Há Fadistas!

Na semana passada anunciei aqui o lançamento de Há Fadistas!, de Pedro Teixeira Neves, um álbum fotográfico dedicado a fadistas e casas de fado por esse País fora, que revela como a nossa canção está viva e de boa saúde e continua a atrair artistas e público de todas as idades. Fui convidada pelo autor a produzir um texto sobre as suas fotografias, e saiu-me uma coisa bastante emotiva, que reflecte o papel que o fado desempenhou na minha vida desde pequena, já que comecei a ir aos fados andaria pelos cinco ou seis anos. Mas agora, com o livro na mão, pude apreciar igualmente o texto de Rui Vieira Nery que ao meu se segue, uma maravilha de prosa em que aprendi uma porção de coisas que não sabia, como, por exemplo, o facto de durante o Estado Novo os fadistas não poderem cantar nada que não tivesse passado no teste da censura e isso ter levado naturalmente a que diminuíssem as letras do fado operário, queixosas da situação, dando lugar a narrativas de amores feridos e abandono – que são, curiosamente, as que ainda se cantam hoje, mesmo sem haver lápis azul. Outra feliz notícia é que este livro, profusamente ilustrado e com muitas páginas, só custa 12 euros, pelo que aconselho todos os que se interessam por fado a comprá-lo e oferecê-lo.

Comentários

  1. Emílio Gouveia Miranda22 de dezembro de 2016 às 01:20

    Há Fadistas e Ah, Fadistas! Viva o Fado e vivam aqueles que lhe dão vida.
    Viva a música da nossa identidade!

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  2. O Fado é mais uma parte do nosso património identitário (diz-se assim?) , há que o cultivar e portanto defender.
    Pela minha parte, fado e toiros são inseparáveis pois que nas noites de tertúlia e de toiros ele está sempre presente.
    É a nossa alma, e se devemos perder a vergonha de ir buscar o dinheiro onde ele está, o que m'a mim parece é que devemos primeiro perder a vergonha de nos assumirmos como o povo e a gente que somos, de uma vez por todas.

    Saudações taurofadistas cá do Bairro Ribatejano!

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  3. O futebol é que instrói e o fado é que induca.
    Fora de brincadeiras: gosto de futebol, apesar de saber que é uma atividade com resultados adulterados e gosto de fado, que parece ganhar novo fôlego com a classificação patrimonial e principalmente com novos intérpretes de qualidade.
    Dos três efes só não gosto de Fátima, mas o que é que se há de fazer, não se pode gostar de tudo.

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