Amor, amor
Amanhã, como todos sabem, é Dia dos Namorados – uma celebração do dia de S. Valentim que, quando eu era jovem, não existia por cá, mas que, mal apareceu, passou a ser obrigatória (suponho que os comerciantes gostaram da ideia de fazer mais uns cobres). O Museu Nacional da Imprensa, no Porto, resolveu então pegar nesta data como ponto de partida e festejar a criação literária inspirada pelos pozinhos do amor. Nessa medida, promove anualmente um concurso nacional para textos de temática amorosa, sejam em prosa, sejam em poesia, evocando um patrono de respeito: nada mais nada menos do que o poeta Manuel António Pina, também jornalista. Não existem limites de idade (podem concorrer tanto crianças como adultos) nem de número de textos (cada pessoa pode concorrer com tantos textos quantos quiser), e os concorrentes têm de ter nacionalidade portuguesa mas podem residir no estrangeiro. O envio dos textos deve ser feito em formulário próprio entre hoje e dia 19 de Fevereiro e, até ao final do ano, o júri decidirá quem merece o prémio, que será de viagens para duas pessoas (uma espécie de lua-de-mel), livros e CD. Se tem alguma coisa escrita sobre a matéria (o amor, claro), aqui lhe deixo o regulamento. Não custa nada tentar... e Cupido agradece.
https://drive.google.com/file/d/0B6nVVUjHu7ngSHgzMWtqOFZGOGM/view
Já agora, deixo aqui também o regulamento do Prémio de Poesia Francisco Rodrigues Lobo, organizado com a parceria da nossa querida Livraria Arquivo, cujo prazo de candidatura termina no dia 25 deste mês:
Ficou tudo a escrever cartas de amor...?! Ou a engendrar poemas...interessante a ideia do jornal.
ResponderEliminarImproviso rápido para remediar a falta de comentários:
Eliminar–- Extraordinário! São já cinco e tal da tarde e – ‘tás a ver, amor? – ninguém se chega à frente para falar de humor!
–- Olha que admiração! Pois não sabes que amor é fogo que arde sem se ver?
–- Amor? Então isso não é o humor?
–- ‘Tás a brincar...
–- Não. Com o humor não se brinca.
–- Ah! Ah! Essa tem piada.
–- Achas? Então dá cá um beijinho
–- Toma lá o beijinho, que humor com amor se paga.
–- Pois, ‘tás a ver? - é por isso que eu digo: “Amor sem humor se apaga”.
e como improvisa bem. Parabéns. Não queria improvisar ao pé de si:)... é que não me dava hipótese.
EliminarSomos um país de poetas, ou é só fama? De entre esses os que poetam o amor ainda constituem uma multidão. Imaginem o que vai afluir às caixas de correio. O Extraordinário Jordão terá que aguardar a modalidade "humor" e então avançar. Boa sorte.
ResponderEliminarIsto de ter dia para namorar é coisa de nórdicos, de luteranos talvez, não nossa, e chamo em minha defesa um dos nossos maiores trovadores, D. Dinis, que se insurgiu contra a expressão sazonal do amor:
ResponderEliminar"Proençais soen mui ben trobar
e dizen eles que é con amor
mais os que troban no tempo da flor
e non en outro sei eu ben que non
an tan gran coita no seu coraçon
qual m'eu por mha senhor vejo levar
(...)"
JCC
Respigando do ensaio que acabei de ler sobre "Hollywood et la Dificulté d'aimer": "No campo do ideal, não diremos como Céline : "Amar...não amar...isto não tem qualquer importância. O que conta é sofrer o menos possível". "A sinceridade de Hollywood, bem para além do heterosexualismo, das mundanidades e da música, consiste em demonstrar que o acesso a "eros" acompanha sempre o sofrimento. Tudo tem o seu preço quando há compromisso, tudo é difícil, mesmo amar loucamente até á morte".
ResponderEliminarVoltando á vaca fria, aconselharia a leitura do artigo :"Saint - Valentin: pourquoi tant de haine contre la journée de l'amour?" de Maia Mazaurette no Le Monde de hoje.
ResponderEliminarNa continuação do comentário anterior e glosando o tema do dia de S. Valentim, sugeria também a leitura do artigo "El mito do amor romântico puede estar arruinando tu salud" aparecido no "El País" de 14-01-2017.
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