Rádio ao vivo

Já há vários anos que é possível assistir ao vivo à gravação do programa de rádio Ensaio Geral, da autoria de Maria João Costa, da Rádio Renascença, que acontece uma vez por mês na Livraria Férin, em Lisboa. Mas a jornalista associou-se recentemente a João Paulo Cotrim (entre outras coisas, o editor da Abysmo) para a realização de um outro programa radiofónico intitulado Obra Aberta, estreado no dia 12 de Janeiro na Sala Glicínia Quartim do Centro Cultural de Belém, às 18h00, e igualmente aberto ao público interessado (e igualmente emitido na Renascença). A ideia é juntar um escritor a um leitor na mesma mesa – na estreia Frederico Lourenço, galardoado com o Prémio Pessoa, e António de Castro Caeiro – e fazê-los falar dos livros que leram, dos autores de que gostam, das personagens que os marcaram, abrindo os livros ali mesmo, diante do público, e explicando os porquês. Não consegui ir, infelizmente, a este programa inicial, mas no dia 26 de Janeiro (a Obra Aberta é quinzenal) será a vez de António Mega Ferreira (escritor) e João Queiroz (leitor) dividirem o tempo entre páginas e quem sabe consigo sair  do trabalho a tempo de estar às seis da tarde em Belém… A coisa promete.

Comentários

  1. Obrigado pela sugestão. Vou ver se na quinta ligo para a Renascença às 18 horas. É sempre interessante ouvir o Mega Ferreira. Adorei os seus "Retratos de Sombra" e as suas crónicas de jornal; prometi a mim próprio que leria, mas não fiz até ao momento, os seus "Macedo, Biografia de uma Infâmia" e "O Essencial sobre Proust". E devia pelo menos tentar ler algum dos seus romances. O tempo voa.

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    1. Atenção: acho que a transmissão na rádio não é em directo mas sim na 2ª feira seguinte pelas 23h., mas confirmem.

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    2. Caro Miguel, muito obrigado pela informação !

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  2. Diz-se com frequência que se lê cada vez menos. Ainda na noite da última 6a feira no programa da Antena 1 com Inês Pedrosa, Patrícia Reis e Rita Ferro isso foi afirmado de novo. Tenho esperança de que haja um erro de avaliação. Se não, como explicar estes programas que agora há na rádio e os inúmeros festivais que se realizam com o patrocínio das câmaras municipais?

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    1. António Luiz Pacheco23 de janeiro de 2017 às 05:44

      Também me questiono sobre esse "mito cultural" ... lê-se cada vez menos?
      É que duvido mesmo muito que seja assim, parece-me até que se lê bastante. Claro que nunca será para nós o ideal, eu por exemplo leio pouquíssimo actualmente, nunca li tão pouco... são fases, mas não consigo nem o tempo nem o ambiente propício e menos ainda a paz ou o conforto de que preciso para ler. Falo de ler por prazer, dado que a leitura técnica a que sou obrigado é cada vez mais, em prejuízo da outra! Aliás, mata a outra pura e simplesmente...

      Saudações pouco lidas cá da Cidade Morena, onde por acaso se houve boa rádio!

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    2. Ó Pacheco, desculpe-me a advertência, mas acho que, na sua última frase “(...) Cidade Morena, onde por acaso se houve boa rádio!”, você terá inadvertidamente apagado as últimas palavras, as quais seriam “foi aqui!”.

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