Contar uma história

Se me pedirem um exemplo sobre alguém que sabe contar mesmo bem uma história, a primeira pessoa que me vem à cabeça é Alfred Hitchcock – que nem escritor é. Escrever, no sentido de escrever um romance, é, aliás, muitíssimo mais do que contar uma história, como todos sabemos; mas, se temos uma história para contar por escrito temos também de saber como encadear os episódios, manter algumas coisas em suspenso, surpreender aqui e ali, guardar para o final algo de suculento. Contar uma história num livro é como construir um edifício com palavras, ideias, imaginação – a estrutura tem de ser cuidada a todo o instante sob o risco de o edifício ruir a qualquer momento. E é isso que nos propõe o escritor João Tordo, um excelente contador de histórias, num curso chamado exactamente assim: Escrever – A Arte de Contar Uma História. As aulas vão decorrer de 13 a 16 de Dezembro em horário pós-laboral, entre as 19h00 e as 22h00 (leve uma sanduíche se não quer desfalecer de fome, não vá um dos autores lidos descrever um lauto jantar) e as pré-inscrições estão já abertas. Se conhece uma boa história, gosta de escrever e quer aprender como pode passá-la ao papel, pode aprender com o mestre João Tordo e os mestres da literatura que ele trará para as suas sessões: Hemingway, Carver, Bolaño e muitos outros. Todas as informações no link abaixo.


 


http://palavrasditas.pt/portfolio/escrever-a-arte-de-contar-uma-historia/


 

Comentários

  1. O conto do vigário é sempre uma história bem contada, interessante, sedutora e com um desfecho que nunca deixa de surpreender alguém.
    Até Fernando Pessoa não resistiu a ficcionar a vida de Manuel Peres Vigário.

    ABC

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  2. E ele mesmo, João Tordo, com quem aprendeu a contar histórias? Será que frequentou cursos...

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    1. Sim, frequentou cursos de escrita criativa. Mas penso que foi na América (Nova Iorque, ou assim).

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  3. Confesso que não acho o João Tordo um grande escritor, e talvez nem satisfatório. Li três livros dele, Hotel Memória, Três Vidas e Anatomia dos Martires e para além de repetitivo, achei monótono e pouco literário...

    Sei que entretanto já escreveu mais e que talvez o que eu não tenha gostado tenha sido relacionado com tiques de escritor jovem, mas daí a achar que ele pode ensinar alguma coisa.... vai um caminho longo...

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  4. É verdade, Hitchcock nunca foi um escritor, limitou-se a contar histórias em filmes, que já estavam contadas em livros impressos; exemplos: PSICO-Robert Bloch; REBECA e OS PÁSSAROS- Dafne du Maurier; VERTIGO- Pierre Boileau. Nunca li nada do Tordo porque as minhas prioridades são outras. Há sempre os clássicos. Há muitas maneiras de inventar escrita criativa para totós...

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  5. António Luiz Pacheco8 de dezembro de 2016 às 02:14

    Ahahahah!

    Realmente, estamos na era da informação e da crença não na arte e engenho pessoal, mas que isso pode ser aprendido... e pode, claro que pode, mas daí a ser-se escritor ou contador de histórias por que se fez um curso, vai uma distância maior do que da Equimina ao Graínho!

    Julgo que se pode, numa qualquer sessão ou texto, dar umas orientações ao candidato ou interessado - lembro-me de ter tido uma cadeira semestral de "estilística prática", onde aprendi algo sobre alinhavar idéias e passá-las ao papel, mais na forma de relatórios ou trabalhos académicos do que de romance, mas que me foi de grande utilidade! Porém duvido que se consiga ensinar a contar uma história, enfim, há académicos e professores da área das letras que são simultâneamente escritores, penso que esses sim podem estar devidamente capacitados para tal, e alguns dos nossos extraordinários são-no! Mas estão calados... por ética, por alguma modéstia ou porque na expectativa e não querem meter-se em " terrenos apertados" (gíria taurina).

    Volta não vai, vejo anunciar estes "cursos", muitas vezes dados por pessoas que não lhes conheço obra escrita ou, escritores "assim-assim"... o que me levanta dúvidas.

    Os melhores contadores de histórias que conheço ou conheci, variam entre o doutor e o camponês, e são-no porque têm um natural pendor e capacidade para isso, nunca cursaram nada a não ser ouvir a outros contar essas histórias.

    Escrever, para mim é o mesmo... é uma questão de se ter a propensão para isso e de ler muito, ler muitíssimo, de tudo, para que se possa ter uma idéia daquilo sobre que gostamos de escrever e como gostaríamos de escrever. Estarei errado?

    Quem seja leitor de João Tordo e gostasse de escrever sobre o que ele escreve ou como escreve, pois que o frequente então!
    E, sinceramente não o estou a ver em oração de sapiência sobre contar uma história como Hemingway por exemplo...

    Mas isto sou eu, ignara e simples traça literária que esvoaça aqui por este espaço atraída pela luz Extraordinária.

    Saudações esvoaçantes cá da Cidade Morena, por sinal hoje bem luminosa!

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