O que ando a ler

Para ser completamente sincera, ainda não deixei de ler poemas que foram cantados no fado, pois estou a preparar um trabalho sobre a matéria. Mas, entre essas leituras e as do trabalho, ando agora a espreitar um livro para o qual a minha curiosidade foi despertada por uma reportagem de fim-de-semana publicada num dos nossos jornais. Trata-se de uma história que poderia chamar-se com propriedade Da Síria, com Coragem, mas se intitula apenas Nujeen, que é o nome de uma autêntica heroína: uma rapariga com paralisia cerebral que atravessou a Síria arrasada pela guerra de cadeira-de-rodas, na companhia da irmã, e juntas, usando o inglês que tinham aprendido nas séries de TV (a televisão às vezes faz milagres) fizeram mais de 5000 quilómetros até alcançarem a Hungria, com a esperança de conseguir asilo na Alemanha. Nujeen tem hoje 16 anos e conta-nos o seu êxodo e como é ser refugiada, narrativa em que foi ajudada por Christina Lamb, a escritora que já fora co-autora de um livro sobre outra menina-coragem: Malala Yousafzai. Se gosta de testemunhos empolgantes e lhe interessa o que se está a passar no mundo sob a indiferença de muitos poderosos, este é um livro importante para se pôr em dia, contado por alguém que esteve do lado de dentro da história.

Comentários

  1. Este livro recente onde Ferrante se dá ainda melhor a desconhecer. Agora deixa que entrem na sua oficina, e sai.

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    1. A autora tem algum livro novo? Não entendi o que escreveu...

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    2. Escombros.
      http://relogiodagua.pt/produto/escombros/

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    3. Olá Beatriz,
      o livro não é novo, é de 2003 mas acabou de sair em Portugal e, por acaso, é o livro que ando agora a ler. Ainda estou mesmo a começar mas parece-me interessante precisamente por ser muito anterior a toda a recente polémica.
      É um livro em que ela se revela como autora, com todas as angústias e alegrias inerentes a isso, embora sem revelar quem é.
      Parece confuso, mas não é :-)
      Antonieta

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    4. Espero que Elsa Morante ganhe novo fôlego em Portugal, com a ajuda deste livro de Ferrante.
      De Morante só há um livro publicado cá e merecia mais reconhecimento.

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    5. Obrigada:). Gosto da forma como Elena Ferrante escreve e é o que nela me interessa.

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    6. Pois é, Ana, e eu nunca li nada dela...
      Em jovem li tantos livros do Moravia mas nem sabia que a mulher dele também escrevia.
      Tenho de colmatar essa falha.
      :-) Antonieta

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    7. Força, Antonieta. Penso que não se irá arrepender :)
      O único livro de Morante por cá é "A ilha de Arturo". É doce, trágico mais também com partes engraçadas.
      Quiçá mais gente vá no embalo e a Relógio D'Água publique mais uns!

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  2. O parágrafo onde Bobone, na critica ao recente livro de Afonso Cruz, nota, acerca do romance contemporâneo português: "há aquilo a que se chama um novo tipo de realismo, que consiste em ter apenas personagens pobres ou vidas sofredoras, como se o riso e a alegria fossem, de alguma maneira, abstracções inventadas por um funâmbulo metafísico...."

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    1. António Luiz Pacheco2 de dezembro de 2016 às 04:21

      E muito bem observado ... mas é como eu digo: o que campeia são os autores depressivos, deprimidos e deprimentes!

      Saudações descomprimidas cá da Cidade Morena, onde apesar de tudo as crianças correm pelas ruas a gritar de contentes, e, se vê gente pobre mas sorridente.

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    2. Quem é a Bobonne que disse tal? Aquela senhora das etiquetas e boas maneiras? Desconheço o livro de Afonso Cruz, mas a verdade é que o país nunca foi muito rico e agora anda mesmo pela pobreza. Além disso, os ricos foram sempre só alguns, umas mãos cheias deles. Parece-me natural que se escreva mais sobre as maiorias, os tais que somos nós quase todos. Mas os pobres também riem. E talvez até riam melhor.

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    3. Não seja assim, Afonso Cruz escreve bem e tem um olhar poético sobre a realidade. Nunca pensei nos autores como depressivos, deprimentes, coisas dessa natureza. Gosta-se da prosa deles ou não se gosta. Mas pode que essa categoria sirva para ordenar títulos.

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    4. Carlos Maria Bobone.
      Escreve críticas a livros no Observador.
      http://observador.pt/2016/11/27/afonso-cruz-e-o-romance-portugues-contemporaneo/

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    5. Oh! Pronto. Acho-o preferível à senhora Bobonne. Mas pouco entendi da crítica que escreveu. Pode ser que Afonso Cruz entenda. E os extraordinários deste blogue também. A mim não apetece pensar sobre ela. Mais preferia ler Afonso Cruz que me parece um criativo (qualidade que, se entendi alguma coisa, o crítico também encontrou).

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    6. Nada contradigo. O parágrafo citado é generalizador, sucede que dei em perguntar-me se é como Bobone afirma, um crítico frontal e talvez coerente e, por conseguinte, optimo para com ele se concordar ou discordar. Cuja "rudeza" me é frequentemente difícil de aceitar, aliás.
      Mas estou capaz de lhe dar razão, pensando em muita da melhor literatura feita pelos nascidos pós Abril.

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    7. João Barrento, em entrevista ao Observador

      Pergunta:
      Criou até uma série de siglas que usa para classificar essa nova “literatura realista” de que fala. Começou com RUST, para Margarida Rebelo Pinto. Que categorias são essas?
      Resposta:
      RUST significa Realismo Urbano Sentimental Total e criei esta sigla para a Margarida Rebelo Pinto, mas agora também lá colocaria o Valter Hugo Mãe dos últimos romances. Depois Tenho o Realismo Rural Não Total, RRNT, onde coloco o José Luís Peixoto e o Afonso Cruz, que é aquele rural exótico. Tenho ainda o Realismo Fantástico Total, o RFT dos romances do José Rodrigues dos Santos. Mas há outros, a lista seria infindável. Há agora também a moda da violência espetacular de um autor de quem já gostei mas que hoje não acho nada interessante que é o Paulo José Miranda. Na mesma linha li um livro do Valério Romão e achei que apesar de tudo ele tem mais recursos. De entre estes novos e mediáticos escritores o único cuja obra eu considero original é o Gonçalo M. Tavares. É um escritor douto, capaz de abarcar um largo espectro de temas, de formas de linguagem, é imensamente culto e consegue trazer essa cultura para dentro dos seus livros.

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    8. António Luiz Pacheco4 de dezembro de 2016 às 12:59

      Do Afonso Cruz... não sei, mas o Peixoto é tão rural quanto eu sou urbanita... vão-me desculpar ! Já o li... posso estar errado mas é mais um rural-citadino que gosta de se fazer de rural. É que rural sou eu, e disso podem crer que sei... como rurais são os meus vizinhos e uma grande parte dos meus amigos, rurais, saloios, barrões aldeãos que vivem nas aldeias e vilas. Peixoto não é um rural, lamento...

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    9. Peixoto rural? só se fôr nos piercings...brinquemos, ó quê...

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  3. Estou a ler "Túnel de Pombos" de Le Carré e também "Em Paris" de Ramalho Ortigão.

    O primeiro por todas as críticas elogiosas (ainda estou na página 6o mas até agora não me deslumbrou...) o segundo porque percebi que nunca lera nenhum livro de Ramalho Ortigão (também estou no começo...).

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    1. António Luiz Pacheco2 de dezembro de 2016 às 04:24

      Em Paris ... deve ser interessante, não li essa obra!!!!
      E que tal está a achar???? Ele é um escritor satírico, enfim que tenta fazer fazer pedagogia através da sátira - e o consegue! Não conhecia essa obra, mas interessa-me bastante.

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    2. Estou mesmo no começo do livro de Ramalho Ortigão e ainda não tenho uma opinião crítica, Pacheco.

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  4. Ainda não saí do Levantado de Chão e pouco tenho lido. Já atarrachei a cabeça dos presentes de Natal. Enquanto não chegue a data, vai ser assim.

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  5. António Luiz Pacheco2 de dezembro de 2016 às 04:32

    Escasso ando eu de leituras... demasiado para o meu gosto, mas tem sido assim e as coisas nem sempre correm como desejamos!

    Além dos manuais técnicos e similares, tenho andado a ler "Guerra e Paz - Portugal/Angola 1961-1974", de W.S. van der Waals.
    Um livro interessante no meu caso e fundamental para o entendimento de muita coisa... infelizmente para se ler, escritos fidedignos, sérios, isentos, sobre a guerra colonial, temos de recorrer aos estrangeiros, pois que os portugueses que sobre ela escrevem na maior parte ou não puseram os pés no terreno (mas ouviram contar...) ou são sectários.
    Curioso como os estrangeiros nos respeitam mais a nós do que nós mesmos, já parece a saga do Cristiano Ronaldo e da mãe (coragem)-Dolores.

    Tenho também a postos, mas ainda não lhe peguei: "O Mundo de fora" de Jorge Franco.

    Indo a Portugal vai ser uma barrigada de comprar livros, e depois logo se vê... já salivo de gozo antecipado!

    Saudações expectantes cá da Cidade Morena!

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  6. "OS ÚLTIMOS DIAS DO REI" - Nuno Galopim. São passados em revista os 22 anos que D. Manuel II passou no exílio em Inglaterra. Fica ainda a saber-se mais qualquer coisa sobre o regicídio e os dois últimos e conturbados anos (1908-1910) da governação deste último rei de Portugal. É um livro relativamente interessante, pelo menos até às dez últimas páginas do livro (vou na 260, são 272) mas as últimas estão a ser maçadoras e estou a sentir que o autor se pôs a inventar um final que julgo "descabido"; vamos lá a ver se nas últimas páginas não borra a pintura...

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  7. Ando a Ler _ 49

    Tem andado comigo “Amor e C.ª”, de Julian Barnes, muito jeitoso para ler nas salas de espera, porque tem capítulos curtos e é bem-humorado – mas, a brincar a brincar, não deixa de colocar questões sérias.

    Barnes não confia o livro a um narrador – em vez disso dá a palavra a cada um dos protagonistas, os quais se dirigem ao leitor relatando em separado diferentes versões dos mesmos factos.
    Dadas as suas diferentes personalidades e correspondentes pontos de vista, cada um deles “mente como uma testemunha ocular”, confirmando o arguto provérbio russo que é citado na pág. 211.
    Daqui resulta que aquilo que era para ser uma história de amor acaba por ser uma sucessão de rancores, mentiras, culpabilidades, remorsos.
    Para aguçar a curiosidade, cito dois trechos que me pareceram exemplares.
    . . .
    Stuart (pp 203/204) -- «Dizem “O casamento falhou”, “O casamento acabou”. Ah, então o culpado foi “o casamento”? Não existe isso de “o casamento”, foi o que eu concluí. Só existimos eu e ela. Por isso a culpa ou é minha ou é dela. E enquanto na época eu achava que a culpa era dela, agora sinto que é minha. Falhei com ela. E falhei comigo. Não a tornei de tal maneira feliz que lhe fosse impossível partir. Foi isso que eu não fiz. Por isso falhei e sinto vergonha. Comparado com isto, o facto de poderem pensar que o meu pirilau não presta não me afecta nada. (...)
    (...) A única pessoa que me vai fazer falta, curiosamente, é a Mme. Wyatt. Foi sempre muito correcta comigo, desde o início. Telefonei-lhe ontem à noite a dizer que me ia embora e a desculpar-me pela maneira como me portei no casamento.
    “Não pense nisso, Stuart,” disse ela. ”Até pode ter sido bom.”
    “O que quer dizer?”
    “Começando com um desastre, talvez não haja depois a tentação de olhar para trás e imaginar que tudo era perfeito.”
    “É uma filósofa. Mme. Wyatt, sabia?”
    Riu como nunca antes a ouvira rir.
    “A sério,” disse-lhe, “é uma mulher que sabe o que é a vida.”
    . . .
    Mme.Wyatt (p 214) -- «Bem vêem, não penso voltar a casar. Não digo que não volte a apaixonar-me, mas isso é outra história. Digam o que disserem é uma coisa a que todos estão sujeitos, até ao fim da vida. Mas casamento…
    Vou dizer-vos a conclusão a que cheguei, depois dos anos todos com o Gordon, anos que, apesar do que possam pensar, foram bastante felizes, ou tão felizes como os de qualquer outra pessoa, creio. A minha conclusão é esta: à medida que vivemos com outra pessoa, vai diminuindo a nossa capacidade de a tornar feliz, enquanto a capacidade de a fazer sofrer permanece intacta. E vice-versa, é claro.
    Visão pouco optimista? Só temos obrigação de parecer optimistas aos olhos dos outros, não aos nossos.»
    . . .
    Cá está: a brincar a brincar…

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    1. Discordo. Apesar de tudo, o casamento - ou a união de facto que para mim tem os mesmos efeitos práticos - ainda me aparece como a reunião mais indicada para educar a geração seguinte e aprender a viver em sociedade. Claro que há quem não sirva para ele. Conheço mesmo quem se tenha casado sem uma réstea de apetência para tal relação; não o deveriam ter feito, isso é causa de mau estar em outrem e seu. Mas em todas as profissões sabemos de gente assim. E não é por essa razão que as mesmas deixam de ser eficazes e necessárias. Por que não há-de passar-se o mesmo com o casamento? Porque se baseia nos afectos e eles não são eternos? Ok. E isso que tem? Nós também não o somos. Há os que duram muito. Os que duram pouco. Os que duram a vida toda. E há quem nunca se case. Se vá casando. Quem repudie compromissos. Quem goste de viver só e seja de companhia aos bocadinhos. Cada um fará da sua vida o que pode e como entende poder. Mas a variedade familiar que hoje existe não repudia os laços entre os membros

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    2. Cara Beatriz
      Discorda de quem? De mim, que apenas transcrevi duas ou três das 259 páginas do livro, ou de Julian Barnes, que as escreveu todas?
      Se ler o livro vai encontrar lá as diferentes versões de algumas das variações que invoca: «(…) Há os que duram muito. Os que duram pouco. Os que duram a vida toda. E há quem nunca se case. Se vá casando. Quem repudie compromissos. Quem goste de viver só e seja de companhia aos bocadinhos. (…)»
      No livro há um pouco disso tudo, e apresentado nas diferentes perspectivas de cada um dos protagonistas.
      Como referem Barnes e a Beatriz, estes assuntos não são lineares. Cada caso é um caso.
      E mais: cada protagonista tem a sua perspectiva.
      E mais ainda: quando se trata destes problemas no concreto, cada um de nós “mente como uma testemunha ocular” – como refere Barnes invocando o antigo provérbio na página que eu citei.
      E – digo eu – tem sido assim desde há milénios…
      Eu concordo – e estou certo que Julian Barnes concordará – com o que diz a discordante Beatriz: «Cada um fará da sua vida o que pode e como entende poder».
      É que isto, é das tais coisas: não há volta a dar-lhe.
      Assim sendo, a Beatriz discorda de quê?

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    3. Na verdade apenas discordei da visão pouco optimista acerca do casamento. Não entendo que todos terminem como é dito, que as pessoas percam a capacidade de gostar umas das outras e mantenham muito acesa a de fazer sofrer . Penso que não é regra ainda que conheça o tipo de pessoas de que fala. O carácter é fundamental ao longo da vida, mas destaca-se sobretudo em situação de sofrimento.

      Agradeço a atenção.

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    4. Ora essa, Beatriz. Eu é que agradeço a sua atenção -- valorizada pelo facto de me ser prestada às 2 e tal da madrugada.

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  8. Tenho lido menos, só agora estou a acabar o "Burro de Ouro", de Apuleio. Estou confundido com o ambiente atual conferido a diversas cenas, visto que a obra é do séc. II. Cheguei a pensar que resultava de um trabalho do tradutor, mas ele traduziu diretamente do latim.

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  9. BÍBLIA (volume I) - NOVO TESTAMENTO - OS QUATRO EVANGELHOS - Tradução do grego, apresentação e notas de Frederico Lourenço.

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  10. Infelizmente Novembro não foi um mês fértil em leituras. Para além do livro do Tiago Salazar, de que já falei aqui no Horas, li o "No Outono" do Karl Ove Knausgård, um conjunto de crónicas em que ele escreve sobre as coisas mais incríveis com uma sinceridade desarmante.
    Comecei ontem a ler o "Escombros" da Ferranti e também "A Campânula de Vidro", um livro da Sylvia Plath que há muito procurava.
    :-) Antonieta

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  11. Leio o Palácio do Riso. Recria a Villa Grimaldi, um dos maiores um dos maiores centros de detenção e tortura no Chile durante a ditadura militar de Pinochet, também apodado jocosamente de Palácio do Riso pelos agentes da DINA, a polícia política do regime.

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    1. Está debaixo de olho.
      Estou a ler " O astrágalo" um excelente livro. De uma escritora exímia, Sarrazin.
      Para quem gosta de escritores malditos/insubmissos, é um banquete.

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    2. Um livro maravilhoso, O astrágalo!
      Estou a ler Fado Alexandrino do nosso grande António Lobo Antunes.
      Terminei há dias Pais e filhos (Turguéniev), fabuloso.

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  12. A terminar "O caso do camarada Tulaev", de Victor Serge.
    Muitíssimo bom. A editora de crowdfunding E-Primatur está a publicar grandes livros até agora inéditos por cá, mesmo pelas grandes editoras.

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    1. 100% de acordo. Grande livro e grande escritor.
      Os senhores da editora estão a conseguir fazer o que há décadas muitas editoras não querem ou não podem fazer. As que têm muito dinheiro são viradas para vendas ao invés de qualidade.

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    2. Espero que a e-primatur continue a editar, discreta e regularmente, sem falhar mais outros grandes livros. Tenho 'apoiado' quase todos.

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  13. O senhor de Bougrelon, do decadentista Lorrain.
    Estou a gostar muito e tendo sido uma figura tão interessante, não entendo só haver um livro dele em português.
    Estamos mais ocupados com livros que daqui a 6 meses ninguém se lembra.

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  14. Graças à louvável iniciativa da nossa maior editora, na minha opinião, Relógio d'água estou a ler o 2º volume de Em busca do tempo perdido.
    Livros destes até 10 euros é de louvar. E com óptima tradução do poeta Pedro Tamen.

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  15. Estou a meio d''A Gorda' de Isabela Figueiredo. Não há ali meias-palavras. Genial.

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    1. António Luiz Pacheco4 de dezembro de 2016 às 13:05

      Abra lá um bocadinho a janela, para a gente podermos espreitar a gorda... fiquei curioso!!!!

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