Escritores ambulantes

Li há tempos no El País um interessante artigo (de Leila Guerreiro, escritora que já foi às Correntes d’Escritas) sobre a circunstância de os escritores em todo o mundo estarem a ter cada vez menos tempo para escrever. Sim, é isso: hoje, ser escritor não se resume a produzir obra, a promoção é considerada parte integrante do processo e isso acaba por fazer com que muitos autores andem todos os meses de malas aviadas para um sítio qualquer, respondendo a convites de feiras, festivais, bibliotecas, escolas… no país onde vivem e no estrangeiro. Conta o dito artigo que um autor espanhol que já tenha algum gabarito recebe entre 20 e 35 convites por ano e que, se os aceitar a todos, estará cem dias fora de casa (e, provavelmente, sem escrever, embora haja quem leve o portátil e se ajeite a fazê-lo em quartos de hotel). Pode ser compensador em termos de conseguir novos leitores, mas alguns dos entrevistados confessam ter dúvidas sobre se vale a pena sacrificar a escrita à promoção, até porque depois de viagens mais longas há sempre um período de ressaca em que não são capazes de criar ou, se têm um emprego, o monte de coisas que têm para fazer no regresso é aterrador. Há, porém, quem refira que escrever é uma actividade solitária e por isso a ida a festivais é positiva, permitindo estar com os pares e trocar opiniões; mas há também quem discorde e ache que as mesas-redondas podem distrair do essencial, que é o livro, e o público gostar de ouvir os autores, mas não os ler. E, ainda assim, muitos escritores que não são convidados regularmente ficam ressentidos e, embora com o tempo por sua conta, não se importavam nada de trocar com os que andam sempre de mala na mão…


 


Em tempo: Ontem só consegui voltar ao blogue à noite e fiquei horrorizada com alguns dos comentários, sobretudo vindos de quem diz gostar de ler, a um post que era, acima de tudo, sobre a etimologia da palavra «forasteiro»; este blogue é sobre livros, edição e língua portuguesa. Preferia que continuasse assim. Até porque para falar de certas coisas e arreganhar os dentes há outros blogues mais apropriados.

Comentários

  1. Ora aí temos outro tema Extraordinário e oportuno, actual!
    Aguardo comentários dos Extraordinários Escritores! Eheheh! Salivo mentalmente em antecipação...

    No meu caso, Traça dos Livros, que escrevinhava em revistas temáticas, tinha bastantes solicitações para participar em debates e outras actividades, por parte de associações diversas, em feiras, etc. Quase sempre era ao fim de semana e acabava por juntar o útil ao agradável.

    Depois de ter publicado um romance (enfim... ) dediquei-me à sua divulgação em eventos onde calhava ir ou em sessões organizadas com amigos e entidades, o que permitiu vender todos os que me competiam.

    Ou seja, de facto compensa... é o que esta Traça se permite concluir.
    Mas ressalvo que, à época, era dono do meu tempo e não estava a escrever mais nada, portanto foi possível organizar-me e fazê-lo ao longo de um ano.

    Portanto parece-me que não sirvo de exemplo, mas interessa-me muito ler o que os demais - sobretudo os que são escritores - dirão!

    Saudações cá da Cidade Morena.

    ResponderEliminar
  2. Se me imaginar na pele de um autor sou capaz de considerar agradável ir a locais falar de escrita, conviver com os pares, distrair-me, conhecer outras realidades e promover a venda do que escrevesse. Mas também não é difícil prever que tais andanças como prática normal da atividades hão de prejudicar seriamente a criação.

    ResponderEliminar
  3. Touché, quanto ao Em tempo, e devo confessar que sentimento como o expresso me passou também pela cabeça enquanto pelejava. Não repetirei e peço desculpa se contribuí para o desvario.

    ResponderEliminar
  4. Temo que esse tempo seja desperdiçado. Ou, talvez não, se em doses q.b., no equilíbrio entre a necessidade do toque, e a necessidade da exegese desse grande texto que é a Vida. Para conversar sobre ela, converso com os meus alunos. Com eles aprendo muito. Com eles suscito muito. E a liberdade, e a Vida, senhores, não será onde estará o verdadeiro conteúdo? Ao Corrente d' Escritas talvez vá este ano. Ou, talvez não, se a escrita se intrometer e não me deixarem flanquear as portas, que tanto servem para libertar o nosso sopro como para o aprisionar.
    Escrever é, de facto (naquilo que me apetece chamar de aparência dos contrários), uma actividade solitária, ficando sempre mal amado, ou perdido, o prazer do convívio. Curiosa, nessa Ambulância do Escritor, a perspectiva do ressentimento, essa lembrança magoada de ofensa ressentida, que cola com a palavra forasteiro — que tanta polémica assume num mundo medroso e confuso. E, afinal, quem perde com esse medo ressentido, fruto muitas vezes da circularidade e negação do outro, esse quase sempre desconhecido, somos nós: os que contrariam a existência de novos correntes, seja de escrita ou de leitura, e mundos por descobrir.

    ResponderEliminar
  5. Sobre a parte II do seu post de hoje, mantenho o que disse e as minhas opiniões... porém e por razões de civilidade e educação peço desculpas se fui de algum modo o elemento perturbador ou que tenha ferido a sua sensibilidade - no entanto perceba e pense naquilo que foi dito, pois há razões e razão em todos...
    No entanto chamo-lhe a atenção para a evidência de ter incluído um comentário acerca do Trump, que acabou por despoletar tudo.
    Se assim o entender, pode deletar os meus posts sem qualquer melindre da minha parte ou qualquer outra reacção, reitero sim o meu pedido de desculpa.

    Saudações cá da Cidade Morena

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ó Pacheco não foste nada perturbador, a tua opinião (na minha) é absolutamente respeitável tal como a de todos os extraordinários (excepto os anónimos).

      Eliminar
    2. mas se a opção anónimo existe, por que o apoquenta? Acontece que, por vezes, escrevemos às pressas e sai um anónimo sem darmos conta.

      Eliminar
  6. Bom dia a todos!

    Como em todas as actividades e em tudo, tudo nesta vida há sempre quem tema a perda de tempo, há sempre quem aplauda, há sempre quem despreze. Enfim, como dizia e sempre disse o meu pai, « todos têm razão».
    A minha razão é esta: enquanto escritora a tempo inteiro - e farto-me de trabalhar, porque escrever livros não é só estar sentadinha a uma secretária de caneta ou de computador em punho, é preciso ler, rabiscar, marcar, pesquisar, estudar, etc, etc (estou a falar de ficção, bem entendido) , trabalho, portanto - gosto muito e sabe-me muito bem 'desopilar', sabe-me muito bem, interromper. É muito bom falar com outros escritores, trocar ideias, pensamentos, observar reacções, tirar medidas, falar em público. E gosto de me sentir útil. Gosto de dividir ideias e conhecimentos. É útil a pausa. Quem trabalha fora da escrita, compreendo que agarre todos os bocadinhos livres para escrever. Isso também já me aconteceu e durante décadas! Nos dias de hoje, em que passo horas sentada, no silêncio, a escrever sem perder minutos nem segundos, é muito bom sair, alargar a paisagem sem que isso me traga qualquer transtorno ao ritmo da escrita. Eu preciso disso! Se não for a festivais ou a escolas ou a bibliotecas e livrarias - que é onde eu ando o ano inteiro - tenho de intervalar com um passeio ou uma pequena viagem. Tem de ser. E, pelo contrário, venho arejada e cheia de ideias. Recomeço, pois, mais saudavelmente.
    E acho bem, muito bem todas essas saídas.
    A ideia do escritor atormentado, a suar, cheio de febre inspiradora e a beber chávenas de chá ou café umas atrás das outras, isso não me parece que exista. Tretas românticas de quem gosta de mantas nas pernas no inverno e não gosta de caminhar debaixo de chuva ou contra o vento.
    Repito que isto só é possível quando não se tem um emprego a cumprir diariamente. E posso, já agora, dar o meu exemplo: em 38 anos de trabalho, publiquei 4 livros. Em nove anos de reforma, publiquei 11 livros e escrevi mais uma data de contos e artigos e ensaios para vários sítios, além de sair os tais cem dias por ano. Ou mais!
    Mas isto, cada um é que sabe como é que se arranja.

    Cristina Carvalho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Gostei de ler este comentário da Cristina Carvalho. Claro que apenas comento como leitora, e a verdade é que gosto de ouvir os escritores a falar sobre os seus livros, mesmo que seja apenas na rádio ou na televisão
      (Lembrando uma entrevista que a Cristina deu ao Luís Caetano na
      Antena 2, em que dizia nunca ter lido determinado livro - espero que se lembre - será que já conseguiu lê-lo?).
      Antonieta

      Eliminar
    2. Bom dia, Antonieta!

      Obrigada pela recepção ao meu comentário, em primeiro lugar.

      E não! Não me lembro qual era o livro. Tantos livros que uma pessoa quer ler e nunca chega a ler! E eu leio bastante, continuo a ler bastante, mas sinto sempre que nem 1000 vidas chegariam para ler tudo o que quero.

      Cristina Carvalho

      Eliminar
    3. Boa tarde, Cristina!
      Obrigada por ter respondido.
      Era O Principezinho, um livro que supostamente toda a gente leu - ou diz que leu. Gostei da sua resposta e agora não resisti a fazer a pergunta.
      :-) Antonieta

      Eliminar
    4. Estava a ver que não ... eheheh, e nem foi preciso fazer "bch-bch-bch" ! Ahahah!
      Gostei, gosto sempre muito de ler, a Cristina Carvalho, pela sua franqueza e desassombro!
      Somos dois Antonieta!

      Eliminar
    5. Ahhh, esse livro! Pois, Antonieta, continuo sem o ter lido até à data...

      Cristina Carvalho

      Eliminar
    6. É mesmo anónimo ou esqueceu-se de assinar?
      Antonieta

      Eliminar
  7. Único: Torga não dava entrevistas, não ia a congressos e feiras literárias, publicava numa editora de Coimbra, quase como se os seus livros fossem de edição do autor. Paradoxal: Ferrante é best-seller e não se sabe quem é.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois é, Artur, e até havia quem marcasse consulta para o Dr. Adolfo Rocha, mas se lá aparecessem com um livrinho para o autógrafo eram logo corridos.
      Outros tempos, outros tempos...
      Quanto aos anonimatos (à nossa escala, claro) também temos a Teresa Veiga, que nunca aparece nem dá entrevistas.
      Nos homens temos o Rogério Casanova
      :-) Antonieta

      Eliminar
    2. Tenho a maior mágoa de não ter podido conhecer Torga... o que quase aconteceu, pois cacei no mesmo grupo que ele, e sinto-o presente nas sombras e barrancos, nas encostas e cumeadas do Vale da Ursa ou dos Carrascais, do Monte de Vinha...
      Dizem-me, quem com ele conviveu, que era ensimesmado mas gostava de ouvir o velho Fonseca contar as suas histórias e velhacarias, aliás gostava de escutar, sobretudo os companheiros mais simples - o que não me espanta. Dizem que muito pouco falava... era correcto, educado mas pouco dado ao convívio, pensativo e observador.

      Eliminar
    3. Eu também não o conheci (nem no consultório nem nas caçadas, ahahah), mas sinto que o conheço bem pois li toda a sua obra - e nos Diários ele dá-se bem a conhecer.
      E foi por ele que fui a S. Leonardo da Galafura ler in loco o poema que ele dedicou ao Douro e a toda aquela deslumbrante paisagem.
      Antonieta

      Eliminar
    4. Por sugestão sua, cara Antonieta, irei procurar livros da Teresa Veiga e do Rogério Casanova de quem, confesso, nunca li nada. Alguma sugestão particular sobre obras destes dois autores ?

      Eliminar
    5. A Tinta da China está a reeditar a obra da Teresa Veiga. Eu tenho, já li e gostei destes dois:
      - Gente Melancolicamente Louca
      - Uma Aventura Secreta do Marquês de Bradomín.
      Também li outros que trouxe da Biblioteca (da Cotovia), mas não recordo agora o nome.
      O Rogério Casanova escrevia crónicas e fazia entrevistas na LER - e a sua identidade é um segredo bem guardado, o que em Portugal é muito estranho, não acha?
      :-) Antonieta

      Eliminar
    6. Eu nunca me tentei aproximar do Torga, respeitando a sua privacidade e a sua vontade de não ser abordado por desconhecidos. No entanto, através do seu Diário, soube qual o seu dia de aniversário e, há mais de duas décadas, resolvi enviar-lhe pela ocasião uma caixinha de chocolates da Arcádia pelo correio, como "homenagem de um leitor agradecido". Não é que na volta do correio recebi uma muito amável carta sua de agradecimento acompanhada por poema seu autografado !!!

      Eliminar
    7. Pois, Artur Águas, tal como meu pai, Rómulo de Carvalho/António Gedeão, Miguel Torga não dava entrevistas nem ia a congressos nem a festivais literários. Aliás, não os havia na altra em que começaram, os dois a publicar.
      Eram, éramos vizinhos em Coimbra e existem algumas histórias que eu sei.
      De qualquer forma, isto depende muito das personalidades em si. Havia, há, quem não tenha jeito nem apetite nem gosto para convívios destes e há quem tenha. É tudo muito simples. Digo eu...

      Cristina Carvalho

      Eliminar
    8. Muito obrigado pela sua generosa informação !

      Eliminar
    9. Que história bonita, Artur!
      Afinal o Torga sempre era com eu pensava: um grande Homem.
      :-) Antonieta

      Eliminar
    10. Se me permite, junto-me à Antonieta para recomendar Teresa Veiga.
      Ainda não li os livros todos porque há que ser comedida quando um escritor passa muitos anos sem publicar. Para além dos já mencionados, Teresa Veiga tem também "O último amante", "Jacobo e Outras histórias", "A paz doméstica", "As enganadas" e "História de Bela Fria".
      Recomendo também Júlio Henriques, autor de textos críticos sobre a sociedade, assim como tradutor e criador de cavalos. Também não se sabe muito bem quem é. É autor de "Deus tem caspa" e de "Alucinar no estrume". O último saiu há pouco.
      Apresentações retiradas do site da editora Antígona:
      "Publicado pela primeira vez em 1988 e esgotado há vários anos, Deus tem Caspa, obra mitológica de Júlio Henriques, abstém-se de qualquer crítica à teologia e – desengane-se o incauto leitor – não se debruça sobre problemas capilares no Além, um tema aliás muito pertinente e literário. Este conjunto de cáusticas crónicas e ficções visa antes o clima mental nacional, «um dos melhores, visto não fazer ondas», e a sociedade capitalista à portuguesa, ou seja, provinciana, apalermada. Lamentando «não vivermos tempos com turbulentas turbas perturbando as turbinas do torpor», Deus tem Caspa faz pontaria certeira à cacarejante modernidade até ela perder o pio. Agora, para gáudio de muitos (ou não), em edição revista e aumentada."
      E também:
      "Nas franjas indefinidas de uma sociedade que avança, absurda e doente, para o abismo que superiormente cria e quer, vão surgindo, às apalpadelas, núcleos de gente em busca de sentido. De um sentido central, que clama a partir da entidade viva que é o solo. Entre os que migram da cidade para o campo, em busca de uma utopia à mão de semear, o naturalista Estêvão Vao exprime uma oposição liminar à demência do astronauta, ao paradigma que corporiza a indigente ambição de se viver na Terra fora da terra.
      Júlio Henriques é tradutor, publicista e editor, mais recentemente da revista Flauta de Luz. Dedica-se a uma arte exigente, o assobio planado, que se pratica através do apuramento de uma coisa rara, os tintos sem pesticidas. Depois de Deus Tem Caspa, regressa agora com Alucinar o Estrume."

      Eliminar
    11. Desculpem-me o comentário enorme.
      Já agora aproveito, li da escritora Natália Nunes (mãe da Sra Cristina Carvalho) um livro que me agradou: "Assembleia de Mulheres".

      Eliminar
    12. Cara Ana, muito obrigado pele reiterada recomendação da Teresa Veiga e, sobretudo, pela chamada de atenção para outro escritor que eu também não conhecia, Júlio Henriques. Autores que olham criticamente para o mundo em que vivemos e para a sociedade que nos envolve, são sempre de ler.

      Eliminar
    13. Do Torga li " Os Bichos"-1941, "Novos Contos da Montanha"-1945 e "Poemas Ibéricos"- 1981.Se quiserem saber mais há na net um pequeno ensaio de Rolando Galvão de 13 páginas sobre o Homem e as suas Origens, Os Outros, A Pátria é Um Íman, Coimbra e a Tradição, Política e Políticos, O Escritor e a Obra.

      Eliminar
    14. Caro Albertino, se puder não deixe de ler "A Criação do Mundo" e os "Diários" que, na minha opinião, são indispensáveis para melhor se conhecer este grande escritor.
      Também recomendaria o livro "Eu, Miguel Torga", do espanhol José María Moreiro.
      Antonieta

      Eliminar
    15. E "Vindimas" ? Ninguém leu... está desactualizado, mas é uma excelente obra sobre o Douro!

      Eliminar
    16. Que é isso de ninguém leu?! Não sabe...

      Eliminar
    17. "Vindimas" por acaso não li.
      O que li foi o "Vindima", ahahah

      Eliminar
    18. Ó isso... era para ver se estavam atentos ...

      Eliminar
  8. Ó caríssima MRP não quero, de modo nenhum, ser inconveniente nem aborrecê-la, mas será que quem gosta de ler terá obrigatoriamente de ter uma opinião uniforme? terá obrigatoriamente de ser politicamente correcto? O direito à diferença (opinião incluída) é algo que quem gosta de ler muito preza (senão todos, a maioria) e tenho a certeza absoluta que a grande poetisa MRP nisso será absolutamente inflexível.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caríssimo, de facto estou convencida de que quem lê (se ler coisas de valor, bem entendido, porque há por aí muito livro sem nada dentro) está mais informado, sabe mais do mundo e, por isso, pode pensar melhor sobre questões a que agora se deu em chamar «fracturantes». Dou também o direito a todos de terem as suas opiniões, mesmo que diferentes das minhas (se assim não fosse, este blogue não teria espaço para comentários). Mas há formas educadas e inteligentes de exprimir opiniões - e algumas coisas que li ontem aqui não me pareceram nem uma coisa nem outra. Eram reacções agressivas e primárias como as que, paradoxalmente, criticavam... Por isso as senti como as de alguém que nunca leu um livro.

      Eliminar
    2. Eu compreendo-a perfeitamente! Caríssima extraordinária Maria do Rosário Pedreira, pela parte que me toca, desde jà lhe agradeço no que toca à possibilidade de comentarmos (até porque eu por vezes também já terei sido certamente inconveniente-mas sem comentários o blogue não seria extraordinário). Às vezes as águas agitam-se mas, deixe lá, é sinal de este blogue está bem vivo e continua extraordinário. No dia em que aqui não venho é, mal comparado, como não beber a bica a seguir ao almoço. Saudações Extraordinárias

      Eliminar
  9. “Meus” queridos escritores,
    acima de tudo escrevam.
    Porque escrever é um dom!

    ResponderEliminar
  10. Acho que se abusa destas "vagabundagens", e claro que têm uma influência negativa na escrita (não é por acaso que quem está mesmo envolvido na escrita de um livro evita fazer esta "vida social", muitas vezes imposta pelas editoras, porque é preciso vender livros...).

    Mas são importantes para a divulgação do autor e do livro, desde que não sejam ambos "banalizados".

    ResponderEliminar

Enviar um comentário