Em Belém

Isabel Alçada – ex-ministra da Educação, escritora e fundadora do Plano Nacional de Leitura (PNL) – trabalha agora com o Presidente da República na área da Educação e montou, para alegria de Marcelo (que sempre gostou de livros), um programa que junta leitores e autores no Palácio de Belém uma vez por semana. À terça-feira, dois grupos de alunos de vários níveis de ensino de mais de 250 escolas públicas vão ter, assim, oportunidade de visitar a casa oficial do Presidente e falar com um determinado escritor (mais de 60 foram convidados) sobre a respectiva obra. (O escritor que tem, naturalmente, livros no PNL, ou seja, cuja leitura é já aconselhada). Os autores variam muito e podem produzir obra infantil – como António Torrado ou Alice Vieira, por exemplo – ou para adultos – como Afonso Cruz ou Valter Hugo Mãe – até porque, entre os estudantes que compõem as turmas do Secundário, já haverá quem leia como gente grande. E é suposto – em qualquer que seja o grau de ensino – os professores trabalharem na escola com os seus alunos os livros dos escritores com quem se encontrarão em Belém, para que as sessões sejam mais interessantes e os próprios escritores esclareçam dúvidas e matem a curiosidade aos seus interlocutores. De caminho, já se sabe, há sempre a possibilidade de tirar uma selfie com o Presidente.

Comentários

  1. Sinceramente, não vejo o benefício (tirando a excursão a Belém por parte dos alunos) da iniciativa.

    É mais "folclore", à medida do Presidente.

    Deveria sim existir um plano nacional e regional para levar os escritores a todas as escolas, para que os alunos "descobrissem" o que há de bom dentro dos livros...

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  2. Não irão os papás opor-se à presença de Mãe? Depois da trapalhada que fizeram e de o PNL se ter acobardado permitirão que o escritor chegue perto dos pimpolhos?!. Não é escritor de que goste, mas a situação de ambos os lados demonstra bem o estado "cerebral" em que andamos.

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    1. António Luiz Pacheco31 de janeiro de 2017 às 05:08

      Extraordinário Anónimo :
      - Na minha opinião de mera traça dos livros, o problema não está em Valter Hugo Mãe! Nem em nenhum escritor, que podem e devem usar a linguagem, os termos, o calão, o vernáculo, as obscenidades que entendam e que componham o personagem. Sem qualquer margem de dúvida, e, se alguém se chocar paciência ... não leia aquele autor.
      O problema está sim na escolha ser ou não ser adequada à faixa etária dos estudantes. Creio que a linguagem crua usada pelo autor deve ser reservada a leitores / alunos com outra capacidade de perceberem porque é usada e sobretudo serem esclarecidos para entender que assim falam algumas pessoas e nalguns meios.

      Enfim, não é censurar mas sim ajuizar e adequar a leitura aos que já tenham capacidade para a entender.

      Abraço cá da Cidade Morena

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    2. Ó Pacheco já agora podiam substituir o livro da 1° classe por aquele da mãe que fala nos modos de actuação da paneleiragem...e muitos outros ensinamentos...de pequenino é que se torce o pepino.

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    3. Hum... penso que não, ó Severino! Não é disso que se trata, e sim, repito de adequar a leitura ao leitor, e isso que dizes seria certamente impróprio e nada pedagógico e nem aos nossos ilustríssimos ministros da dita educação (será que tivemos algum que fosse ou soubesse algo de pedagogia e do assunto?) ocorreria tamanho dislate.
      O PNL recomenda livros aos estudantes, mas dividindo-os por anos e idades, evidentemente. O livro do V.H. Mãe ao que percebi foi um lapso qualquer, assim qualquer coisa como tu ires mexer (apesar de proibido) na mesinha de cabeceira do teu pai e achares lá uma caixa de preservativos e um pistola... o que te valeria se fosses descoberto uma valente surra!
      Eheheh!
      Abraço cá de Benguela

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    4. Ai a pontuação... a pontuação, porque é que não me habituo a ler antes de enviar, com mil raios!

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  3. Emílio Gouveia Miranda31 de janeiro de 2017 às 02:54

    Excelente iniciativa!

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  4. O primeiro nome do actual presidente da república escreve-se com um só «l» - o padrinho, e homónimo, dele é que tinha dois... ;-)

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    1. Segundo li numa entrevista, o Marcello não é padrinho do Marcelo, apenas era um amigo muito próximo da família.
      Antonieta

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  5. António Luiz Pacheco31 de janeiro de 2017 às 05:14

    Extraordinária iniciativa, digo eu, traça dos livros!
    Digam o que disserem, chamem-lhe o que quiserem, Marcelo Rebelo de Sousa, o Professor, é um homem de cultura e da cultura, que gosta de livros e de ler, como todos sabem, gostem ou não dele!
    Está de facto a dar mais um passo na direcção certa, em aproximar as pessoas e marcar pontos como Presidente de Afectos, como já ouvi chamar-lhe. É uma pessoa afável, humorada, descomplicada e que consegue ter uma grande empatia.
    Louvável iniciativa, e esperemos que tenha êxito, eu auguro que sim!

    Saudações satisfeitas cá da Cidade Morena!

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  6. Excelente esta iniciativa da Isabel Alçada e do presidente Marcelo.
    Tudo o que seja para fomentar o amor aos livros e à leitura e, ainda por cima, promover o encontro entre leitores e escritores é de aplaudir.
    E poder visitar o Palácio de Belém será ainda mais aliciante para os alunos...
    Antonieta

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  7. Parabéns ao senhor Presidente da República e a D. Isabel Alçada. E também aos felizes contemplados - escritores e alunos.

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  8. Ó caríssimos extraordinários alguém me consegue esclarecer porque é que a mãe já não escreve só com minúsculas? Escritor (a), note-se! Se até o Zé Cabra foi disco d'oiro, se até a Maria Leal é vedeta da pantalha...

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    1. Incrível a "cabrada" que o ASeve conhece e as comparações que faz, sem qualquer contexto, sem qualquer nexo - não admira que não perceba e não aprecie o Curso de Cultura Geral...

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    2. Ó anónimo (por acaso, sabes o que é um anónimo? é um poltrão que antes do 25Abril escrevia cartas à PIDE a denunciar o pai ou a mãe ou qualquer outro ) —realmente o ASeve é um incoerente ou não fosse a coerência a virtude dos imbecis...

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    3. cartas anónimas, claro!

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    4. Tu lá sabes as cartas que escrevias antes do 25/04 - agora aqui só escreves imbecilidades.

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  9. Cláudia da Silva Tomazi31 de janeiro de 2017 às 15:47

    Especial iniciativa! Parabéns presidente Marcelo.

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