também não ao Bilderberg. Por muito que se diga, nem ao KKK... e parece que é por isso sobretudo que é muito contestado, porque parece que o homem é rico que chegue para correr sozinho... dizem!
EliminarSem revirar muito o post temos: américa culta, agências, os que lesgislam a citação do partido republicano, etc. Atencioso ALP o deserto atravessa-se em caravana, embora na América nem há àquele doce animal.
EliminarÉ verdade que sim Estimada Cláudia!
EliminarMas, os americanos não me parece que necessitem de atravessar o deserto... eles que são o farol do Mundo, com ou sem cultura, independentemente da cultura de que falemos... há uma classe de americanos (mas poucos) que adoram exibir uma cultura e portanto se armam em europeus! Há europeus que adoram exibir que são modernos e portanto se armam em americanos e falam e louvam os americanos como expoente de cultura.
Bom, para mim não são... falo de cultura em geral, não de cultura cinegética por exemplo no que são fabulosos! Isto para que não se pense que sou antiamericano, nada disso, aprecio e admiro o seu pragmatismo e qualidades de iniciativa, de fazer coisas!
Mas quando se fala de americanos cultos, posso estar muito enganado, mas é uma minoria mínima, até aposto que o português médio é capaz de ser mais culto que o americano culto!
Saudações cá deste lado do paralelo 12!
Basta ver vídeos do Youtube onde dão respostas descabidas às perguntas mais básicas.
Eliminar...há uma classe de americanos (mas poucos) que adoram exibir uma cultura e portanto se armam em europeus! Há europeus que adoram exibir que são modernos e portanto se armam em americanos e falam e louvam os americanos como expoente de cultura.
EliminarObrigado Ó Pacheco, mas que verdade (sinceramente-estou mesmo a falar a sério).
E estou sempre a aprender!
Está mesmo a falar a sério, Severino?
EliminarBem, se considerarmos que a Europa tem mais de 700 milhões de habitantes e os EUA mais de 300 milhões, não será precipitado, no mínimo, generalizar dessa maneira?
Eu, ao contrário do Severino, acho que não aprendi nada hoje com essas conclusões do nosso amigo Pacheco.
Mas cada um acredita no que quer...
Antonieta
Eu disse "há" ... não generalizei. No resto falei daquilo que constatei... posso estar errado, mas, não creio... a América não é Greenwich Village, nem um filme do W. Hallen... bem nem um do Tarantino, felizmente...
EliminarÓ Antonieta, eu acredito em (quase) tudo até prova em contrário -eu sou um inocente.
EliminarE, conforme se poderá ler no cimo da página inicial do meu blogue (kontestu): Cada pessoa que conheço, sabe pelo menos uma coisa que desconheço!
Depois das medidas sobre a cultura que estão aqui comentadas, a comunicação social está a divulgar as medidas que ignoram ou se opõem ao combate às alterações climáticas.
ResponderEliminarHá alterações no clima provocadas pela ação humana suscetíveis de pôr em causa o equilíbrio do planeta? Bahh.
E isto é só o início...
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