Museu de BD

Tenho um amigo que adora Banda Desenhada e possui uma colecção impressionante; e, como vive actualmente em Bruxelas, imagino que a tenha enriquecido muito nos últimos anos, já que a Bélgica tem uma enorme tradição neste género particular. A França também, claro, organizando anualmente um festival de BD em Angoulême, a que acorrem todos os fanáticos de pranchas e vinhetas que queiram andar actualizados. Em Portugal, já temos muitos autores de BD de grande qualidade e um festival na Amadora que tem vindo a ganhar importância nos últimos anos. Mas faltava-nos um Museu da Banda Desenhada – e a autarquia de Beja chegou-se à frente, segundo explicou um dos seus técnicos, Paulo Monteiro, que – se não erro – é também um belíssimo ilustrador português. A história da BD em Portugal – desde o primeiro «álbum», da autoria de António Nogueira da Silva, de 1850 – vai ser contada pela primeira vez numa estrutura museológica, sempre articulada com a história mais ampla da BD no mundo, até porque a Câmara de Beja promete juntar ao acervo que já tem na Bedeteca da cidade um número significativo de obras de autores estrangeiros, nomeadamente franceses, italianos, espanhóis, brasileiros e argentinos. A data para a abertura do museu ainda não está marcada, mas esperemos que não demore muito. Actualmente, leio pouca banda desenhada, mas foi com os livros do Tintim do meu irmão mais velho que aprendi os rudimentos do francês e gosto muito de regressar a alguns autores da minha adolescência.

Comentários

  1. Emílio Gouveia Miranda4 de janeiro de 2017 às 03:50

    BD. Outra grande paixão!

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  2. Nunca me atraiu. Então os super-heróis... nah.

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  3. Gosto particularmente do Lucky Luck de Morris e Goscinny de que tenho vários álbuns porque também adoro o western como género cinematográfico. Não gosto do Astérix. Quando era mais novo adorava o Príncipe Valente de Hal Foster que saía semanalmente no defunto Primeiro de Janeiro do Porto. Havia também uma revista muito boa O Falcão que já desapareceu e que os bichos do papel comeram os raros exemplares que ainda conservava, com muita pena minha.

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    Respostas
    1. António Luiz Pacheco4 de janeiro de 2017 às 07:59

      Hal Foster deve ter sido o melhor desenhador da história da BD! Há "quadradinhos" seus que são obras de arte!
      Também sou fã de o "Principe Valente", tendo diversos álbuns. Foi onde HF se revelou em todo o seu talento e capacidade de desenhar cenas grandiosas!

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    2. Par toutatis!
      Vous n'aimez pas Asterix?
      Moi je l'adore!
      Anónima da Silva

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  4. Parece-me que a BD complementa a escrita/leitura... veja-se por exemplo que a morte do argumentista Goscinny feriu de morte heróis como Lucky Luke ou o próprio Asterix, que nunca mais foram os mesmos e perderam muita qualidade, as histórias, que o traço esse se manteve.
    O argumentista, ou escritor, de uma série de BD é para mim tão fundamental quanto o desenhista.

    Também fui grande fã de BD... hoje confesso que ando arredado, se bem que ainda vá relendo algumas das milhares de revistas que possuo... é verdade, tenho 4 armários cheios de BD, e digo sem exagerar que devo ter das maiores colecções de "Patinhas" (Walt Disney) que haja em Portugal.

    É uma boa notícia esta, portanto! Precisa-se, precisamos de valorizar a cultura e quem a faz.

    Saudações bêdísticas cá do Bairro Ribatejano!

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